A referência que você precisa conhecer no novo disco da Anitta

Você pode até dizer que não curte o estilo musical, mas é impossível negar a força global da Anitta.

A artista brasileira é hoje uma das mais ouvidas do mundo, foi a primeira cantora latina a atingir o 1º lugar no Top 50 Global do Spotify, a única brasileira a gravar com Madonna e a apresentar o Saturday Night Live, foi jurada do RuPaul’s Drag Race e muito mais.

E agora ela dá mais um passo em sua evolução musical com um disco bastante diferente dos costumeiros funk.

“Equilibrivm”, chega abraçando a espiritualidade da cantora, mais especialmente o candomblé, referenciando uma das maiores artistas brasileiras de todos os tempos.

Se você deu o play no disco novo, percebeu que a batida do funk agora divide espaço com o toque sagrado do atabaque. 

Mas, além da estética visual impecável, existe uma alma brasileira muito profunda guiando essa nova era.

Enquanto Anitta domina os charts globais, ela decidiu olhar para trás para conseguir seguir em frente e referenciar aquela que foi a primeira mulher a vender mais de 100 mil cópias no Brasil e tinha na sua verdadeira marca a coragem de levar o Candomblé e a Umbanda para o centro do palco em uma época de imenso preconceito, os anos 60 e 70.

Misturando o samba com a batida característica do atabaque, Clara Nunes cantava em programas de rede nacional sobre fé, Yemanjá e orixás. A cantora morreu aos 40 anos em decorrência de problemas em uma cirurgia, mas deixou um legado inconfundível na música brasileira.

Legado esse que Anitta abraça com gosto em “Equilibrivm”: Assim como Clara imortalizou o branco, as rendas e o misticismo dos orixás em suas performances, Anitta traz em no álbum uma estética que reverencia essa “brasilidade mística”.

Se nos anos 70 Clara Nunes cantava “Conto de Areia” e saudava Iemanjá, Anitta agora utiliza elementos de sua vivência no terreiro para compor a narrativa de um disco que é, acima de tudo, um manifesto de fé.

Ao referenciar Clara Nunes e escancarar suas raízes espirituais, Anitta faz um movimento político e cultural necessário:

Combate a Intolerância, Conecta a nova geração de ouvintes ao catálogo histórico de artistas que pavimentaram o caminho para a música popular brasileira.

E deixa claro que, após conquistar o mundo, o seu “Equilibrivm” só foi encontrado ao retornar para casa — e para o terreiro.

Anitta prova que ser pop é ser universal, mas ser ícone exige honrar as ancestrais que vieram antes dela. 

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