Confira resenha sem spoilers de Mandaloriano & Grogu

Se você ainda não sabe quem é Jon Favreau, fique atento. Ele está por trás de algumas das franquias mais lucrativas e queridas da atualidade. Foi ele quem dirigiu Homem de Ferro, lá em 2008, e deu início a todo o MCU. Também foi ele quem dirigiu as versões em live action de Mogli e O Rei Leão. E foi ele quem criou a série The Mandalorian e agora dirige o longa que acaba de chegar aos cinemas. Além disso, escreveu, dirigiu e protagonizou Chef, um filme delicioso sobre recomeçar e acreditar em seus sonhos que eu recomendo muito.

Mas, não estamos aqui para falar de Jon Favreau. Embora fique bastante claro que sua paixão por uma boa aventura e pelos anos 80 tem total influência em Mandaloriano & Grogu. Do visual à história, tudo no filme remete à clássicos de matinê oitentistas como Indiana Jones e De Volta Para o Futuro.

A cena de abertura já dá o tom do filme e em seu desenvolvimento nos pegamos torcendo por aquele personagem que mal vemos o rosto e por uma criaturinha verde e apaixonante. Porque sim, o filme é todo deles.

Como uma criança brincando com seus action figures no próprio quarto em uma história de aventura, acompanhamos Mando em uma missão como caçador de recompensas, com Grogu à tiracolo (literalmente). Juntos, a dupla vai enfrentar perigos e superar desafios com agilidade, humor e o uso da Força, claro.

Ao mesmo tempo que o filme remete à elementos clássicos de Star Wars, ele se distancia da filosofia geral e entrega um longa mais leve que os últimos da franquia. O objetivo aqui é apenas entreter. Esqueça grandes dramas familiares, discussões sobre luto, identidade, passado e futuro. Estamos vendo uma história derivada que, mesmo se passando no mesmo universo (o filme se passa logo após O Retorno de Jedi), tem suas próprias características. E você não precisa ver todos os filmes, séries e animações da saga Star Wars para entender. Um pequeno resumo de Mandalorian, como este que eu apresentei aqui, basta para te situar e pronto. 

Claro que em se tratando de uma boa aventura, muita coisa é absurda. Enquanto os inimigos disparam 50 tiros e erram todos, Mando atira sem nem olhar apenas uma vez e acerta um tiro fatal. Mas não estamos aqui para questionar veracidade, ainda mais em uma fantasia espacial. Estamos aqui para nos divertir como se estivéssemos nós mesmo controlando os personagens e eles fizessem o que a gente quer.

Como Mando não tem sabre de luz, as cenas de luta corpo a corpo são incríveis. O visual do filme é lindíssimo, a trilha envolvente e moderna sem se afastar da saga e os personagens apaixonantes. Mas uma vez a Disney entrega um personagem que instantaneamente passa a fazer parte da iconografia da cultura pop, e sem dizer uma palavra.

Ao trazer Mando e Grogu para o foco principal e destacar essa família disfuncional formada por um pai solo e uma criança, digamos, incomum, e dar um tom mais leve ao filme, a Disney e Jon Favreau conseguem o que Solo: Uma Aventura Star Wars tentou e não conseguiu: dá um ar de novidade e frescor à uma franquia de quase 50 anos com um spin off digno da saga. Ao invés de requentar personagens conhecidos, Favreau pegou um personagem mais do que secundário e trouxe como protagonista, ganhando novamente o coração do público.

É fácil mergulhar de cabeça em Mandaloriano & Grogu. O filme é leve, ágil, divertido, emocionante e, de certa forma, seu visual e seus personagens de marionete tornam tudo mais palpável e crível. Um longa capaz de nos levar de volta no tempo para nossa infância e uma galáxia muito muito distante.

Se ainda restava alguma dúvida da capacidade de Jon Favreau de criar boas histórias que tocam fundo no nosso coração, Mandaloriano & Grogu prova que ele pode tudo.

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