5 vezes que a Disney tentou criar uma nova franquia no cinema e falhou

A Walt Disney Studios é uma das maiores potências do entretenimento mundial, dona de marcas bilionárias como Marvel, Star Wars e as animações da Pixar. 

Mas a busca pelo “próximo grande fenômeno” nem sempre dá certo e o novo Piratas do Caribe ainda não rolou.

Vem comigo conferir 5 vezes que a Disney tentou e, mesmo tendo entregado filmes até simpáticos na maioria das vezes, não conseguiu emplacar sua nova saga de fantasia no cinema.

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1. John Carter: Entre Dois Mundos (2012)

Baseado na influente obra de ficção científica de Edgar Rice Burroughs, John Carter tinha tudo para ser o novo Star Wars da Disney. O estúdio despejou cerca de 250 milhões de dólares na produção, confiando a direção a Andrew Stanton (vencedor do Oscar por Wall-E).

Mas, uma campanha de marketing desastrosa fez o filme parecer genérico e ninguém entendeu direito do que se tratava. O público ignorou o lançamento, gerando um dos maiores rombos financeiros da história do cinema (estimado em 200 milhões de dólares) e cancelando imediatamente os planos para as sequências que já estavam em desenvolvimento.

2. O Cavaleiro Solitário (2013)

Se a ideia era criar o próximo Piratas do Caribe, pra que ideia melhor do que trazer a mesma equipe de volta? O diretor Gore Verbinski, o produtor Jerry Bruckheimer e o astro Johnny Depp reunidos para O Cavaleiro Solitário. O objetivo era revitalizar o clássico herói do faroeste americano para as novas gerações.

Mas, os excessos nos bastidores inflaram o orçamento para além dos 215 milhões de dólares. Com uma trama longa, tom inconsistente e controvérsias em torno de Johnny Depp interpretando o nativo americano Tonto, além da confusão com Zorro, o filme foi massacrado pela crítica. A bilheteria congelante enterrou qualquer plano de transformar o herói mascarado em uma nova mina de ouro para o estúdio.

3. Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo (2010)

De olho no bilionário mercado dos videogames, a Disney adquiriu os direitos da famosa franquia. A ideia era criar uma saga de aventura épica e mística nos moldes de A Múmia, escalando Jake Gyllenhaal como o carismático Príncipe Dastan.

Apesar de entregar um filme bacana, um protagonista divertido, um visual grandioso e cenas de ação competentes, o filme sofreu com whitewashing e as críticas à escalação de atores brancos para papéis de personagens do Oriente Médio. A bilheteria global até raspou os 330 milhões de dólares, mas diante dos custos massivos de produção e publicidade, o lucro foi inexistente, fazendo a Disney engavetar qualquer plano de continuação.

4. Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada É Impossível (2015)

Se Piratas do Caribe nasceu de uma atração dos parques temáticos e deu certo, por que não tentar de novo? Tomorrowland buscou inspiração na área futurista dos parques da Disney, trazendo o aclamado diretor Brad Bird (de Os Incríveis) e George Clooney no papel principal.

O filme, que na verdade é ótimo, transbordava originalidade e conceitos visuais deslumbrantes, mas pecou por um roteiro excessivamente expositivo e uma mensagem ecológica que não encontrou eco no público jovem. O fracasso de bilheteria resultou em um prejuízo estimado em 150 milhões de dólares, provando que a nostalgia dos parques nem sempre se traduz em interesse cinematográfico.

5. Jungle Cruise (2021)

Mais uma tentativa moderna de transformar um brinquedo clássico dos parques em franquia de ação e aventura. Estrelando Dwayne “The Rock” Johnson e Emily Blunt, o longa apostou alto na química de sua dupla de protagonistas, entregando uma vibe nostálgica que remetia a Indiana Jones e Uma Aventura na África.

Embora o filme seja super divertido e tenha sido bem recebido pelo público, ele deu o azar de ser lançado em um período de transição nos cinemas devido à pandemia, tendo uma estreia híbrida no Disney+. Os custos de produção altíssimos minaram a lucratividade imediata. Apesar de o estúdio ter demonstrado interesse inicial em uma sequência, o projeto esfriou nos bastidores por falta de viabilidade financeira a longo prazo, deixando a franquia na geladeira.

Será que a Disney vai conseguir criar seu novo Piratas do Caribe ou vai acabar optando por trazer a franquia de volta?

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