Se tem uma coisa que todo mundo já sabe, é que quando o assunto é Madonna, eu sou fã de carteirinha. E, claro, a expectativa para ouvir Confessions II estava me matando.
Quero começar deixando uma coisa bem clara: eu gostei muito do disco novo. Madonna não é Rainha do Pop à toa. Ela continua entregando conceito, produção impecável e uma energia que só ela tem.
Mas, como o meu álbum favorito da vida é o primeiro Confessions, meu nível de exigência estava alto.
Confessions II é ótimo, já entrou na minha playlist de repetição diária, mas a verdade precisa ser dita: tem algumas faixas de um passado nem tão distante que são bem melhores que as do novo disco.
Pensando nisso, separei 5 faixas dançantes de Madonna que são melhores que as de Confessions II. Prepare o fone de ouvido e venha comigo:
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Music é um álbum que dividiu opiniões pela sua pegada mais eletrônica e experimental na época, mas “Amazing” faz jus ao nome. Com uma linha de baixo viciante e guitarras que se misturam perfeitamente aos sintetizadores de William Orbit, essa música tem uma crescente que explode na pista. Ela traz uma sensação de euforia e urgência pop que nenhuma das faixas inéditas de Confessions II conseguiu alcançar.
Agora vamos falar de uma verdadeira obra-prima do cyber-pop. Enquanto o novo álbum flerta com a nostalgia moderna, “Nothing Really Matters” pegou o coração da house music do final dos anos 90 e transformou em pura arte espiritual e dançante. O ritmo é implacável, os vocais são limpos e a energia é simplesmente transcendental. É Madonna no topo do seu jogo de transição artística.
Não dava para fazer essa lista sem citar o meu ponto fraco. Se Confessions II tenta resgatar a atmosfera do seu antecessor espiritual, ele ainda precisa comer muito arroz com feijão para chegar perto de “Forbidden Love” do primeiro Confessions. É aquela música que te faz dançar de olhos fechados, sentindo cada batida no peito. Um nível de refinamento que o disco novo arranha, mas não recria.
O American Life pode ser o álbum mais incompreendido da carreira dela, mas “Love Profusion” é uma joia pop acústico-eletrônica brilhante. A batida dance linear combinada com o dedilhar do violão cria uma atmosfera solar e leve, mas extremamente dançante. É um tipo de composição madura e despretensiosa que faz falta em alguns momentos mais carregados de Confessions II.
Para fechar, um hino de superação com a cara das pistas. Onde Confessions II às vezes peca pelo excesso de filtros, “Living for Love” brilha com seu piano house clássico e um coro gospel de arrepiar. É uma música com alma, força e um drop feito sob medida para jogar as mãos para o alto. Uma energia vital que mostra que a Rainha sabe exatamente como comandar uma pista de dança com dignidade e poder.
Resumindo: corram para as plataformas para ouvir Confessions II, porque o álbum é realmente muito bom e vale o seu play. Mas, depois, façam um favor a si mesmos e revisitem essas cinco faixas para lembrar por que, no reino do pop, a coroa da Madonna nunca vai mudar de cabeça.
Agora me conta nos comentários: Confessions II superou suas expectativas? Qual a sua música favorita do disco?
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