Você sabia que esta animação da Disney era um quadrinho da Marvel?

Nem todo mundo sabe, mas um dos robôs mais fofos e apaixonantes da Disney veio na verdade de uma HQ da Marvel.

Sim, o mesmo pessoal que criou Capitão América, Homem de Ferro e Hulk também foi responsável por um personagem que a gente ama e que não tem nada a ver com o MCU. Pelo menos no cinema.

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Antes de se tornar aquela animação fofinha que nos fez desidratar de tanto chorar no cinema, Operação Big Hero teve sua origem nas páginas dos quadrinhos. 

Mas, se você espera encontrar o mesmo clima de “abraço quentinho” nas HQs, prepare-se para o choque térmico.

Após a compra da Marvel pela Disney em 2009, os diretores da divisão de animação vasculharam o baú da editora atrás de algo obscuro que pudessem moldar do zero. 

Eles encontraram o Big Hero 6, criado por Steven T. Seagle e Duncan Rouleau em 1998.

Mas a Disney basicamente manteve apenas os nomes e o conceito básico (um gênio mirim e seu robô), e mudou quase todo o resto para criar a identidade visual e emocional que vimos na animação.

Se no filme temos a futurista San Fransokyo, nas HQs o cenário é o Japão tradicional. Mas as mudanças estéticas são apenas a ponta do iceberg:

A maior mudança de todas foi em Baymax. No filme, ele é um robô inflável de assistência médica, fofo e abraçável. 

Já na HQ ele é um guarda-costas sintético capaz de se transformar em um dragão verde gigante e assustador. 

Mas outras grandes mudanças também aconteceram.

No filme, os protagonistas são universitários prodígios, amigos do irmão de Hiro (Tadashi), que usam a ciência para se tornarem heróis por acidente e justiça.

Enquanto na HQ a equipe é oficial sancionada pelo governo japonês e composta por agentes e justiceiros já estabelecidos.

Nas HQs originais, a equipe contava com personagens que a Disney não pôde (ou não quis) usar por questões de direitos ou tom de roteiro, como o Samurai de Prata e a Solaris (personagens muito ligados aos X-Men).

A Disney transformou uma história de ação dos anos 90 em uma narrativa poderosa sobre luto, amizade e saúde mental. Eles humanizaram a tecnologia. 

Enquanto a Marvel focava no aspecto “super-equipe”, a Disney focou no coração da relação entre um menino que perdeu tudo e um robô programado para curar.

Com a expansão do Universo Marvel nos cinemas surgiu até o boato de que Baymax e seus amigos seriam incorporados ao MCU, mas pelo menos por enquanto isso não aconteceu.

Mudanças à parte, a Disney sabe criar personagens que passam a fazer parte da nossa memória afetiva, e com Baymax não foi diferente.

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