10 anos de um filme que marcou o cinema recente (e de várias formas)

Há uma década, um dos meus filmes favoritos dos últimos tempos e uma das maiores homenagens ao cinema chegava às telas para nos lembrar por que somos apaixonados pelo cinema. Dirigido por Damien Chazelle, La La Land: Cantando Estações não é apenas um musical fascinante; é uma verdadeira carta de amor ao cinema feita por e para quem respira e ama a magia das telas.

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A história de Mia (vivida por Emma Stone) e Sebastian (vivido por Ryan Gosling) equilibra a nostalgia da Era de Ouro de Hollywood com as frustrações da vida moderna. Cada enquadramento reverencia clássicos como Cantando na Chuva, Os Guarda-Chuvas do Amor e E o Vento Levou

É o olhar atento de um cineasta apaixonado capturando audições fracassadas, auditórios vazios e a beleza agridoce de perseguir um sonho na cidade das estrelas.

Essa paixão contagiou o público e a crítica, resultando em uma trajetória de premiações avassaladora. La La Land igualou o recorde histórico que até então era de 14 indicações ao Oscar e levou seis estatuetas para casa, incluindo Melhor Direção — tornando Chazelle o diretor mais jovem a vencer na categoria — e Melhor Atriz para Emma Stone.

E quase levou o Oscar de melhor filme… é impossível falar de La La Land sem relembrar a cerimônia de 2017. Em um dos episódios mais surreais da história do cinema, os apresentadores anunciaram La La Land como o vencedor de Melhor Filme após uma troca acidental de envelopes. A equipe já estava no palco fazendo os discursos de agradecimento quando o produtor interrompeu a festa para corrigir o erro e entregar o prêmio ao verdadeiro vencedor: Moonlight.

Mas mesmo com a gafe alheia que marcou aquela noite, o tempo provou que o brilho de La La Land jamais dependeu daquele troféu. 

Dez anos depois, o filme reestreia nos cinemas e continua nos emocionando com suas cores vibrantes, a trilha inesquecível e planos-sequência que nos fazem chorar por todos os caminhos que não trilhamos. 

La La Land não é apenas uma obra-prima do cinema moderno, ele permanece como um hino para todos nós sonhadores e uma celebração imortal da arte de fazer cinema.

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