Ano novo em Santiago

Santiago, capital do Chile com cerca de 6 milhões de habitantes. Por quê Santiago? Não sei, só sei que foi assim…
Depois de atrasos nos vôos e escalas, cheguei quase as 4 da manhã no hostel (horário local, uma hora a menos que Curitiba).não consegui tomar banho antes de dormir, pois não sabia onde era o banheiro…
Dia seguinte pela manhã conheci a dona do hostel, extremamente simpática, que me mostrou tudo: banheiros, cozinha, horário do café da manhã e principalmente a senha do wifi.
Depois do café parti para a primeira jornada. Guia em mãos, mapa e instruções de onde pegar o metrô, rumei para o Cerro Santa Lucia. Compreiuma lata de cerveja no caminho e fui bebendo (não sabia que é proibido beber na rua em Santiago, só descobri depois, ainda bem que não levei uma multa…). No centro da cidade, de cima do morro se tem uma boa visão de toda Santiago eda cordilheira (se o ar não estiver muito poluído, o que não foi o caso). Depois rumei para a Plaza de Armas e Mercado Central para almoçar. De tardinha conheci o ótimo Patio Bellavista. Como um pequeno shopping de alimentação, o lugar tem muitos bares, restaurantes e algumas lojinhas. Uma delícia!
Dia seguinte rumo a Vina del Mar e Valparaiso. Duas horas de viagem de Santiago, a primeira é cidade de praia, tranquila (nesta época, pelo que soube) e quente. Valparaíso é cidade de porto e morros, onde está uma das três casas de Pablo Neruda.
Terceiro dia e os planos eram conhecer a vinícola Concha y Toro, mas todas as reservas estavam lotadas, então este ficou na vontade. O jeito foi ir para Lastarrias, região cultural próxima do centro, com museus, feiras de artesanato e restaurantes. Na volta, uma paradinha no restauranteComo Água para Chocolate, no Patio Bellavista. Réplica exata do restaurante do filme, mas com preços bem salgados (ao contrário de toda a comida local). A noite os planos eram ir dançar, mas um resfriado me pegou por conta da mistura calor infernal+sorvete+cerveja gelada me impediu.
Dia seguinte: Cerro San Cristóban. Também próximo, o morro dá uma visão aindamais bacana da cidade. Pega-se o funicular (uma mistura de elevador com bondinho) para se chegar ao topo, ou se caminha 1:30 som um sol implacável. Lá em cima está a estátua da Virgem (como em todo país católico) e alguma barraquinhas de artesanato pra turista.
Logo abaixo do morro está La Chascona. Outra das casas de Neruda, construída para sua amante Matilde (conhecida como La Chascona ou “A Descabelada”), a casa tem três ambientes e é toda projetada para parecer um barco, pois segundo contou o guia, Neruda adorava o mar, mas ficava extremamente enjoado, então construiu seu barco em terra. Na volta conheci o shopping Parque Arauco. Diferente daqui, o shopping possui muitas áreas ao ar livre, visto que como me informaram em Santiagochove cerca de 5 dias no ano.
No mais, passeios no Parque Bustamante (atrás do hostel), almoços em pizzarias e restaurantes peruanos e uma ligeira melhora no meu portunhol.
Fotos da viagem aqui.

Considerações:
Nunca tinha ficado em hostel. Exceto pelo fato do meu wifi só funcionar fora do quarto, achei muito bom e barato. Indico o Luna Calypso para quem for a Santiago. Bom, ótimo atendimento, barato e praticamente do lado de supermercado, metrô, diversos restaurantes e a uns15 minutos a pé do Patio Bellavista.
No Patio Bellavista todos os restaurantes que fui são excelentes. Mas destaco a hamburgeria Mr Jack (comi um hamburger com gorgonzola maravilhoso) e a pizzaria Rocco’s (o atendimento não é grande coisa mas a pizza é leve e saborosa).
A gorjeta não está inclusa na conta, como no Brasil. O garçon pergunta na mesa de vc gostaria de adicionar a “propina” de 10%. Adicione.
Tudo é muito mais barato que no Brasil, menos a comida, que é mais ou menos o mesmo preço. No mais, vale a pena fazeralgumas comprinhas (tem uma loja da Puma dentor do museu GAM de morrer com os preços).
O metrô tem 3  preços diferentes, variando de acordo com o horario. E os onibus so aceitam cartão de transporte.

2 comentários em “Ano novo em Santiago

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  1. Nunca fui ao Chile, mas passei os últimos reveillons em Buenos Aires (2010) e em Paris (2011).
    O de Buenos Aires achei chinfrim, apesar de ter gostado da cidade. Já Paris foi uma decepção, pelo menos no Ano Novo. Fora que o frio europeu em dezembro/janeiro é de lascar pra quem está acostumado aos trópicos. Europa agora, só na primavera/verão/outono deles, como fiz em outubro desse ano.
    No geral, viajar é ótimo, né? E eu já fiquei em hostel e em hoteis, acabo só vendo a diferença da privacidade mesmo, já que acompanhado, hostel não rola.
    Gostei daqui. Um abraço
    Autor
    http://www.confissoesaesmo.com

  2. Bom saber que a viagem foi boa, e adorei as dicas, né? Meu facebook não tá funcionando, não sei se é comigo ou com geral, mas amanhã tento ver suas fotos. Ainda tenho uns diazinhos de férias, mas logo volto a rotina. Vai contando as fofocas aí!

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