Resenha do blog – Oscar edition: Detona Ralph

O nome na direção não traz muitas referências: Detona Ralph é o primeiro longa dirigido por Rich Moore, que vem dos desenhos Os Simpsons e Futurama. Porém, o nome na produção executiva diz, e muito, sobre a linhagem do filme: John Lasseter. O cérebro por trás da Pixar, diretor de Toy Story (1 e 2), Vida de Inseto e Carros (1 e 2) traz o sobrenome necessário à  nova animação da Disney.
Depois de filmes sem muita repercussão sem a parceria da Pixar – os últimos foram A Princesa e o Sapo, Enrolados e Bolt – o estúdio mais tradicional em animações entrega um desenho pronto para realmente agradar a todos: meninos e meninas, adultos e crianças, fanáticos por games ou não.
Enquanto os meninos (e os mais crescidinhos também) vão se deliciar com as levadas histéricas de video game – e aqui as referências a games clássicos não param: Sonic, Pac Man, Super Mario, Mortal Kombat e Street Fighter –, as meninas vão se identificar com a hiperativa Vanellope e suas companheiras de corrida. No filme, Ralph é o vilão de um jogo chamado Conserta Felix Jr, em que sua função é quebrar janelas para que o personagem título as conserte. Integrantes de um jogo de fliperama em uma casa de jogos, eles resistiram ao tempo e há 30 anos agradam as crianças enquanto outros entram e saem de moda. Mas Ralph está cansado de ser o vilão, de não ser recompensado e reconhecido por seu trabalho e se revolta, fugindo do jogo em busca de uma medalha que lhe traga o merecido reconhecimento.
Como uma espécie de Toy Story de vídeo games, ao fecharem as portas do fliperama, todos os personagens se reúnem em uma “cidade” conectada pelos cabos de energia. Ali alguns vilões fazem parte de um grupo de auto-ajuda, personagens de diferentes games interagem e Ralph aproveita para entrar em outros jogos. Acaba indo parar no jogo Candy Rush, uma corrida com carrinhos feitos de doce, onde dá de cara com Vanellope, uma garotinha ligeiramente irritante que é na verdade um “bug” que quer participar das corridas mas é proibida pelo rei do jogo.
As mensagens de sempre estão lá: todos têm seu valor, o diferente não deve ser temido, amizade, companheirismo e tudo àquilo que, segundo a Disney, é importante transmitir às crianças. Com vozes no original de John C. Reilly (de Chicago e Magnolia) e Jane Lynch (do seriado Glee) é mais do que recomendado que se veja legendado e se evite a péssima dublagem de Marimoon.
Ágil, rápido, sem enrolação, engraçado e visualmente espetacular, Detona Raph pode até não ser o melhor desenho de 2012 e nem figurar entre as obras primas do estúdio, mas está anos-luz a frente de muita coisa que se vê por aí. Para bem ou para mal, a Disney continua craque no que faz: desenhos com um ótimo visual, história bacana, personagens cativantes e boas lições. Num mundo ideal duas horas de tudo isso sempre que possível não fazem mal a ninguém e, convenhamos, são sempre muito recomendadas.
Neste link uma interessante lista de referências do filme.

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