Resenha do site: Meu Namorado é um Zumbi

Poster_meu_namorado_é_um_zumbi_BRQuando vi o trailer de Meu Namorado é um Zumbi (Warm Bodies, 2013) meu primeiro pensamento foi: se ele não quiser ser um Crepúsculo e puxar mais pra um Zumbilândia vai ser ótimo. Então…

Com pouco tempo de filme já dá pra concluir pra que lado ele vai: nenhum. Infelizmente o que poderia ter sido uma boa ideia se perde no meio do nada. Não abraça o romance, nem a comédia, nem o suspense. Mas mesmo assim tem romance, tem comédia e tem suspense. Não entendeu? Ok. Ao ficar sem gênero o filme acaba ficando sem público. Uns suspiros apaixonados aqui, umas risadinhas amarelas ali, uns sustinhos acolá e está feita uma mistura que não dá liga. Não pela mistura em si, que seria ótima, mas pelo malfeito da coisa.

A história é tão mal contada e com tantos furos de roteiro que chega a impressionar. Zumbis que num instante não falam e na cena seguinte formam frases completas; zumbis que rastejam para andar e na cena seguinte correm e lutam com força de um jaeger.… não tem explicação alguma. De repente as coisas acontecem. A cena mais absurda é quando a “prisioneira” do zumbi sai com ele pra passear de carro, e mesmo estando aprisionada e dirigindo o carro ela não pensa em…. dirigir para longe! Fica dirigindo em círculos, curtindo os cabelos ao vento e… volta para o lugar onde estava aprisionada feliz da vida e por livre e espontânea vontade. Gente, como assim?

É… é daí pra pior. A ideia do filme é ótima: num mundo pós apocalíptico quase dominado por zumbis, eles tomam contato com alguns humanos e acabam demonstrando certas emoções. Tecnicamente mais bem feito que seu primo de vampiros (a melhor coisa do filme são os esqueletos “evolução” de zumbis), Meu Namorado é um Vampiro decepciona principalmente por estragar a boa ideia. Culpa dos roteiristas? De quem adaptou o livro? Da direção? Do próprio livro? Não sei.

O diretor Jonathan Levine talvez seja o melhor nome na equipe do filme: dirigiu a dramédia 50% com Joseph Gordon-Levitt. Seu elenco em compensação parece ter um fraco pra bombas (com uma ou outra exceção): Nicholas Hoult, o protagonista-zumbi R, participou de Fúria de Titãs e Jack O Caçador de Gigantes. Fez também X-Men Primeira Classe e Direito de Amar pra compensar as más escolhas anteriores. Teresa Palmer, o lado humano do romance, tem em seu currículo pérolas do nível de O Grito 2, Um faz de Conta que Acontece, Eu Sou o Numero Quatro e O Aprendiz de Feiticeiro. Daí fica difícil mesmo. O único nome conhecido do elenco, John Malkovitch, quase consegue salvar o filme com meia dúzia de falas.

Vale dizer ainda que o casal protagonista ajuda na semelhança com a saga Crepúsculo. Parecidos inclusive fisicamente. E o zumbi aqui tem tanta expressão quanto Robert Pattinson e Kirsten Stewart… juntos.

Mas não me entenda mal. A hora que o suspense e a ação pegam de vez (faltando uns 30 minutos pro filme acabar), a gente quase esquece do monte de erros anteriores e fica atento e preso na história. Mas daí vem o final e BAM, estraga tudo de novo….

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