Resenha do site – Como Treinar Seu Dragão 2

comotreinarseudragao2Pra muito fã de animação, 2014 se tornou um ano meio sem graça. Com a nova produção Disney/Pixar adiada para 2015, os fãs daquele que ainda é o melhor estúdio de animação do planeta se sentiram meio órfãos. Ok, outras opções pipocariam nos cinemas, mas Disney e Pixar, bom… são Disney e Pixar. Ainda nos resta esperar por Operação Big Hero 6, da Disney, mas que só aporta por aqui em janeiro.

Enquanto isso, Uma Aventura Lego e Rio 2 já estrearam sendo nada mais que eficientes. The Boxtrolls (dos mesmos criadores de Paranorman e do ótimo Coraline) e Uma Festa no Céu prometem boas surpresas. E, no meio de tudo isso… um garoto viking deficiente e seu dragão voltam à cena.

Segunda parte de uma trilogia iniciada de forma espetacular em 2010 (e que pode ganhar ainda uma quarta parte), Como Treinar Seu Dragão 2 nos leva de volta à Berk e ao mundo de Soluço e Banguela. O jovem viking que se tornava amigo dos dragões e terminava a primeira aventura tendo um deles como bichinho de estimação e com um gancho no lugar de um dos pés volta agora numa aldeia mais colorida e feliz. Se os dragões antes eram ameaças, cinco anos depois se tornaram bichos bem cuidados, utilizados em esportes e como meio de transporte. Uma coisa entre o cavalo e a vassoura mágica. Das mais variadas cores, tipos e tamanhos, cada cidadão de Berk possui o seu dragão e o trata com carinho. A competitividade entre os jovens continua, ainda que de forma bem mais amigável, e as cobranças do pai (líder da aldeia) para com o jovem Soluço só aumentam. O rapaz quer descobrir o mundo, ganhar as alturas e explorar lugares diferentes, enquanto o pai espera que ele reconheça suas responsabilidades como o futuro líder.

Assim como no primeiro filme, os motores de Como Treinar Seu Dragão 2 são acima de tudo as relações familiares. Soluço, agora com 20 anos, se sente mal compreendido pelo pai. O pai, por outro lado, quer prepará-lo para ser o futuro líder da aldeia. O jovem tolo e despreparado do primeiro filme tornou-se agora um rapaz impetuoso e cheio de vontades, porém ainda teimoso e nada disposto a obedecer as ordens do pai. Ao lado de Astrid, agora sua namorada, Soluço nem quer pensar em liderar nada, apenas gozar de sua liberdade recém descoberta na companhia dos dragões.

Na história do novo filme, a aldeia de Berk vive em paz, praticando esportes que envolvem ovelhas e dragões e tudo parece tranquilo e feliz. Mas um dos passeios de Soluço e Banguela traz uma nova descoberta: um bando de caçadores de dragões pretende invadir Berk para capturar os animais. Liderados por Eret, o bando planeja roubar os dragões para entregar a um poderoso treinador (Drago, em português com a voz de Rodrigo Lombardi) que pretende armar um exército voador. Em meio à confusão, Soluço reencontra sua mãe, Valka (em inglês com voz de Cate Blanchet), que ele pensava estar morta há 20 anos. O reencontro renderá algumas das emoções mais fortes do longa.

No entanto, o destaque é para Banguela. Com uma personalidade mais real que muitos personagens de carne e osso, o dragão possui um comportamento cativante e simpático. Se no primeiro filme já dava demonstrações de esperteza e inteligência, agora a mistura de gato e cachorro criada para o dragão o torna um animal de estimação dos mais fiéis. De resgates à banhos de língua, Banguela ganha o público em todas as suas cenas e faz com que qualquer um saia do cinema querendo um dragão daqueles como animal de estimação. Também são suas as cenas mais impactantes emocionalmente na animação e, com algumas lembranças a O Rei Leão, serão capazes de fazer fácil fácil qualquer marmanjo ir às lágrimas.

Com muita ação, cor, efeitos de 3D impressionantes, personagens carismáticos, muita emoção e um roteiro inteligente e de fácil identificação, Como Treinar Seu Dragão 2 supera fácil o primeiro filme, que já era ótimo. O roteiro de Dean DeBlois evolui da aventura de descobertas de adolescência da primeira aventura para uma trama um pouco mais adulta sobre, acima de tudo, encontrar seu lugar e ser ouvido. Num ano sem lançamentos da Pixar, a animação se sai muito bem e poderia, inclusive, levar um selo Pixar de qualidade, não fosse de outro estúdio.

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