The Strain – primeiras impressões

Uma matéria original de Flávio St Jayme

Não é segredo para nenhum fã de cinema (em especial de cinema de terror) que Guillermo del Toro tem um fraco para o bizarro. O cineasta dirigiu e produziu filmes que, embora recentes, são quase sempre ótimos exemplares do gênero terror-horror às vezes com pitadas de ação. Dirigiu, por exemplo: A Espinha do Diabo, O Labirinto do Fauno, Hellboy e Círculo de Fogo. Sob sua produção, foram feitos o fraco Não Tenha Medo do Escuro, Kung Fu Panda 2, Gato de Botas, A Origem dos Guardiões e Mama, entre outros. Fãs esperam ansiosos por Crimson Peak (o próximo filme que dirige) e Festa no Céu (nova animação produzida por ele). Mas enquanto isso, seu mais recente trabalho estreia na TV americana.

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Quando uma série estreia, a gente espera que o primeiro episódio seja um marco. Um ponto inicial com uma história e personagens que nos prendam, que faça com que tenhamos vontade de continuar assistindo. Assumindo o roteiro e a direção de um seriado baseado em um livro escrito por ele mesmo, del Toro não apenas consegue criar uma história envolvente que nos prende, mas vai além.

São oito da noite e um avião pousa em piloto automático no aeroporto JFK em Nova York. Nenhum contato vem do avião, que passa a ser chamado de “avião morto”. Em minutos o circo se arma em volta do acontecido: o que aconteceu com os mais de 200 passageiros e a tripulação? Por que não há resposta de dentro do avião? Por que todas as cortinas estão fechadas menos uma? O chefe do Centro de Controle de Prevenção de Doenças (o CDC americano) é chamado para investigar.

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Claro que em pouco mais de uma hora seremos apresentados aos demais personagens e teremos algumas explicações. Mantendo-se fiel ao horror e ao bizarro, del Toro cria uma atmosfera aterrorizante de suspense crescente e envolvente. Logo vamos descobrir a origem do misterioso “vírus” e o que aconteceu realmente com os passageiros e a tripulação. Oficialmente, apenas quatro sobreviveram.

Com elenco eficiente, em sua grande maioria vindo da TV, encabeçado por Corey Stoll (de House of Cards e Meia-Noite em Paris) e David Bradley (de Game of Thrones e Harry Potter), The Strain constrói sua trama sem muitas histórias paralelas. O grande objetivo aqui é mostrar a ameaça e investigá-la. Quais as consequências desas “mortes”? Como um bom episódio piloto de uma série de suspense, muitas perguntas são jogadas ao público. Algumas mais importantes que outras. O elenco ainda conta com Sean Astin (o Sam da trilogia O Senhor dos Anéis).

Segundo ouvimos do narrador, a maior ameaça, esta real e eterna, é o amor. Por amor fazemos loucuras, o amor será o responsável por muito do mal que acontecerá na história. E de fato, já percebemos algo neste sentido no final deste aterrorizante primeiro episódio. The Strain se mostra então uma das melhores coisas da TV americana nos últimos tempos.

A primeira temporada de The Strain estreou no último dia 13 nos Estados Unidos e terá treze episódios. A série já foi comprada pelo canal Fox Brasil mas ainda não tem data para estrear por aqui.

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