‘Faroeste Caboclo’ é o grande vencedor do 13º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro

Na noite de ontem foram apresentados no Theatro Municipal no Rio de Janeiro, os vencedores das diversas categorias do 13º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. O longa Faroeste Caboclo foi o grande vencedor da noite, com sete troféus. E o cinema brasileiro foi o grande perdedor.

Explico: existem dois prêmios de cinema relevantes no país. Este e o do Festival de Gramado. Aqui vemos um filme de sucesso comercial mas de fracasso de crítica e de notável falta de qualidade geral levar sete prêmios, incluindo o de melhor filme do ano. Lá, vemos anos após ano, filmes praticamente desconhecidos que estreiam em uma ou duas salas do país levar o prêmio e continuar no ostracismo, numa espécie de Festival de Sundance: “– Ah, o filme ganhou o prêmio! — Ah é? Nunca ouvi falar.”.

Não sei porque isso acontece, porque ainda não se consegue no Brasil criar um prêmio que una a qualidade e o lucro de forma eficiente. Com uma produção cinematográfica cada vez mais vasta no país, isso já deveria ter acontecido. Longas melhor avaliados pela crítica (mundial até) e que foram sucesso relativo de público foram esnobados em nome de mais um filme que retrata a rebeldia contra o sistema como plano de fundo. E que, além de tudo, distorce o mito original da música em que foi inspirado, colocando seu protagonista como apenas uma vítima das consequências, quando sabemos muito bem que João de Santo Cristo foi vítima apenas de suas escolhas. O prêmio de melhor ator foi para Fabrício Boliveira, também de Faroeste Caboclo, um ator constrangedoramente ruim em cena durante todo o filme.

Mas enfim, destaque mesmo para Cine Holliúdy que estava concorrendo também na categoria principal mas saiu com o prêmio de Melhor filme de comédia.

Veja abaixo a lista de todos os vencedores:

Melhor longa-metragem de ficção
“Cine Holliúdy”, de Halder Gomes. Produção: Halder Gomes e Dayane Queiroz por ATC Entretenimentos (91 minutos)
“Faroeste caboclo”, de René Sampaio. Produção: Bianca De Felippes por Gávea Filmes e Produções, Marcello Maia por República Pureza e René Sampaio por Fogo Cerrado Filmes (108minutos)
“Flores raras”, de Bruno Barreto. Produção: Lucy Barreto e Paula Barreto por  LCBarreto e Filmes do Equador (118 minutos)
“O Som ao redor”, de Kleber Mendonça Filho. Produção: Emilie Lesclaux por Cinemascópio Produções (131 minutos)
“Tatuagem”, de Hilton Lacerda. Produção: João Vieira Jr, Chico Ribeiro e Ofir Figueiredo por REC Produtores Associados.  (110 minutos)

faroeste caboclo

Melhor longa-metragem documentário
“A luz do Tom”, de Nelson Pereira dos Santos. Produção: Márcia Pereira dos Santos por Regina Filmes Ltda e Maurício Andrade Ramos por Videofilmes
“Dossiê Jango”, Paulo Henrique Fontenelle. Produção: Paulo Mendonça por Canal Brasil
“Elena”, de Petra Costa. Produção: Petra Costa por Busca Vida Filmes
“Jorge Mauter – O filho do Holocausto”, de Pedro Bial e Heitor D’Alincourt. Produção: Paulo Mendonça por Canal Brasil e Pedro Bial
“O dia que durou 21 anos”, de Camilo Tavares. Produção: Karla Ladeia por Pequi Filmes
São Silvestre, de Lina Chamie. Produção: Denise Gomes e Paula Cosenza por BossaNovaFilms e Lina Chamie por Girafa Filmes.

Melhor longa-metragem de animação
“Minhocas”, de Paolo Conti. Produção: Paolo Conti por Animaking Produções, promoções artísticas e cinematográficas e com Ltda e Paulo Boccato por Glaz Entretenimento Ltda.
“Uma história de amor e fúria”, de Luiz Bolognesi. Produção: Caio Gullane, Fabiano Gullane, Débora Ivanov e Gabriel Lacerda por Gullane Entretenimento, Laís Bodanzky, Luiz Bolognesi e Marcos Barreto por Buriti Filmes

Uma-História-de-Amor-e-Fúria

Melhor longa-metragem infantil
“Corda bamba”, de Eduardo Goldenstein. Produção: Eduardo Goldenstein e Katya Goldenstein por Aion Cinematográfica Ltda.
“Meu pé de laranja lima”, de Marcos Bernstein. Produção: Katia Machado por Pássaros Films do Brasil Audiovisuais Ltda.
“Minhocas”, de Paolo Conti. Produção: Paolo Conti por Animaking Produções, promoções artísticas e cinematográficas e com Ltda e Paulo Boccato por Glaz Entretenimento Ltda.
“Tainá – A origem”, de Rosane Svartman. Produção: Pedro Rovai e Virginia Limberger por Sincrocine Produções cinematográficas

Melhor longa-metragem de comédia
“Cine Holliúdy”, de Halder Gomes. Produção: Halder Gomes e Dayane Queiroz por ATC Entretenimentos
“Colegas”, de Marcelo Galvão. Produção: Marcelo Galvão por Gata Cine Produções
“Mato sem cachorro”, de Pedro Amorim. Produção: Eliane Ferreira por Mixer e Malu Miranda por Lupa Filmes
“Meu passado me condena”, de Julia Rezende. Produção: Mariza Leão por Atitude Produções
“Minha mãe é uma peça – O filme”, de André Pellenz. Produção: Iafa Britz por Migdal Filmes

cinehollyudi

Melhor direção
Bruno Barreto, por “Flores raras”
Halder Gomes, por “Cine Holliúdy”
Heitor Dhalia, por “Serra Pelada”
Hilton Lacerda, por “Tatuagem”
Kleber Mendonça Filho, por “O som ao redor”

Melhor atriz
Fernanda Montenegro, como Bibiana, por “O tempo e o vento”
Gloria Pires, como Lota de Macedo Soares, por “Flores raras”
Isis Valverde, como Maria Lucia, por “Faroeste caboclo”
Leandra Leal, como Zoé, por “Mato sem cachorro”
Sophie Charlotte, como Tereza, por “Serra Pelada”

Melhor ator
Edmilson Filho, como Francisgleydisson, por “Cine Holliúdy”
Fabrício Boliveira, como João de Santo Cristo, por “Faroeste caboclo”
Irandhir Santos, como Clécio, por “Tatuagem”
Irandhir Santos, como Clodoaldo, por “O som ao redor”
Jesuíta Barbosa, como Fininha, por “Tatuagem”
Wagner Moura, como Theo Gadelha, por “A busca”

Melhor atriz coadjuvante
Alexandra Richter, como Iesa, por “Minha mãe é uma peça – O filme”
Ana Marlene, como Mãe do Waldisney, por “Cine Holliúdy”
Ângela Leal, como Dona Berta, por “Bonitinha, mas ordinária”
Bianca Comparato, como Carmem Tereza, por “Somos tão jovens”
Sandra Corveloni, como Dona Carminha, por “Somos tão jovens”

Melhor ator coadjuvante
Antônio Calloni, como Marco Aurélio, por “Faroeste caboclo”
Bruno Torres, como Fê Lemos, por “Somos tão jovens”
Jesuíta Barnosa, como Navalhada, por “Serra Pelada”
Matheus Nachtergaele, como Coronel Carvalho, por “Serra Pelada”
Wagner Moura, como Lindo Rico, por “Serra Pelada”

Melhor direção de fotografia
Adrian Teijido, ABC, por “A busca”
Affonso Beato, ASC, ABC, por “O tempo e o vento”
Gustavo Habda, por “Faroeste Caboclo”
Lito Mendes da Rocha, por “Serra Pelada”
Mauro Pinheiro Jr, ABC por “Flores raras”

Melhor direção de arte
José Joaquim Salles, por “Flores raras”
Juliano Dornelles, por “O som ao redor”
Marcelo Escañuela, por “A busca”
Renato Pinheiro, por “Tatuagem”
Tiago Marques, por “Faroeste caboclo”
Tiza de Oliveira, por “O tempo e o vento”
Tulé Peake, por “Serra Pelada”

Melhor figurino
Bia Salgado, por “Serra Pelada”
Chris Garrido, por “Tatuagem”
Joanna Fontelles, por “Cine Holliúdy”
Marcelo Pies, por “Flores raras”
Valéria Stefani, por “Faroeste caboclo”

Melhor maquiagem
Ancelmo Saffi, por “Flores raras”
Auri Mota, por “Faroeste caboclo”
Cris Pires, por “Cine Holliúdy”
Donna Meirelles, por “Tatuagem”
Siva Rama Terra, por “Serra Pelada”

Melhor efeito visual
Daniel Greco e Bruno Monteiro, por “Uma história de amor e fúria”
Carlos Eduardo Nogueira, por “O som ao redor”
Omar Colocci e Rafael Rodrigues, por “Faroeste caboclo”
Robson Sartori, por “Flores raras”
Robson Sartori, por “Serra Pelada”

Melhor roteiro original
André Pereira, por “Mato sem cachorro”
Halder Gomes, por “Cine Holliúdy”
Heitor Dhalia e Vera Egito, por “Serra Pelada”
Hilton Lacerda, por “Tatuagem”
Kleber Mendonça Filho, por “O som ao redor”

Melhor roteiro adaptado
Bernard Attal, Iziane Mascarenhas e Sergio Machado, por “A coleção invisível”, adaptado da obra “A coleção invisível”, de Stefan Zweig
Matthew Chapman e Julie Sayres, por “Flores Raras”, adaptado da obra “Flores Raras e banalíssimas”, de Carmen L. de Oliveira e baseado no roteiro de Carolina Kotscho, AC
Marcos Bernstein e Melaie Dimantas, por “Meu pé de laranja lima”, adaptado da obra “O meu pé de laranja lima”, de José Mauro de Vasconcelos
Marcos Bernstein e Victor Atherino, por “Faroeste caboclo”,– adaptado da música “Faroeste caboclo”, de Renato Russo, Legião Urbana
Nelson Pereira dos Santos e Miucha, por “Luz do Tom”, adaptado da obra “Antônio Carlos Jobim, o homem iluminado”, de Helena Jobim
Paulo Gustavo e Fil Braz, por “Minha mãe é uma peça – O filme”, adaptado da peça teatral “’Minha mãe é uma peça”, de Paulo Gustavo

Melhor montagem (ficção)
Dirceu Lustosa, por “Somos tão jovens”
Helgi Thor, por “Cine Holliúdy”
Kleber Mendonça Filho e João Maria, por “O som ao redor”
Letícia Giffoni, por “Flores raras”
Marcio Hashimoto, por “Faroeste caboclo”

Melhor montagem (documentário)
Alexandre Saggese e Luciane Correia, por “Luz do Tom”
Cesar Tuma e Verônica Saenz, por “O dia que durou 21 anos”
Leyda Nápoles, por “Jorge Mautner – O filho do Holocausto”
Marília Moraes e Tina Baz, por “Elena”
Paulo Henrique Fontenelle, por “Dossiê Jango”

Melhor som
Alessandro Laroca, Armando Torres Jr. e Eduardo Virmond Lima, por “Uma história de amor e fúria”
Alfredo Guerra e Érico Paiva, por “Cine Holliúdy”
João Godoy, Mártin Grignaschi, Diego Gat e Lucas Meyere, por “Serra Pelada”
Jorge Saldanha, Alessandro Laroca, Armando Torres Jr. e Eduardo Virmond Lima, por “O tempo e o vento”
Leandro Lima, Miriam Biderman, ABC, Ricardo Chuí e Paulo Gama por “Faroeste caboclo”
Paulo Ricardo Nunes, Alessandro Laroca e Armando Torres Jr., por “Flores raras”

Melhor trilha sonora
Fil Pinheiro, por “Elena”
Jards Macalé, por “Jards”
Jorge Mautner por “Jorge Mautner – O filho do Holocausto”
Lina Chamie, por “São Silvestre”
Paulo Jobim, por “A Luz do Tom”

Melhor trilha sonora original
Antônio Pinto, por “Serra Pelada”
Crlos Trilha, por “Somos tão jovens.”
DJ Dolores, por “O som ao redor”
Marcelo Zarvos, por “Flores raras”
Phillipe Seabra, por “Faroeste caboclo”

Melhor curta-metragem de ficção
“Au Revoir”, de Milena Times
“Flerte”, de Hsu Chien
“Linguagem”, de Luis Rosemberg Filho
“Os irmãos Mai”, de Thais Fujinaga
“Todos os dias em que sou estrangeiro”. de Eduardo Morotó

Melhor curta-metragem documentário
“A guerra dos gibis”, de Thiago Brandimarte Mendonça e Rafael Terpins

“Até o céu leva mais ou menos”, de Camilla Battistetti
“Contos da Maré”, de Douglas Soares
“Gericinó”, de Gabriel Medeiros e Maria Clara Senra
“Luna e Cinara”, de Clara Linhart

Melhor curta-metragem de animação
“Engole ou Cospervilha”, de David Mussel, Fernanda Valverde, Gabriel Bitar, Giuliana Danza, Jonas Brandão, Marcelo Marão, Pedro Eboli, Zé Alexandre
“Faroeste”, de Wesley Rodrigues
“Grafiiti dança”, de Rodrigo EBA
“Macacos me mordam”, de Sávio Leite e Cesar Mauricio
“O menino que sabia voar”, de Douglas Alves Ferreira
“Paleolito”, de Ismael Lito e Gabriel Calegario
“Quinto andar”, de Marcos Nick
“Um dia de trabalho”, de Francisco Rosatelli

Melhor longa-metragem estrangeiro
“A Grande Beleza”, de Paolo Sorrentino. Distribuição: Vinny Filmes/Europa Filmes
“Amor”, de Michael Haneke. Distribuição: Imovision
“Azul é a cor mais quente”, de Addellatif Kechiche. Distribuiição: Imovision
“Blue Jasmine”, de Woody Allen.Distribuição: Imagem Filmes
“Django livre”, de Quentin Tarantino. Distribuição: Sony Pictures

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s