As cenas de abertura frequentemente são melhores que um filme todo. Geralmente carregam muito do que virá a seguir, de forma explícita e exagerada.
Vamos lembrar algumas das mais marcantes dos últimos tempos?
Austin Powers e o Homem do Membro de Ouro
Tom Cruise como Austin Powers, Kevin Spacey como Dr. Evil, Dani DeVito como Mini Me? Gwyneth Paltrow sob a direção de Steven Spielberg? Sim, a abertura do terceiro filme de Austin Powers é sensacional. Pena que o filme ultrapasse o exagero e não seja tão bom.
Chicago
Catherine Zeta-Jones no palco do cabaré cantando All That Jazz enquanto vemos a ingênua Roxie galgando os degraus da desgraça (e da fama). Genial e hipnotizante.
O Resgate do Soldado Ryan
A cena do desembarque dos soldados na Normandia é curta e recente, mas já é clássica no cinema moderno.
Bastardos Inglórios
O que Tarantino mais gosta? Violência. Qual a segunda coisa que o Tarantino mais gosta? Diálogos afiados. As duas coisas estão presentes na cena de abertura de Bastardos Inglórios, que ainda brinda o espectador com o talento de Christoph Waltz.
O Rei Leão
A melhor animação já produzida traz uma cena de abertura impactante: todos os animais indo em direção à Pedra do Reino para a apresentação do príncipe recém-nascido: Simba.
O Cavaleiro das Trevas
Uma cena ainda mais recente tornada clássica: um assalto a banco com um bando de assaltantes mascarados. No melhor estilo Rebecca, todos falam no Coringa, todos temem o Coringa, mas ninguém sabe quem ele é, ele não está ali. Mas está.
Up
Uma cena muda de alguns minutos pode resumir uma vida? Sim. E fazer chorar qualquer marmanjo.
Pânico
Em cerca de cinco minutos testemunhamos a primeira morte que entrará para a história de Ghostface e da cultura pop: Drew Barrymore faz pipoca e atende o telefone. Seu maior erro.
Matrix
Ninguém sabia muito bem o que era Matrix quando o filme surgiu numa era quase pré-internet e a primeira cena já traz boa parte da ação e efeitos especiais que seguiriam.
Watchmen
Toda a violência e poesia do assassinato do Comediante abre espaço para uma sequência de créditos iniciais fantástica e para um filme que, não fosse tão didático, seria poesia pura.
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