Resenha do site – Rua Cloverfield, 10

cloverfieldMichelle (Mary Elizabeth Winstead) está fazendo as malas. Em uma introdução que beira a perfeição nós, espectadores, vemos Michelle entrar em seu carro com algumas caixas, ignorar as ligações do marido e, de um susto, sofrer um acidente e rolar de uma ribanceira com o carro.

Aí então Rua Cloverfield, 10 começa. Michelle acorda em um lugar estranho, presa em um quarto e acorrentada a uma parede. Onde ela está? Como foi parar ali? Logo um homem se aproxima e a oferece comida. Ela foi sequestrada? Quem é aquele homem? O que ele quer com ela?

Este homem é Howard (John Goodman). Um homem que por seu tamanho impõe medo em Michelle. Ele diz que salvou sua vida. Que a levou para seu abrigo para protegê-la. Que lá fora um perigoso ataque aconteceu e eles são os únicos sobreviventes. E que terão que passar cerca de dois anos ali, naquele abrigo que conta com comida e equipamentos suficientes para todo esse tempo (incluindo TV, filmes, jogos e uma jukebox). É verdade? Ou aquele homem está louco?

Logo ela conhece um segundo homem: Emmett (John Gallager Jr) que acredita em Howard, diz que se machucou tentar entrar no abrigo (e não escapar) e confia que sim, eles são os únicos sobreviventes e somente permanecendo naquele abrigo estarão a salvo. Mas por que ele acredita tanto em Howard? Que ataque foi esse? Por quanto tempo ela vai ficar presa ali com eles?

Rua Cloverfield, 10 é exatamente assim: cheio de perguntas. E não espere obter resposta para todas. A pergunta fundamental é: Howard está mentindo ou falando a verdade quando conta sobre o ataque e quando diz que eles são os únicos sobreviventes? Mas muitas outras questões virão em seu microuniverso. Presos naquele abrigo, Michelle, Howard e Emmett conviverão e ditarão o tom do filme: um suspense claustrofóbico.

É sensato dizer que o longa se divide em três atos bem distintos, sendo o terceiro o mais separado dos três e onde poderemos, enfim, vislumbrar uma conexão com o filme de 2008, Cloverfield, com o qual ele tem sim um parentesco. Ainda que peculiar.

Também produzido por J.J. Abrams e dirigido pelo estreante Dan Trachtenberg, Rua Cloverfield, 10 mantém um clima de suspense e tensão minuto a minuto de grudar na poltrona, de se encolher e prender a respiração. E de maneiras diferentes. Assim, nos pegamos prestando atenção em cada mínimo detalhe dentro daquele mundinho particular, já que tudo pode dar uma pista do que realmente está acontecendo.

Se Michelle vai acreditar em Howard ou não, só vendo o filme para saber, mas todas as questões aqui lançadas podem ser respondidas somente na terceira parte de uma trilogia já anunciada por Abrams. Ou não. Lançado de surpresa, sem barulho sobre sua produção, Rua Cloverfield, 10 é um filme que, apesar de ser uma “segunda parte” funciona perfeitamente bem sozinho. A interação entre os três personagens, os dramas de cada um, as reviravoltas da história e o desespero que irá por fim tomar conta de Michelle são elementos que trabalham em uníssono para construir um dos melhores suspenses dos últimos tempos.

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2 pensamentos sobre “Resenha do site – Rua Cloverfield, 10

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