Pesquisa revela que hábito de leitura dos brasileiros cresceu 6% desde 2011 mas que 30% afirmam nunca ter comprado um livro

O hábito de ler cresceu entre os brasileiros,segundo a quarta edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil,cujo balanço foi divulgado nesta quarta-feira. O país conta com 56% de leitores em sua população (104,7 milhões de leitores, portanto), um crescimento de seis pontos porcentuais em relação aos resultados da terceira edição do estudo, feito em 2011, quando esse número era de 50%. Foram considerados leitores as pessoas que leram pelo menos um livro, inteiro ou em partes, nos três meses anteriores ao período da coleta dos dados, entre novembro e dezembro de 2015.

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A pesquisa foi encomendada ao Ibope pelo Instituto Pró-Livro (IPL), com o apoio da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). Foram entrevistadas mais de 5.000 pessoas nas cinco regiões do país.

Em média, os entrevistados disseram ter lido 2,54 livros nos três meses anteriores à enquete, sendo 1,06 do começo ao fim. Entre os que têm o hábito da leitura, a média é de 4,54 livros no período, com 1,91 volume inteiro.

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Preferências – Entre os leitores, 42% disseram ter o hábito de ler a Bíblia. Em seguida, entre as leituras frequentes, aparecem outros livros religiosos, os contos e os romances, com 22% da preferência do público. Os livros didáticos são habituais para 16% da população e os infantis, para 15%.

Apesar de 77% dos leitores terem dito que gostariam de ter lido mais, 43% disseram que não o fizeram por falta de tempo. Entre os que não têm o hábito da leitura, 32% alegaram a mesma razão para não se aproximar dos livros. Outros 28% disseram simplesmente que não gostam de ler e 13%, que não têm paciência.

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O porcentual das pessoas que disseram não ter problemas para ler caiu de 48%, em 2007, e 43%, em 2011, para 33%, em 2015. Entre os que têm dificuldades, a limitação com maior número de menções é a falta de paciência (24%). Em seguida estão os acreditam que leem muito devagar (20%) e os que têm problemas de visão (17%).

Os títulos mais citados como os últimos lidos ou que estavam sendo lidos na época da coleta de dados foram: Bíblia, Diário de um Banana, Casamento Blindado, A Culpa É das Estrelas, Cinquenta Tons de Cinza, Ágape, Esperança, O Monge e o Executivo, Ninguém É de Ninguém, Cidades de Papel, O Código da Inteligência, Livro de Culinária, Livro dos Espíritos, A Maldição do Titã, A Menina que Roubava Livros, Philia e A Única Esperança.

#comentáriosliterários – Os Três, de Sarah Lotz

Para a pesquisa, é leitor quem leu, inteiro ou em partes, pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses. Já o não leitor é aquele que declarou não ter lido nenhum livro nos últimos 3 meses, mesmo que tenha lido nos últimos 12 meses.

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Um dado alarmante: 30% dos entrevistados nunca comprou um livro. Para 67% da população, não houve uma pessoa que incentivasse a leitura em sua trajetória, mas dos 33% que tiveram alguma influência, a mãe, ou representante do sexo feminino, foi a principal responsável (11%), seguida pelo professor (7%).

Entre as principais motivações para ler um livro, entre os que se consideram leitores, estão gosto (25%), atualização cultural ou atualização (19%), distração (15%), motivos religiosos (11%), crescimento pessoal (10%), exigência escolar (7%), atualização profissional ou exigência do trabalho (7%), não sabe ou não respondeu (5%), outros (1%). Adolescentes entre 11 e 13 anos são os que mais leem por gosto (42%), seguidos por crianças de 5 a 10 anos (40%).

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Os fatores que mais influenciam na escolha de um livro estão tema ou assunto (30%), autor (12%), dicas de outras pessoas (11%), título do livro (11%), capa (11%), dicas de professores (7%), críticas/ resenhas (5%), publicidade (2%), editora (2%), redes sociais (2%), não sabe/não respondeu (8%), outro (1%). O item O “tema ou assunto” influencia mais a escolha dos adultos e daqueles com escolaridade mais alta, atingindo 45% das menções entre os que têm ensino superior. Já o público entre 5 e 13 anos escolhe pela capa. Dicas de professores funcionam melhor que todas as outras opções para crianças entre 5 e 10 anos. E blogs respondem por menos de 1%.

A leitura ficou em 10º lugar quando o assunto é o que gosta de fazer no tempo livre. Perdeu para assistir televisão (73%), que, vale dizer, perdeu importância quando olhamos os outros anos da pesquisa: 2007 (77%) e 2011 (85%). Em segundo lugar, a preferência é por ouvir música (60%). Depois aparecem usar a internet (47%), reunir-se com amigos ou família ou sair com amigos (45%), assistir vídeos ou filmes em casa (44%), usar WhatsApp (43%), escrever (40%), usar Facebook, Twitter ou Instagram (35%), ler jornais, revistas ou noticias (24%), ler livros em papel ou livros digitais (24%) – mesmo índice de praticar esporte. Perdem para a leitura de um livro: desenhar, pintar, fazer artesanato ou trabalhos manuais (15%), ir a bares, restaurantes ou shows (14%), jogar games ou videogames (12%), ir ao cinema, teatro, concertos, museus ou exposições (6%), não fazer nada, descansar ou dormir (15%).

A principal forma de acesso ao livro é a compra em livraria física ou internet (43%). Depois aparecem presenteados (23%), emprestados de amigos e familiares (21%), emprestados de bibliotecas de escolas (18%), distribuídos pelo governo ou pelas escolas (9%), baixados da internet (9%), emprestados por bibliotecas públicas ou comunitárias (7%), emprestados em outros locais (5%), fotocopiados, xerocados ou digitalizados (5%), não sabe/não respondeu (7%).

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A livraria física é o local preferido dos entrevistados para comprar livros (44%), seguida por bancas de jornal e revista (19%), livrarias online (15%), igrejas e outros espaços religiosos (9%), sebos (8%), escola (7%), supermercados ou lojas de departamentos (7%), bienais ou feiras de livros (6%), na rua, com vendedores ambulantes (5%), outros sites da internet (4%), em casa ou no local de trabalho, com vendedores “porta a porta” (3%), outros locais (6%) e não sabe/não respondeu (7%). O preço é o que define o local da compra para 42% dos entrevistados. Na pesquisa anterior, isso valia para 49%.

A pesquisa perguntou a professores qual tinha sido o último livro que leram e 50% respondeu nenhum e 22%, a Bíblia. Outros títulos citados: Esperança, O Monge e o Executivo, Amor nos tempos do cólera, Bom dia Espírito Santo, Livro dos sonhos, Menino brilhante, O símbolo perdido, Nosso lar, Nunca desista dos seus sonhos e Fisiologia do exercício. Entre os 7 autores mais lembrados, Augusto Cury, Chico Xavier, Gabriel Garcia Márquez, Paulo Freire, Benny Hinn, Ernest W. Maglischo e Içami Tiba.

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Quando extrapolamos para a amostra total, os títulos mais citados como os últimos lidos ou que estão sendo lidos foram Bíblia, Diário de um banana, Casamento Blindado, A Culpa é das Estrelas, Cinquenta Tons de Cinza, Ágape, Esperança, O Monge e o Executivo, Ninguém é de ninguém, Cidades de Papel, O Código da Inteligência, Livro de Culinária, Livro dos Espíritos, A Maldição do Titã, A Menina que Roubava Livros, Philia e A Única Esperança.

Quando a questão é sobre os livros mais marcantes, os religiosos continuam ali e a Bíblia segue como referência, mas a lista fica um pouco diferente, com alguns clássicos e infantojuvenis: Bíblia, A Culpa é das Estrelas, A Cabana, O Pequeno Príncipe, Cinquenta Tons de Cinza, Diário de um banana, Turma da Mônica, Violetas na Janela, O Sítio do Pica-pau Amarelo, Crepúsculo, Ágape, Dom Casmurro, O Alquimista, Harry Potter, Meu pé de laranja lima, Casamento Blindado e Vidas Secas.

Entre os escritores preferidos dos brasileiros estão Monteiro Lobato, Machado de Assis, Paulo Coelho, Maurício de Sousa, Augusto Cury, Zibia Gasparetto, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Chico Xavier, John Green, Ada Pellegrini, Vinícius de Moraes, José de Alencar e Padre Marcelo Rossi.

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VIA e VIA

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2 comentários sobre “Pesquisa revela que hábito de leitura dos brasileiros cresceu 6% desde 2011 mas que 30% afirmam nunca ter comprado um livro

  1. narealba disse:

    Oi gente, sou brasileira e atualmente estou morando em Buenos Aires onde estudo medicina. Criei um blog onde falo sobre a vida de um estudante fora de seu país de origem, tiro várias dúvidas de quem gostaria de estuda fora do país e não sabe por onde começar. Começou a pouco então aproveitem, vale a pena conferir. beijos

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