Conheça S., o quebra-cabeça literário de J.J. Abrams

Faz algum tempo, nós contamos AQUI sobre o projeto secreto que o diretor e produtor J.J. Abrams  estava preparando. Falamos que se tratava de um livro, em parceria com o autor Doug Dorst e que não era nada menos misterioso que sua divulgação.

S_aberto-1024x682Pois bem, agora com o livro já lançado no Brasil, a Editora divulga mais informações sobre o tão aguardado lançamento.

simulacaoCAPA_Straka_WEB-220x300Quem foi V. M. Straka? O misterioso escritor, autor de romances que derrubaram governos, envergonharam industriais impiedosos e anteciparam a ascensão de regimes totalitários, nunca revelou seu rosto. Sua biografia nebulosa é repleta de boatos que envolvem conspirações, sabotagens e assassinatos. Há apenas uma única certeza sobre ele: até estudar sua obra pode ser perigoso.

M. Straka é o autor de O Navio de Teseu, romance examinado à exaustão por Eric. Nas páginas do antigo exemplar de uma biblioteca universitária, ele anota as pistas deixadas pelo escritor desaparecido. Até que o livro cai nas mãos de Jen, uma estudante de Literatura. É assim que dois desconhecidos iniciam uma conversa frenética nas margens da obra e se unem em busca de respostas.

O Navio de Teseu e a aventura desenvolvida em paralelo por Eric e Jen, que vai além das margens e inclui bilhetes, fotos, cartões-postais, entre outros documentos, compõem S., um quebra-cabeça literário criado por J.J. Abrams e Doug Dorst.

Diretor, roteirista e produtor de dezenas de filmes e séries, Abrams assina sucessos como Lost, Alias e Felicity — além da direção de dois filmes da franquia Missão Impossível e do sétimo episódio da saga Star Wars, O Despertar da Força. Já o premiado escritor Doug Dorst concorreu ao Hemingway Foundation/PEN em 2009 por Alive in Necropolis e venceu o Jeopardy! — tradicional programa de perguntas da TV norte-americana — por três vezes.

Dessa parceria incomum nasceu uma celebração à cultura analógica e ao livro como objeto. Em entrevista concedida à revista The New Yorker, Abrams explica: “Na era do e-mail e das mensagens instantâneas, quando tudo é enviado para a nuvem e torna-se intangível, S. é intencionalmente tangível. Queríamos incluir coisas que você pode segurar nas mãos: cartões-postais, fotocópias, documentos jurídicos, páginas de jornais, um mapa desenhado em um guardanapo.”

Lançado em 2013 nos Estados Unidos, S. chega às livrarias brasileiras após dois anos de trabalho de uma equipe formada por cerca de 15 pessoas. Além da complexidade na adaptação e na tradução da narrativa repleta de códigos e pistas escondidas, a conversa desenvolvida pelos personagens nas margens e os textos dos anexos foram totalmente escritos à mão para depois ser digitalizados.

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A inspiração para este projeto ambicioso surgiu quando Abrams encontrou um livro em um banco no aeroporto. Ao abri-lo, deparou-se com a seguinte mensagem: “Para quem encontrar esse livro: por favor, leia-o, leve-o a algum lugar e deixe-o para que outra pessoa o encontre.”

Aos leitores que encontrarem S., enviamos outra mensagem: não há regras para a leitura da obra. Aproveitem a experiência única e íntima de ler, ao mesmo tempo, um livro e as anotações deixadas por seus outros leitores, de encontrar documentos e cartas que foram trocados e de desvendar grandes mistérios.

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VIA

 

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