Resenha do site – O Bebê de Bridget Jones

poster-o-bebe-de-bridget-jonesQuinze anos se passaram desde que Bridget Jones estreou no cinema em O diário de Bridget Jones. A comédia romântica que ainda trazia resquícios dos melhores filmes do gênero produzidos na década anterior era divertida e conseguiu uma indicação ao Oscar de melhor atriz para sua protagonista Reneé Zelweger.

Ao lado de Colin Firth e Hugh Grant, a atriz se atrapalhava enquanto decidia qual dos dois era o homem de sua vida. Três anos depois, o trio voltava às telas com Bridget Jones: No Limite da Razão. Adaptados dos livros de Helen Fielding, juntos os dois filmes arrecadaram quase 100 milhões de dólares nos  EUA e quase 500 milhões no mundo todo.

Nada mais natural então que embarcar o filme na leva atual de remakes e sequências tardias com O Bebê de Bridget Jones, que estreia esta semana nos cinemas, certo?

Mas o longa tem um grande diferencial com relação à maioria das sequências tardias que invadem os cinemas: ele funciona.

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Bridget é uma personagem cativante e de fácil identificação. Seus problemas e dilemas são reais não só para mulheres: aos 43 anos ela se vê bem sucedida profissionalmente e independente. Mas no fundo se sente sozinha e incompleta. Quando comparada com outras mulheres, ela não é tão bem sucedida assim: não é casada e não tem filhos. Por mais que tente se convencer que é feliz, Bridget é pressionada pela família, amigos e por si mesma a conquistar o que ainda não tem.

bridget-joness-babyEm busca de se sentir feliz mesmo sem marido e filho, ela embarca em uma viagem com sua melhor amiga para provar pra si mesma que pode ser uma mulher madura e independente, que faz sexo sem um relacionamento e consegue se divertir. Acaba provando justamente o contrário.

Atrapalhada e adorável, a personagem vai se envolver com um desconhecido (Patrick Dempsey) ao mesmo tempo que leva de volta para sua vida seu amado Sr. Darcy (Firth). E o filme funciona justamente por conta de seus atores extremamente competentes e de seu texto inteligente e ágil.

Ao “modernizar” o gênero das comédias românticas, o filme consegue atingir àquela porção do público saudosa dos bons filmes do gênero e ao mesmo tempo do novo público que já não acredita em príncipe encantado. Se as mocinhas de antes eram melosas e sonhadoras, Bridget é moderna e pé no chão. Independente a ponto de transar com dois homens diferentes em uma semana (e no meio do caminho engravidar sem saber qual deles é o pai), ela ainda é emocionalmente dependente de um relacionamento. Dilema que passa pela vida de muitos de nós, convenhamos.

O Bebê de Bridget Jones consegue trazer de volta não somente o casal protagonista, mas também sua diretora Sharon Maguire e o clima que tanto sentimos falta nos cinemas: o das boas comédias românticas. E, sejamos sinceros, há anos o gênero não era bem representado. Divertido, alegre, romântico, com participações especiais como de Ed Sheeran (ou “o cara do Starbucks”), cenas coloridas e emocionais, o longa é uma das mais gratas surpresas do ano. Para os românticos incuráveis de plantão: a atrapalhada Bridget está de volta.

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