A fórmula para levar um Oscar pra casa

Quando você ouvir alguém dizer que “existe uma fórmula para ganhar um Oscar”, preste bastante atenção. Isso não é nenhum exagero. Essa “fórmula” pode não ser exata, mas ela existe sim.

Por exemplo: é muito fácil ganhar o prêmio de melhor filme com um longa sobre fatos reais, que envolva sacrifícios de seu protagonista, mesmo transformações físicas e superação. Mais fácil ainda se este longa for sobre guerra ou racismo. Se também for um filme de época… aí o prêmio está na mão. Acha que não? 12 Anos de Escravidão, O Discurso do Rei, Guerra ao Terror, Quem Quer Ser um Milionário?, Menina de Ouro Gladiador são apenas alguns dos exemplos mais recentes desta fórmula.

Quer mais?

Homens brancos ganham com larga vantagem o protagonismo dos títulos vencedores. Dos 88 premiados, apenas No Calor da Noite, que ganhou em 1968; Conduzindo Miss Daisy, em 90; Crash – No Limite, premiado em 2006; e 12 Anos de Escravidão, em 2014, tinham importantes personagens negros. Indianos foram representados em Gandhi (1983) e Quem Quer Ser um Milionário? (2009); enquanto asiáticos protagonizavam O Último Imperador, celebrado em 1988.

Entre os filmes oscarizados, doze eram protagonizados por personagens femininas. O primeiro foi o musical Melodia na Broadway, vencedor em 1930, seguido por Grande Hotel (1932); Malvada (1951); Rebecca, A Mulher Inesquecível (1941); Gigi (1959); A Noviça Rebelde (1966); Laços de Ternura (1984); Entre Dois Amores (1986); Conduzindo Miss Daisy (1990); O Silêncio dos Inocentes (1992); Chicago (2003); e Menina de Ouro (2005).

Em 16 outros títulos, elas dividiram o protagonismo com um homem ao formar um casal romântico: Cimarron (vencedor em 1931); Cavalgada (1934); Aconteceu Naquela Noite (1935); Do Mundo Nada se Leva (1939); …E o Vento Levou (1940); Rosa da Esperança (1943); Casablanca (1944); Sinfonia de Paris (1952); O Maior Espetáculo da Terra (1953); Marty (1956); Se Meu Apartamento Falasse (1960); Amor, Sublime Amor (1962); Minha Bela Dama (1965); Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1978); Titanic (1998); e Shakespeare Apaixonado (1999).

E, até o momento, nenhum filme protagonizado por homossexuais venceu o Oscar.

Recordes, contexto e o big five

Três superproduções fizeram história ao bater o recorde de maior número de estatuetas ganhas em uma noite — boa parte dos prêmios eram voltados para categorias técnicas, como efeitos especiais. Outros três longas se destacaram por ganhar as cinco principais categorias do chamado “Big Five”: melhor filme, diretor, roteiro, ator e atriz.

Temáticas sociais e políticas, o medo da violência e da guerra, e os bastidores do próprio showbiz são alguns dos argumentos que coincidem entre os vencedores do Oscar. Adaptação de obras literárias é outro elemento que faz sucesso em Hollywood. Afinal, nada como uma história pronta que já passou pelo crivo dos leitores — e futuro público da sala escura.

Combo

Raramente uma produção leva apenas o prêmio de melhor filme na festa do Oscar, prova de que o bom resultado é uma combinação de vários elementos, especialmente direção e roteiro. Dos 88 vencedores, 44 levaram na mesma noite os troféus de melhor diretor e roteiro, 20 combinaram filme e diretor, e 14 filme e roteiro. Dez longas levaram melhor filme sem premiar direção e roteiro, sendo três vencedores “apenas” do principal troféu da premiação.

VIA

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