E se músicas religiosas não falassem somente sobre… religião? Conheça Ooberfuse, a banda católica pop que faz dançar e pensar

*Texto escrito por Wemerson Damasio

Vamos falar de Jesus?

Não se preocupe. Não nos convertemos. Afinal, o site Pausa Dramática, nunca se posicionou contra ou a favor de qualquer uma que sejam as crenças. Mesmo por quê, pra nós, acreditem em quem quiserem, não estamos aqui para decidir, muito menos para julgar, o que é certo ou o que é errado. O importante para nós, é que você acredite… Em Deus, em Jesus, no Batman ou na Mulher Maravilha (tá, nos da Marvel também), para nós, o que importa, é que você acredite que sozinhos não somos nada. Mas vamos focar. Foca no assunto.

Há tempos queria ter escrito algo sobre a banda que lhes apresento. Primeiro porque sou apaixonado por música eletrônica e depois, porque sou apaixonado por música eletrônica com conteúdo, pois na vida não se trata apenas de I like to move it move it. No entanto, os afazeres do dia a dia foram adiando e adiando, mas tô aqui again and again.

Quando pensamos em músicas religiosas, nos vêm à cabeça aleluias por todos os lados, ou Oh Happy Day. No entanto, a banda Ooberfuse, uma banda católica, se destaca nesse meio religioso, pois não cantam somente sobre a sua religiosidade (lembram dos finados Catedral e Sixpence None the Richer? Algo parecido). O grupo é tão eficiente que faz despertar em você o ser mais humano que existe. E a vontade de sair pelo mundo ajudando as pessoas te consome de tal forma que te faz sentir um b**, porque você não faz nada.

A música que me conquistou em 2011, foi Call my name, a ouvi insistentemente, compartilhei, queria, na época, que todos pudessem ter acesso ao que existia de mais especial no meio eletrônico.

Não por acaso, Call My Name está presente na lista aqui do Pausa Dramática das 100 melhores músicas de pop deste século.

Ano vai e ano vem, e a banda continua arrasando. Infelizmente, poucas pessoas a conhecem, seja por pré-conceito ou por desconhecer mesmo. Mas, seja como for, você não sabe o que está perdendo.  Músicas como We are one, Vanish the night e (claro!) Call my name, farão com que você reveja seus conceitos com relação às músicas religiosas.

A banda religiosa/eletrônica, composta por uma “asiática” (pois é, não encontramos sua descendência, então partimos para o estereótipo) – Cherrie Anderson – e Hal St John, por si só, demonstra que We are one, que a música é universal, não tem sexo, cor ou religião. Com luvas de pelica, nos mostra que somos todos iguais e que diferente é você que acha que tem razão, que critica a drag cantora, mas que curte os Mc’s da vida. Ou pior, que acha que música de verdade foi aquela cantada na Semana da Arte Moderna, mas que nem tem noção de quando foi.

Nós do Pausa, não só somos a favor da igualdade, como acreditamos que ser igual também é ser diferente, e quando se trata de música… se for diferente e boa, a gente curte também, cultuadas ou não. Afinal, engula seu orgulho, e aceite que o mundo mudou.

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