Pabllo Vittar é capa de revista internacional e é entrevistada por Charli XCX

Agora ela realmente foi longe demais!

“Ícone”, “revolucionária”, “uma das figuras queer mais emblemáticas do mundo”, foram algumas das palavras e frases descritas na revista Paper Magazine para exemplificar o fenômeno Pabllo Vittar.

A cantora e drag queen brasileira foi capa da revista americana criada em 1984 dentro da redação do “The New York Times”, que se tornou uma das mais prestigiadas da moda e do showbiz, e a mesma que no passado “quebrou a internet” com edição especial dedicada a Kim Kardashian e seu famoso derrière e que rendeu mais de 34 milhões de visitantes únicos em seu site oficial.

A revista elogia a artista Pabllo Vittar de várias formas dizendo ainda que ela representa muito a comunidade LGBT do Brasil mesmo diante de dados alarmantes como, o atual clima político carregado onde as comunidades LGBTQ em todo o mundo ainda enfrentam perseguição – inclusive no Brasil da Vittar, que atualmente tem uma das maiores taxas de homicídio de mulheres trans do mundo – a mera existência de Vittar é revolucionária e, por isso, é fácil entender o motivo que fez Pabllo Vittar se tornar rapidamente uma das figuras queer mais emblemáticas do mundo.

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A edição traz uma entrevista com a brasileira, feita pela cantora pop britânica Charli XCX. As duas gravaram juntas “I got it”. Na conversa, Vittar falou sobre o que a inspira no Brasil.

Pabllo contou que planeja sair em turnê internacional, mas só no ano que vem. “Acho que ainda não estou preparada”, disse. “Sinto vontade de ir ao exterior para assistir a shows de artistas que eu gosto. Mas, para me apresentar, acho que só no próximo ano.”

O papo também passou por amenidades como o número de perucas que ela guarda em casa (são 25, no total) e seu sonho de gravar com Demi Lovato, Beyoncé e Rihanna, Pabllo comentou que tem vontade de fazer shows em outros países a partir do ano que vem.”Eu não acho que estou preparada ainda. Estou muito focada agora no meu novo álbum”, contou. E, claro, o beijo no produtor americano Diplo, no clipe de “Então Vai”, entrou na roda. “A boca de Diplo e a minha deveriam estar juntas”, brincou. “Seus lábios são doces e macios, parecia como comer jambu, que é uma fruta muito doce e deliciosa do Brasil.”

Atualmente, Vittar se dedica à produção de seu novo álbum, ainda sem título e data de lançamento divulgados. A cantora comenta das influências e das participações no novo álbum. Leia alguns destaques:

Charli: Eu vejo o Brasil como um lugar tão vibrante, mas sei que ainda há muito preconceito contra essa comunidade. Como foi crescer como membro da comunidade LGBTQ no Brasil? Foi difícil?

Pabllo: Foi muito difícil no começo. Eu sempre sonhei em ser capaz de atuar, estar no um palco, cantar e fazer arte, mas ao mesmo tempo eu não tinha muita esperança por causa de todo o bullying que eu tinha passado. As pessoas na escola diziam que eu nunca seria alguém e, por muito tempo na minha vida, eu acreditei nisso, mas quando você tem seus pais, sua família e amigos te apoiando, tudo fica mais fácil. Eu me sinto abençoada por ter pessoas tão boas ao meu redor.

Charli: Como foi trabalhar com Anitta e Diplo em “Sua Cara”?

Pabllo: Eu amo muito Anitta e Diplo. Quando comecei, sempre quis colaborar com Anitta. E eu sempre fui fã do Major Lazer, isso não é segredo. Eu o amo desde que comecei a fazer música, então quando tive a oportunidade de trabalhar com Anitta para o álbum do Major Lazer, foi como realizar dois sonhos ao mesmo tempo. Foi fantástico. Estava tão quente lá, mas eu faria tudo novamente só para estar perto do Diplo e trabalhar com Anitta mais uma vez.

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Charli: Como está indo o novo álbum?

Pabllo: Vai Passar Mal (meu último álbum) é um muito bom, mas é hora do próximo chegar. E estou muito feliz porque as pessoas vão ouvir a mesma influência da música brasileira, do norte e nordeste do Brasil. Neste novo álbum, haverá influências da música pop latina e internacional, e eu estou muito feliz com as pessoas que estão participando – pessoas que estão crescendo e que eu já era amiga. Estou muito animada para lançar o próximo single. Estou prestes a gravar o clipe para o próxima música e estou feliz com isso.

Charli: Qual é a coisa mais inspiradora do Brasil para você?

Pabllo: A comunidade LGBTQ +. Os gays femininos. Eu faço música para eles. Eles são uma parte maravilhosa da comunidade … e não apenas os gays femininos, mas a comunidade como um todo, e nós somos uma comunidade muito forte. Isso me faz feliz por ter nascido no Brasil. Se eu pudesse ter escolhido onde nascer, eu teria escolhido nascer no aqui de qualquer maneira, porque as pessoas LGBTQ + aqui no Brasil são muito fortes. Não quero dizer que a comunidade não seja forte em outros lugares, mas aqui temos um trabalho a fazer – unir como pessoas.

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Fotos: Fernanda Tiné

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