5 bandas brasileiras recentes que acabaram antes da hora

Ok, a gente sabe que não é fácil viver de música no Brasil. Principalmente música de qualidade, que é pop mas não é popular. Não que a gente não ouça uma Anitta ou um Pabllo Vittar de vez em quando, mas quando você abre o Spotify e os lançamentos brasileiros se resumem a sertanejos, funks e MCs escorre uma lágrima de tristeza.

Felizmente quando queremos música boa mesmo ainda temos coisas como Johnny Hooker, Liniker, Jão, Pato Fu, Banda Lítera, Matheus VK, Marceo Perdido e outros mais (falando nisso, temos uma playlist mega bacana de “nova música brasileira” no Spotify, confere AQUI).

A gente também sabe que às vezes os artistas precisam fazer concessões em nome da popularização e por exigência de gravadoras. Vimos isso acontecer com Jay Vaquer e ainda sentimos saudades da qualidade de seus dois primeiros CDs.

Mãs… estamos aqui pra falar de cinco bandas recentes, três delas curitibanas, que nos deixaram antes do tempo e deixaram saudades. Partiu?

Ludov

OFICIALMENTE ninguém falou ainda do fim do Ludov, mas a banda que nos trouxe o hino “Princesa” lançou seu último trabalho em 2014 e a vocalista Vanessa Krongold anunciou uma carreira solo logo depois, de onde saíram 4 singles tão bons quanto o som do Ludov.

Todos os discos do Ludov (e os singles de Vanessa) estão no Spotify, mas você também pode acessar nossa playlist especial da banda aqui:

Sabonetes

O Sabonetes não acabou. Mudou de nome e (como já dissemos) fez concessões. Virou Esperanza em 2013 e… deixou saudades do Sabonetes.

O humor e a “malemolência” ficaram de lado e músicas como “Quando Ela Tira o Vestido” ficaram na saudade.

Gram

O Gram já acabou e voltou. E assim como o Sabonetes, deixou saudades do que era. Como anunciamos uma vez AQUI MESMO no Pausa, a banda tinha assinado novo contrato com gravadora e voltaria em breve com novo vocalista. Porém achamos poucas informações dessa volta, apenas um disco lançado em 2014 e singles em 2016 que não parecem ser nada tão poderoso quanto “Você Pode ir na Janela” ou “Seu Minuto, Meu Segundo”.

Mas, pra todos os efeitos, o Gram está de volta à ativa, lançando música com rap (aff) e preparando disco novo…

Colorphonic

Amor eterno no nosso coração, a Colorphonic foi a melhor coisa que a música curitibana produziu desde sempre. Seu pop-up eletrônico com pegada new wave era simplesmente contagiante e suas letras espertonas faziam dançar e pensar ao mesmo tempo. (PS: Ainda vou tatuar os versos

Não preciso mais ser levado a sério, não 
se é melhor ser levado embora 
Não preciso mais caminhar com pés no chão 
posso só 
me soltar 
agora 
então

Formada em 2008 a Colorphonic lançou o último EP em 2013 e nos deixou órfãos.

Depois de sumir das plataformas, para nossa alegria os dois EPs voltaram para o Spotify e agora a gente já pode ouvir no repeat coisas maravilhosas como “Ímpar”, “Samedi” ou “Óbvio, Robin” \o/

Terminal Guadalupe

O TG nasceu de um curta-metragem, Burocracia Romântica, de onde veio o primeiro disco, em 2003. Depois de ser considerada aposta da música nacional por vários sites e de alguns discos, a banda deixou de existir em 2009 após um break-up entre Dary Jr e Allan Yokohama, que seguiram caminhos diferentes. Dary ainda tentou emplacar outra banda, mas não teve muito êxito.

Infelizmente tem um disco só do TG nas plataformas digitais, mas algumas de suas outras músicas podem ser encontradas no youtube, como a sensacional “Tambores”.

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