#comentáriosliterários – Interferências, de Connie Willis

A ideia era misturar humor, romance e tecnologia numa ideia original: Briddey e Trent vão implantar uma espécie de chip para “aumentar a empatia entre o casal” e demonstrar seu amor. Claro que as coisas não vão sair como esperado. Nem na vida dos casal nem nas páginas do livro.

Partindo de uma ideia bastante original, Interferências, de Connie Willis se revela só mais um desfile de clichês logo de cara. Sua protagonista é igual à todas as outras dos romances que lotam as prateleiras, seu protagonista masculino idem (destaque para os incansáveis ombros largos e porte de galã que domina este tipo de história) e seu co-protagonista um estereótipo completo e absurdo do que se espera que um “nerd de computador”.

Com tudo isso, não é difícil saber como a história acaba antes de chegarmos ao final de suas longas 463 páginas.

Jurando respirar originalidade, da mesma forma que Mil Pedaços de Você, a autora consegue pegar uma ideia bacana e mastigar regurgitando um amontoado de lugares comuns e tratando seus leitores como seres incapazes de apreciar algo diferente. Seus personagens são clichês (desde os protagonistas até os coadjuvantes engraçadinhos), sua história – que poderia ser interessante – é banal e, no fim, ficamos com a sensação que desperdiçamos boa parte do nosso tempo lendo algo que é exatamente igual à muita coisa que já lemos e vimos no cinema.

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