Imagine um caldeirão de líquido fervente. Coloque dentro algumas páginas de O Senhor dos Anéis, alguns trechos de Shrek, um ou dois episódios de Galavant e Once Upon a Time e umas duas cenas de Game of Thrones.
Com essa mistura você consegue tem uma rápida ideia de The Witcher, a nova série da Netflix adaptada dos livros do polonês Andrzej Sapkowski, que hoje já conta com quase dez volumes entre sagas e histórias paralelas.
Estrelada por Henry Cavill (conhecido por interpretar o Superman), a série pode até ter seus momentos mais inspirados, mas a mistura acaba descambando pro humor involuntário.
Um texto estapafúrdio, interpretações dignas do Framboesa de Ouro, uma história incompreensível e um mar de personagens de nomes impronunciáveis transforma cada episódio numa epopeia desloucada onde você sequer entende quem é quem ou para onde cada um está indo.
The Witcher já garantiu sua leva de fãs e provavelmente não vai parar nos 9 episódios da primeira temporada.
Desligue o botão do bom senso e assista para se divertir. The Witcher é uma mixórdia de feitiços, nomes, espécies estranhas e uma história incompreensível que resulta num tipo de filme B trash. Mas entretém sem pretensões.
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