Sua empresa está preparada para o consumidor pós-pandemia?

Entrevistado pelo fundador da Raccoon, André Palis, na série “Tempos de Crise”, o diretor do Facebook fala sobre como algumas mudanças vão permanecer no cenário pós-coronavírus

Que a crise do coronavírus impôs mudanças drásticas na rotina e nas estratégias das empresas não é novidade, mas o que nem todo mundo ainda entendeu é que algumas dessas transformações serão perenes. O alerta é do diretor do Facebook, Conrado Leister, durante conversa com o fundador da Raccoon, André Palis, na série “Tempos de Crise”, que traz  entrevistas com líderes do mercado corporativo sobre o atual cenário vivido no Brasil. Como executivo em uma empresa que entende bem dos gostos e dos comportamentos dos usuários, Leister afirma: a pandemia criou novos consumidores.

“Fizemos uma pesquisa com o Ibope e descobrimos que mais de 30% das pessoas estão comprando pela internet pela primeira vez. É muito provável que isso permaneça, e as empresa precisam se preparar. Antes, ter presença online era vantagem. Hoje é essencial”, afirma. Para o diretor, mais que ter um canal de vendas na internet, as empresas precisam estar atentas a formas eficientes de comunicação e relacionamento com os clientes.

É o caso do Whatsapp que, se até então era utilizado por muitas empresas de forma amadora, agora precisa de profissionalização. “Quem já tem canais digitais, tem que ficar ainda mais maduro, pensando no uso das ferramentas tecnológicas em todo o processo, desde o contato com o cliente via internet, até o ciclo completo de compras. No Whatsapp, por exemplo, tem que pensar num uso em escala”, frisa.

O executivo do Facebook ainda destaca como a forma de anunciar e de investir em publicidade também foi transformada nesse cenário. As marcas precisaram rever o tom utilizado em suas ações para não passarem a impressão errada em um momento de tensão vivido no mundo todo. “É uma linha tênue entre fazer uma ação positiva que ajude a sociedade e ser visto como oportunista. Mas tem o outro lado, porque ficar com medo de ser mal interpretado e não fazer nada também pode ser ruim”, diz.

Leister acredita que um bom caminho é a empresa revisitar seu próprio negócio, analisar sua identidade e trabalhar de forma autêntica, sem ousar tanto a ponto de ficar desconectada do seu DNA. Para as agências de publicidade, a dica do executivo é trabalhar ainda mais próximo do cliente, entendendo as mudanças impostas ao negócio. “Não dá mais para a agência ter aquela postura só de executar campanhas: elas precisa estar próxima do  cliente, saber as estratégias de longo prazo dele e entender seus stakeholders”, aconselha.

Por fim, o diretor lembra que, embora a crise exija um maior esforço na elaboração de ações de curto de prazo, as empresas não podem deixar de pensar no cenário depois do isolamento social, considerando todas as transformações ocorridas. “É interessante que a empresa use canais que não usava antes, faça campanhas criativas, olhando o comportamento das pessoas e focando no médio e longo prazo. Afinal, quem estiver melhor preparado agora vai se recuperar mais rápido depois”, finaliza.

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