Neste Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre a saúde mental e prevenção ao suicídio, eu abro espaço para discutir como o cinema pode traduzir dores silenciosas que muitas vezes não conseguimos colocar em palavras.
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Um dos filmes que eu mais gosto sobre o impacto do luto severo e da depressão profunda é Beleza Oculta, de 2016, disponível na HBO Max.
Na trama, acompanhamos Howard (Will Smith), um publicitário de sucesso que entra em um espiral de isolamento após a trágica perda de sua filha de apenas seis anos.
Incapaz de lidar com o vazio sufocante da dor, ele se desconecta do mundo exterior e passa a escrever cartas com tons de revolta para o Tempo, o Amor e a Morte.
O filme retrata os sintomas devastadores do luto complicado e da depressão:
- O retraimento das pessoas amadas e o bloqueio em se comunicar com o mundo.
- A sensação de que a vida e as perspectivas para o futuro estagnaram completamente.
- O questionamento das estruturas mais fundamentais da vida humana.
A grande virada acontece quando esses três conceitos ganham personificações físicas e passam a confrontá-lo diretamente, expondo camadas de nossa relação com a dor.
O amor lembra que a capacidade de sentir carinho e afeto permanece, mesmo na ausência do ser amado.
O tempo, mostra que a dor não cura por mágica, mas o tempo permite aprender a ressignificar a dor.
E a morte mostra como enfrentar a aceitação da finitude pode permitir a retomada do movimento e do presente.
A metáfora da “beleza oculta” sintetiza a mensagem central do longa: mesmo nas experiências mais sombrias, ainda existem conexões humanas, empatia e significados que podem surgir quando nos permitimos sentir e buscar apoio. Além de um filme emocionante, o elenco que conta com nomes como Edwrad Norton, Helen Mirren, Kate Winslet e Kiera Knightley garante atuações de peso.
Neste Setembro Amarelo, Beleza Oculta nos lembra que não precisamos encarar a escuridão sozinhos. Escrever cartas, expressar a dor e, acima de tudo, aceitar ajuda são passos cruciais no processo de cura.
Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil ou enfrentando pensamentos de sofrimento, procure ajuda. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito e confidencial pelo telefone 188 ou no site cvv.org.br. Falar é sempre a melhor escolha.
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