Quem foi criança ou adolescente nos anos 90 assim como eu se lembra muito bem dos Tamagotchi. Os bichinhos virtuais que a gente carregava pra todo lado e precisava alimentar, brincar e por pra dormir.
Pois o tio Zuck e a Meta acabam de ressignificar o aparelhinho 30 anos depois.
No final de setembro, no Meta Connect, conhecemos o Muse Charm. Um aparelhinho que a imprensa mundial já está chamando de “o novo Tamagotchi”. Mas a evolução do bichinho virtual vem vitaminada e bem diferente. Agora, ao invés de exigir a atenção do seu dono o tempo todo, ele se tornou um assistente de IA em formato de chaveiro desenhado pra resolver a sua vida.
O dispositivo portátil tem o tamanho de um case de fone sem fio, possui tela de aproximadamente 2 polegadas, câmeras frontal e traseira, conectividade 5G e leitor de impressão digital e pode ser usado no bolso, como chaveiro ou como um pingente. Na tela, o novo “binho virtual” é um personagem que você personaliza com a aparência, roupas e a voz que você quiser.
A grande virada tecnológica está na autonomia. Se até hoje o uso da inteligência artificial exigia destravar o celular e digitar comandos em aplicativos, o Muse Charm simplifica o processo a um toque de botão e um comando de voz. Alimentado pelo aplicativo Muse AI conectado ao celular, o dispositivo vai além de responder perguntas: ele navega em sites, preenche formulários, gerencia e-mails, agenda compromissos e faz compras em lojas integradas, como o Walmart. Antes de movimentar qualquer valor financeiro, o sistema exige a confirmação do usuário e processa o pagamento de forma segura.
A integração profunda com a rotina do usuário — que concede acesso a e-mails, agendas e serviços — torna o assistente cada vez melhor: quanto mais você entrega, mais eficiente ele fica. Essa proposta impulsionou a popularidade da plataforma: o aplicativo do Muse ultrapassou 3 milhões de downloads nos Estados Unidos, alcançando o topo da App Store americana.
Em um mundo cada vez mais conectado e com a IA fazendo cada vez mais parte do nosso dia a dia, a grande vantagem do Muse Charm é devolver o tempo e a presença ao nosso cotidiano sem que a gente dependa da tela do celular. Ao transformar tarefas operacionais — como responder e-mails, agendar reuniões e fazer compras — em simples comandos de voz executados em segundo plano, o dispositivo redefine nossa relação com a tecnologia.
Ele deixa de ser mais uma tela disputando seu foco para se tornar um filtro eficiente, permitindo que você aproveite a conveniência da inteligência artificial sem continuar refém do celular.
O produto deve chegar ao mercado americano em dezembro, em tempo pro Natal, com preço equivalente ao de um smartwatch.
Ah, e se você quiser se divertir e ficar um pouquinho paranoico com essa história de jogarmos todas as nossas informações na Inteligência Artificial, assista Diabólica no Amazon Prime. Um suspense intenso e atual sobre os poderes (reais ou não) da IA.
Qual seria a primeira coisa chata do seu dia a dia que você passaria pra esse assistente? Comenta aqui embaixo.
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