As novas caras que estão renovando o terror no cinema

Se tem um gênero que sabe se reinventar como nenhum outro, é o terror. Esqueça os clichês desgastados e os jump scares fáceis: a década de 2020 mostrou que quando uma nova geração de diretores assumiu as rédeas da indústria, provou que é possível unir voz autoral, aclamação crítica e números gigantescos de bilheteria.

Um dos maiores exemplos dessa revolução é Kane Parsons. Vindo do YouTube, onde viralizou com um fenômeno de found footage, ele estreou nos cinemas com Backrooms. Produzido pela A24, o longa se tornou a maior bilheteria da história da produtora, rendeu 40 vezes o seu orçamento e transformou o terror psicológico de espaços liminares em um verdadeiro fenômeno cultural. Parsons se tornou o diretor mais jovem da história a alcançar o topo da bilheteria mundial e conquistou a crítica ao traduzir o isolamento da era digital para as telonas fazendo história: o filme se tornou um dos 5 filmes independentes de maior arrecadação de todos os tempos, consagrando-o como um dos estreantes mais jovens e rentáveis da história do gênero.

Outro diretor que fez barulho absoluto foi Curry Barker com Obsessão. Barker transformou um orçamento modesto de 750 mil dólares em uma obra sufocante sobre posse e os limites do desejo, que rendeu quase 700 vezes seu custo. Lançado após uma disputa acirrada entre distribuidoras, o filme virou o queridinho da crítica especializada, acumulando elogios pela direção de cena segura e pelo ritmo perturbador. Nas bilheterias, tornou-se um fenômeno de “boca a boca”, se tornando o filme original de maior bilheteria da década de 2020 e a maior arrecadação da história do cinema para um filme produzido com orçamento inferior a $ 1 milhão de dólares.

Para fechar com chave de ouro, temos Zach Cregger. Após chocar o mundo com Noites Brutais (2022), ele confirmou seu talento absurdo com A Hora do Mal. Com um elenco de peso liderado por Josh Brolin e Julia Garner, Cregger entrega uma narrativa intrincada sobre trauma e insanidade. O filme não apenas foi aclamado pela crítica por sua estrutura ousada e tensão constante, como também deu o Oscar de melhor atriz coadjuvante para Amy Madigan e explodiu no circuito comercial, garantindo números expressivos nos cinemas globais e consolidando o diretor no topo da Hollywood contemporânea. A Hora do Mal superou grandes produções de estúdio e franquias veteranas do mesmo período e se tornou um dos maiores sucessos de conteúdos originais da Warner Bros. Agora, Cregger chega com Resident Evil, longa que já se tornou o filme adaptado de um game mais bem avaliado da história e promete renovar a franquia no cinema.

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