Resenha do blog: Hotel Transilvânia

Existem inúmeras razões que fazem dos desenhos da Pixar/Disney excelências na arte da animação. Assim como outras inúmeras razões para ilustrar o porque dos desenhos de outros estúdios jamais conseguirem se igualar a eles. Hotel Transilvânia é um bom exemplo.
O desenho da Sony Pictures Animations (mesmo estúdio dos fracos Tá Chovendo Hamburger e Operação Presente) beira o irritante e não tem uma piada sequer que valha a pena sua uma hora e vinte de duração. Minto, tem uma piada com a série Crepúsculo que dura 3 segundos bem no fim do filme. Mas não vale a tortura.
Uma vez li numa resenha do desenho Rugrats – Os Anjinhos que a série era ótima, não fosse o fato dos pais terem aqueles personagens de carne e osso em casa. Hotel Transilvânia é assim: uma criança hiperativa. Não para de falar, de pular, gritar, sacolejar, correr. É difícil aguentar tamanha gritaria e correria frenética no filme e sua resolução vem, depois de muita tortura, fácil, simples, apressada e rápida. Como a criança hiperativa que de repente pega no sono. Mal costurado, sem nenhum personagem cativante, cheio de piadas sem graça, o filme passa longe de valer a pena, é praticamente uma perda de tempo. Talvez nem as crianças hiperativas gostem.
Não tenho como não por pelo menos parte da culpa de tudo isso em alguém: Adam Sandler. O ‘ator’ além de estrelar o filme fazendo a (irritante) voz do Conde Drácula é produtor executivo. Ou seja, carregou alguns de seus amigos para o playground para torturar os outros: Andy Sanberg e Kevin James (que já foram seus parceiros em filmes anteriores) estão ali, como que para fazer bulling com o restante do elenco, desperdiçado magnificamente em personagens chatos, irrelevantes e onde passam desapercebidos: Fran Drescher (do seriado The Nanny, que em um dos poucos momentos quase engraçados do filme diz que alguém tem uma voz irritante), Steve Buschemi, Molly Shannon, David Spade, Jon Lovitz e o cantor CeeLo Green. Nem tente, pois é impossível distinguir qualquer um deles nos personagens, que aliás são muitos e se atropelam a todo instante, como numa sitcom brasileira mal dirigida.
Uma criança hiperativa e mal educada, que nos cansa e a qual não vemos a hora que pare e durma. Assim Hotel Transilvânia está bem resumido.

2 comentários em “Resenha do blog: Hotel Transilvânia

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