Animação francesa A Pequena Loja de Suicídios

(lá no final do post tem uma DICA ÓTIMA link para download pra quem quiser ver o filme. Só pra comentar)Não há como negar: o suicídio ainda é tabu. Até mesmo em conversas informais, é impossível tocar no assunto sem sentir, no mínimo, um desconforto. Além disso, é interessante ver como algumas instituições e áreas do conhecimento humano veem o suicídio: para a religião, trata-se de um ato condenável; para filosofia, trata-se de um direito, como outro qualquer. No cinema, o tema tem sido retratado há um tempo considerável, perpassando por filmes mais atuais, como “As virgens suicidas” e “Direito de amar”, e mais antigos, como “Ensina-me a viver” e “Gente como a gente”.

Pequena loja de suicídio
No mundo das animações, eu nunca havia visto um filme ter a audácia de tratar o tema até então. “A pequena loja de suicídios”, uma animação de nacionalidade belga, canadense e francesa, não só tratou do assunto com coragem, mas também o fez de maneira criativa e original. Na narrativa, o casal Mishima e Lucrèce administram uma loja de produtos para pessoas que desejam cometer suicídio. No local, são vendidas cordas de diversas espessuras, venenos – dos mais aos menos concentrados – e até balas para armas de diversos calibres. O casal e os dois filhos, vale ressaltar, são extremamente mórbidos e cultuam a morte e a infelicidade o tempo todo. Quando Lucrèce dá à luz a Alain, no entanto, a coisa muda de figura. Sorridente e enérgico, o garoto cresce e passa a fazer uma série de tentativas para que os pais e irmãos vejam o lado “bom” da vida.
Pequena loja de suicídio
Uma dessas tentativas é hilária: no aniversário da irmã adolescente, Alain lhe dá um lenço e um CD para que ela possa dançar como uma muçulmana, ao estilo “Jade”, da clássica novela “O clone”. Certa noite, enquanto ela dança nua na frente do espelho, Alain a seus amigos a observam, extasiados. Os embates entre o garoto e o pai também rendem boas risadas, já que Mishima, um homem sombrio e repleto de olheiras, não suporta o hábito do filho, que insiste em desejar “bom dia” a todos à sua volta e está sempre rindo.
Uma dica: baixe e assista 😀
Por Raphael Moroz do TrendCoffee

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