Faz dias q estou com a ideia de postar aqui uma lista de filmes. Uma lista de filmes brasileiros da “nova safra” que quase ninguém conhece mas que todo mundo deveria ver. São filmes muito bons que não têm o aval publicitário de uma Globo Filmes, não têm outdoors e propaganda na TV.
Pra começar, óbvio, Domésticas (2001). Um dos meus filmes favoritos, tem uma história ao mesmo tempo hilária e triste. Extremamente real, o filme conta a vida de algumas empregadas domésticas e suas desventuras amorosas, vontade de subir na vida (nem que seja fazendo “pelado artístico”) e outras coisas. Todos os personagens do filme são as empregadas. Os patrões jamais aparecem. Dirigido por Fernando Meirelles com atrizes espetaculares.

Irma Vap – O Retorno (2006). Adaptação da peça de teatro para o cinema, a história mistura Quem tem medo de Virgina Wolf e O que terá acontecido a Baby Jane de maneira no mínimo exótica. Marco Nanini e Ney Latorraca dão vida a dois personagens cada um, um homem e uma mulher, que querem voltar a apresentar Irma Vap no teatro com novo elenco. Dirigido por Carla Camurati, o filme é leve, divertido e muito bem feito.
O Diabo a Qu4tro (2004). Aventura urbana divertida e inusitada. As vidas de quatro personagens se entrelaçam com muita confusão, mauricinhos, drogas, tragicomédias, prostituição travestis hilários e um Mario Frias que a gente nunca viu na TV.
Seja o Que Deus Quiser (2002). Caio Junqueira é o irmão de uma VJ da MTV que acaba se envolvendo com uma banda de um morro carioca. Depois do romance, a VJ é assaltada e volta pra São Paulo. Mas seu irmão tenta armar um esquema, um falso sequestro. A história acaba tomando rumos inesperados.
Estômago (2007). Uma história de prisão inesperada, filmada em Curitiba e com atores locais (entre eles, a ótima Fabiula Nascimento). Uma espécie de Ratattoiulle para adultos, que fala dos talentos escondidos em cada um, para bom ou para ruim.
Cinema, Aspirinas e Urubus (2005). Em 1942 um alemão aporta no nordeste para vender Aspirinas. contando com um “Sancho Pança” nordestino (o mesmo ótimo João Miguel, de Estômago), os dois vão de cidade em cidade montando o cinema para passar o filme-propaganda da Aspirina e desenvolvem uma forte amizade.
Tapete Vermelho (2005). Mateus Nachtergaele estrela esta homenagem a Mazzaropi praticamente inédita para muita gente. Um matuto do interior decide levar a mulher (Gorete “Ô Coitado” Milagres) e o filho pequeno para a cidade grande para ver um filme do Mazzaropi no cinema. O que ele não sabe é que os filmes deixaram de passar há muito tempo nos cinemas. A aventura urbana dos três contará com encontros com o Diabo, visitas religiosas e intervenção do circo da mídia. Lindo.
Saneamento Básico (2007). Mesmo sendo com Fernanda Torres, Camila Pitanga, Wagner Moura, Bruno Garcia e Lázaro Ramos e dirigida por Jorge Furtado (de Meu tio matou um cara e O homem que copiava, que todo mundo viu), esta comédia maravilhosa passou despercebida nos cinemas e locadoras. Uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul precisa de sistema de esgoto e percebe que uma das formas de receber dinheiro do governo é apresentando um projeto de cinema. Então os moradores escrevem uma história de “monstro da fossa” (ou do fosso?) para receber o dinheiro e com ele fazer a rede de esgoto. Os rumos que a tal história tomam, o monstro em si e a definição de filme de ficção que eles dão são absurdos hilários e totalmente recomendáveis.
O Céu de Suely (2006). Dirigido por um dos melhores roteiristas/diretores da atualidade (Karim Ainouz), o filme mostra uma história singela de uma moça do interior que rifa uma noite de amor para juntar dinheiro e deixar a cidade. Um road movie com espetacular trabalho de atores (novamente João Miguel está presente) que começou a demonstrar a capacidade de Karin, também responsável pelo roteiro de Cinema, Aspirinas e urubus e diretor e roteirista da sére Alice, produzida pela HBO Brasil.
Houve Uma Vez Dois Verões (2002). Um dos primeiros filmes de Jorge Furtado (depois de Ilha das Flores) é uma comédia romântica adolescente inusitada. Poderia ter sido o (500) Dias com ela brasileiro, se fosse mais hypado. Mas é muito bom! Com Adré Arteche.
Verônica (2008). Muito parecido com o filme Gloria, estrelado por Sharon Stone e ao mesmo tempo uma história muito brasileira. Verônica (Andréa Beltrão, ótima) é uma professora primária que se vê às voltas com um menino rebelde, seu aluno, cujos pais foram assassinados na favela onde ele morava. Agora o menino está de posse de um pen-drive com segredos da polícia e, consequentemente sendo perseguido. Ela então decide proteger o menino da forma que for preciso.
2 Coelhos (2012). Um dos filmes mais sensacionais e inesperados feitos no Brasil. Dirigido e roteirizado pelo publicitário Afonso Poyart (que já está em Hollywood) o filme tem toda uma cara de comercial mesmo: é ágil, esperto, rápido, cheio de reviravoltas e intrigas. O elenco está ótimo e a ação é de tirar o fôlego. A narrativa vai e volta no tempo, se valendo de recursos comuns lá fora mas pouco vistos por aqui, como efeitos especiais, mesclagem de imagens e referências à cultura pop. Leia a resenha AQUI.
Cine Hollyúdi (2013). Você nunca, jamais estará preparado para este filme. Ele pega a gente totalmente de surpresa e quando vemos já estamos gargalhando com a história ingênua de Francigleydison e sua família e a luta para erguer um cinema nos confins do Ceará. Comparado a Chaplin e Oscarito, o humor do filme o transformou num fenômeno inusitado e raro: o filme esteve entre os 10 mais do país em seu final de semana de estreia passando somente em poucas salas do interior do Ceará. Leia a resenha AQUI.









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