#listadefilmes – 14 filmes sobre jornalismo e jornalistas

Hoje é dia do jornalista. E pra que melhor do que comemorar à nossa maneira, fazendo uma lista de filmes sobre o tema?!

ATUALIZAÇÃO

Spotlight: Segredos Revelados

Em Spotlight: Segredos Revelados, uma equipe de reportagem resolve não tomar parte, mas denunciar para o mundo um fato. E Tom McCarthy, seu diretor, entrega ao mundo mais uma aula de filmes sobre o tema. Diretor de pouca experiência no cinema, McCarthy cria um filme absolutamente envolvente sobre os bastidores de uma investigação jornalística: na década de 1990 uma equipe de jornalistas do Boston Globe revela um escândalo por trás da igreja católica e conta sobre como padres pedófilos estão sendo acobertados pela própria igreja.

LEIA NOSSA RESENHA AQUI

O longa ganhou dois Oscars: melhor filme e roteiro original

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Rede de Intrigas (1976)

O âncora Howard Beale (Peter Finch) recebe a notícia de que está demitido em razão dos seus baixos índices de audiência. Um dia, com o programa no ar, comunica a sua saída da emissora e avisa que se matará ao vivo na próxima semana. A partir de então ele passa a encarnar o profeta louco e seu comportamento insano tem recepção altamente positiva. Com roteiro mordaz é  uma das mais ácidas críticas ao modo de se fazer televisão no mundo. Vencedor de 4 Oscar: Melhor Ator (Peter Finch), Melhor Atriz (Faye Dunaway), Melhor Atriz Coadjuvante (Beatrice Straight) e Melhor Roteiro Original.

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Nos Bastidores da Notícia (1987)

É comédia, é romance e também é uma sátira ao  meio jornalístico. Esse é um dos melhores filmes do anos 80,  discute basicamente princípios, valores éticos, e também competência profissional, trabalho em equipe e competição. Poderia ser uma coisa árida, pesada,  e no entanto é tudo aqui é fascinante e divertido. Aqui temos um  triângulo amoroso e profissional formado dentro de um estúdio de TV: Jane (Holly Hunter), a produtora cheia de energia, ultracompetente; Tom (William Hurt), o aspirante a âncora boa-pinta tão inseguro e intelectualmente limitado quanto carismático e intuitivamente talentoso; e Aaron (Albert Brooks), o jornalista inteligentíssimo e ambicioso e sem carisma. Os três formam, juntos, o mecanismo que move a sucursal de um importantíssimo “Jornal Nacional” americano. Destaque para a abertura em flashback que é genial.  Recebeu 7 indicações ao Oscar, incluindo Filme e Diretor.

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O Quarto Poder (1997)

Em “O Quarto Poder”,  Costa Gravas discute a  manipulação de informações pela mídia e como estas influenciam diretamente a opinião e comportamento das pessoas. No filme, um jornalista decide ajudar um guarda de segurança que apesar de não ter pretendido, acabou por estar em uma situação muito comprometedora de seu caráter. Com um tom irônico e mordaz vemos a  manipulação de todos os envolvidos no caso. Exclusividade, sensacionalismo, autopromoção, manipulação, o que for preciso para atrair a atenção e obter lucro é feito. A questão é: até que ponto deixa-se de se noticiar um fato para se aproveitá-lo dele, o que é de interesse público e o que é de interesse do público?

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A Montanha dos Sete Abutres (1951)

“A Montanha dos Sete Abutres”  é o mais cruel de todos os filmes já feitos sobre jornalismo, uma crítica mordaz a imprensa tedenciosa e manipuladora. E não é  só isso! Kirk Douglas nos brinda com uma fantástica atuação como o protagonista. “A Montanha dos Sete Abutres” é daqueles filmes eternos, atuais e indispensáveis. O roteiro de Billy Wilder, Lesser Samuels e Walter Newman conta como Chuck Tatum (Kirk Douglas), jornalista com uma má reputacão pelas grandes cidades por onde passou e em seus jornais de grande circulação, acaba parando numa cidadezinha e conseguindo emprego em uma discreta redação. ‘Empacado’ por lá há um ano, Tatum vê num minerador (Richard Benedict) que ficou soterrado em uma montanha a chance de voltar aos grandes veículos de comunicação.

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Íntimo e Pessoal (1996) 

Super dramão romântico  dirigido por Jon Avnet (de Tomates Verdes Fritos) – e com roteiro competente de Joan Didion e John Gregory Dune, o longa traz no elenco Michelle Pfeiffer e Robert Redford vivendo o casal de jornalistas Sally Atwater e Warren Justice. O filme foi baseado na biografia “Golden Girl”, da escritora Alana Nash, que conta a história real da jornalista americana Jessica Savith. A história é bem simples: garota de cidade pequena quer mudar seu destino e ser uma jornalista famosa. Fala de amor, de coragem e de caráter. Faz refletir sobre a necessidade de seguir adiante, aprender com todos os ensinamentos e as oportunidades que a vida oferece e não deixar escapar duas coisas essenciais: amor e verdade. Preparem o lencinho.

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Boa Noite e Boa Sorte (2005)

O filme recria de forma breve um tenso episódio da vida do celebrado âncora norte-americano Edward R. Morrow, vivido no filme por David Strathairn. Morrow busca construir para seu programa uma imparcialidade que acaba por desconcertar grandes figuras do cenário político americano ao expor e repudiar suas táticas sujas e falsos argumentos ao grande público. Um dos principais incomodados torna-se o temido senador Joseph McCarthy que, em sua caça a supostos comunistas, não poupava recursos, em sua maioria um tanto questionáveis, para alcançar seus objetivos. Essa verdadeira guerra velada entre duas figuras públicas acaba por arrastar todos os envolvidos na execução do programa e, até mesmo, o presidente da emissora. Apesar de a trama de “Boa Noite e Boa Sorte” retratar um programa jornalístico e um contexto político muito específico dos Estados Unidos, o filme consegue dialogar com um público que não conhece previamente os acontecimentos mostrados. Com um visual retrô, em preto e branco, grande elenco e produção esmerada, foi indicado para diversos prêmios por todo o mundo, incluindo o Oscar, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (David Strathairn), Melhor Roteiro Original, Melhor Direção de Arte e Melhor Fotografia, e o Globo de Ouro, para Melhor Filme – Drama, Melhor Diretor, Melhor Ator – Drama (David Strathairn) e Melhor Roteiro, além do BAFTA e o Independent Spirit Awards.

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A Embriaguez do Sucesso (1957)

Como em um típico film noir,  aqui não temos heróis. Quase todos são sórdidos e cínicos. Na suja Nova York dos anos 50, o assessor de imprensa Sidney Falco (Toni Curtis) é capaz de fazer de tudo para conseguir entrar na restrita classe dos poderosos da cidade. Para isso, vive fazendo favores e bajulando J.J. Hunsecker (Burt Lancaster), o principal colunista de celebridades da época. Ao tentar realizar o último pedido de Hunsecker, no entanto, Falco falha. Ele havia sido encarregado de dar um fim ao romance de Susan, irmã do colunista, com o músico de jazz Steve Dallas. Mas o jovem casal continua junto e, como preço disso, o assessor perde seu espaço habitual na coluna, o que deixa seus clientes em desespero e Falco sem dinheiro e reputação. Guiado apenas pela ambição, o assessor inicia uma série de estratagemas para conseguir terminar o namoro dos dois. Na época, o filme não foi sucesso nem de crítica, nem de público. Lancaster e Curtis foram ignorados pelo Oscar. Mas A Embriaguez do Sucesso é um clássico tardio. Mesmo sem sangue ou armas, faz um retrato duro e cruel do show business e do próprio jornalismo.

The Year of Living Dangerously

O Ano Em Que Vivemos Em Perigo (1983)

Um jovem Mel Gibson interpreta o ingênuo jornalista australiano Guy Hamilton, recém chegado a um país bastante fechado e hostil, governado pelo ditador Sukarno. O repórter parceiro que deveria recebê-lo sumiu misteriosamente e Hamilton se vê sozinho e sem fontes. Os outros correspondentes trabalhando no local se mostravam corruptos e pouco cooperativos, até que surge a ajuda providencial de Billy Kwan, figura meio mística, filha de chineses e australianos. O filme é narrado por Kwan, vivido por Linda Hunt, que recebeu um Oscar pelo papel. Sua personagem, apesar de um pouco grotesca, empresta uma visão humanista à trama, questionando a inércia e o descaso das pessoas frente à exploração e miséria. Enxergando no repórter uma espécie de “boa alma”, consegue contatos exclusivos com os altos escalões do poder, fazendo deslanchar a carreira de Hamilton.

All the President´s Men

Todos os homens do presidente (1976)

Com Dustin Hoffman e Robert Redford no papel dos repórteres Carl Bernstein e Bob Woodward, do Washington Post, o filme conta a história do caso Watergate, que levou à renúncia do presidente Nixon. Indicado a 8 Oscars, ganhou 4 prêmios: ator coadjuvante (Jason Robards), roteiro adaptado, direção de arte e som.

Almost Famous

Quase Famosos (2000)

Um fã ávido por rock’n’roll consegue um trabalho na revista americana Rolling Stone, para acompanhar a banda Stillwater em sua primeira excursão pelos Estados Unidos. Porém, quanto mais ele vai se envolvendo com a banda, mais vai perdendo a objetividade de seu trabalho e logo estará fazendo parte do cenário rock dos anos 70. Dirigido por Cameron Crowe. Indicado a 4 Oscars, venceu o prêmio de melhor roteiro original.

To Die For

Um Sonho Sem Limites (1994)

A história fala de Suzanne Stone (Nicole Kidman), que busca o sonho americano de sucesso a qualquer custo, bonita e limitada garota do interior que tenta a sorte como repórter na TV. E torna-se capaz até de matar, para chegar ao estrelato. Kidman foi nomeada para um BAFTA e ganhou um Globo de Ouro por sua atuação. O filme é feito como se fosse um falso documentário, dirigido por Gus Van Sant e escrito por Buck Henry, baseado no romance de mesmo nome de Joyce Maynard, que por sua vez foi baseado na história real de Pamela Smart.

Good Morning Vietnam

Bom dia Vietnã (1987)

Em 1965, o DJ Adrian Cronauer é recrutado para comandar o programa de rádio das forças armadas estado-unidenses no Vietnã. Irreverente, ele agrada aos soldados, mas enfurece Steven Hauk, um segundo-tenente e superior imediato de Cronauer, que tinha uma necessidade enorme de provar que era superior hierarquicamente. Movido pela inveja e ciúme, ele tenta prejudicar Cronauer, mas a sua popularidade é tal que é protegido pelos altos escalões. Um dos filmes mais elogiados de Robbin Williams, que recebeu uma indicação ao Oscar pelo papel.

The Insider

O Informante (1999)

O filme apresenta a trajetória do ex-biologista da Brown & Williamson Jeffrey Wigand (Russell Crowe) e do produtor Lowell Bergman (Al Pacino), que o convenceu a falar em público sobre os males que as empresas de tabaco sabem que colocam em seus produtos para viciarem os usuários. Baseado na história real de 1994, em que um ex-executivo da indústria do tabaco deu entrevista polêmica ao programa jornalístico 60 Minutos, da rede americana CBS. Teve 7 indicações ao Oscar e não venceu nenhuma.

Citizen Kane

Cidadão Kane (1941)

Considerado um dos melhores filmes da história, é o primeiro filme longa-metragem dirigido por Orson Welles, o filme encontrou forte influência por parte de William Randolph Hearst. Em realidade, havia mesmo muitos pontos coincidentes das biografias de Hearst e de Kane. Cidadão Kane marcou sua época devido às inovações, sobretudo nas técnicas narrativas e nos enquadramentos cinematográficos. O filme começa com o protagonista já morto, mudando-se a cronologia dos fatos; e a cenografia mostra pela primeira vez o teto dos ambientes. Mesmo dirigindo outros filmes após Cidadão Kane, o diretor Orson Welles nunca mais conseguiu restabelecer sua fama a ponto de ser contratado novamente por um grande estúdio de Hollywood. O filme é supostamente baseado na vida do magnata do jornalismo William Randolph Hearst (publicamente, Welles negava), e conta a história de Charles Foster Kane, um menino pobre que acaba se tornando um dos homens mais ricos do mundo. Teve 9 indicações ao Oscar e venceu uma, de roteiro original.

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