Site lista 5 coisas que o Godzilla de 1998 fez melhor que o de 2014

Godzilla estreou este ano com muito barulho, e acabou por se tornar a maior bilheteria de estreia do ano, com uma arrecadação mundial de U$196,2 milhões e já ganhou uma sequência garantida.

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Mas isso está longe de significar que o filme é bom. Muito pelo contrário (leia nossa resenha AQUI). A maioria das críticas americanas (positivas ou negativas), citam diversas falhas nesta nova versão dirigida por Gareth Edwards. Enquanto a versão de 1998 do diretor Roland Emmerich é achincalhada até hoje como somente um amontoado de falhas, uma comparação entre os dois filmes mostra alguns pontos onde o filme de 1998 se saiu bem melhor que este novo deste ano.

Não acredita? O site The Wrap listou cinco pontos a serem considerados:

1- Matthew Broderick tinha carisma e charme nerd; Aaron Taylor-Johnson só tem um abdômem sarado

Matthew Broderick - Godzilla

O crítico do The Wrap, Alonso Duralde, descreveu o personagem de Taylor-Johnson como “um belo nada”. Claro que o ator britânico passa por um soldado americano musculoso, mas sua cara inexpressiva e falta de função não adicionam muito ao filme. Ele falha ao ter presença de cena e não entretém o suficiente até que o lagartão apareça em cena (e como isso demora a acontecer).

Por mais que se reclame da versão de Emmerich, nada se pode dizer com relação a Broderick. Ele criou um personagem real e não apenas repetiu o texto. Como um ator de verdade deve fazer, aliás. É fácil lembrar de seu personagem no filme, mas será que o público irá lembrar do Kick-Ass encarando o lagartão daqui uma década? Ou se lembrarão somente do Godzilla vomitando lava azul pela garganta do outro monstro?

2- O protagonista em 1998 tinha uma série de objetivos definidos, enquanto em 2014 ele tem vários e nenhum ao mesmo tempo

Aaron Taylor-Johnson - Godzilla

O Dr. interpretado por Broderick foi recrutado pelos militares americanos para descobrir o que era o Godzilla e o porque dele ter decidido emergir do oceano naquele momento. Ele acaba por usar uma amostra de sangue para descobrir que a criatura está gravida e se preparando para por seus ovos em Manhattan. Uma vez que os militares o liberam e ele percebe que estão ignorando sua descoberta, ele se une a um grupo francês para encontrar o ninho e o destrói.

Agora vejamos o papel do herói de 2014: ele deixa sua esposa (Elisabeth Olsen) em casa em São Francisco para tirar seu pai “louco” (Brian Cranston) de uma cadeia no Japão e tenta convencê-lo a parar de perseguir uma zona de quarentena nuclear. Inexplicavelmente então, decide acompanhar o pai nesta mesma zona em outro passeio ilegal. Os dois são pegos e acabam no abrigo secreto que o pai tenta encontrar há 15 anos. Um monstro chamado de MUTO (cuja existência o papai louco parecia conhecer o tempo todo) escapa de seu confinamento e põe o papai louco no meio de uma grande destruição. Depois de ser entrevistado por um cientista (Ken Watanabe) que sabe basicamente nada sobre o monstro que vem estudando há 15 anos, nosso herói decide que é hora de ir pra casa ver a família. Ele pega um voo para o Havaí, onde pretende pegar outro para casa, mas as más notícias do papai louco chegam ao mesmo tempo que o MUTO começa a atacar a ilha. Ele sobrevive ao ataque e pega uma carona com os militares para a Califórnia.Ele fica sabendo que um trem carregando uma bomba nuclear está indo para São Francisco, então usa seu conhecimento e sua simpatia para subir a bordo. A missão falha, a bomba é levada pelo MUTO e novamente nosso herói é o único sobrevivente. Depois de ser resgatado pelos militares ele esquece seu plano de voltar pra família e se inscreve para outra missão, que agora é achar e desarmar a bomba em São Francisco. Quando eles acham a bomba ele na verdade não consegue desarmá-la, mas acha por acaso um ninho de bebês-MUTO e consegue explodi-lo. Quando ele reencontra seus amigos da marinha, estes estão todos mortos, então ele toma para si a responsabilidade de se tornar um mártir e carregar a bomba nuclear para longe da costa para não machucar ninguém (como assim??). Felizmente para aquela família que ele tanto ama mas que nunca se esforça muito para reencontrar, ele é resgatado do barquinho que carrega a bomba e vive para continuar sua luta.

Depois de toda essa explicação… você conseguiu encontrar um único objetivo definido ou sinal de competência? Ou também ficou com a sensação que nosso herói simplesmente vai para onde o levam. A única coisa que ele realmente faz com eficiência é destruir o ninho que ele acha por acidente.

3- O ninho era importante em 1998 e os personagens passaram perrengues enormes para destruí-lo. Em 2014 ele é descoberto e destruído em minutos

Godzilla - Muto Nest

O filme de 2014 estabeleceu que os dois MUTO estavam prontos para passar por cima da sociedade para se reproduzir, porém ninguém do lado da humanidade pareceu preocupado com isso ou mesmo em achar os ovos para evitar a reprodução. Enquanto os soldados que descobrem acidentalmente o ninho estavam mais preocupados em desativar a bomba nuclear, nosso herói foi o único a pensar “Ei, talvez seja melhor que eu destrua isso aqui logo”. E faz isso. Bem facilmente, aliás. Na verdade parece que ele se esforça mais no concurso de “serinho” que ele trava com o Godzilla logo a seguir.

Em 1998, Godzilla enviou seu protagonista e sua turma em uma missão para furar um bloqueio militar para chegar ao ninho, então quando encontraram, alguns bebês começaram a nascer antes que eles pudessem colocar explosivos de forma segura. Depois de evitar serem a primeira refeição de um bebê Godzilla, eles se aproveitam de um repórter para enviar uma mensagem aos militarem para avisar que os 200 ovos sob o Madison Square Garden estão prestes a eclodir. A missão não acaba ali, no entanto. O grupo de heróis incomuns ainda tem que escapar da zona de perigo antes do ataque militar.

Obstáculos são uma parte fundamental na jornada de um herói e de um filme, e Emmerich fez as coisas de forma que seus protagonistas tivessem alguns para enfrentar e superar.

4- O interesse romântico de Matthew Broderick tinha uma função na história e até mesmo contribuía para salvar Nova York do Godzilla. Elizabeth Olsen serviu pra que mesmo?

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A atriz Maria Pitillo protagonizou o filme de 1998 como uma aspirante a jornalista que se aproveitou do ataque do Godzilla para fazer sua grande matéria. Ela acidentalmente passa a perna no ex-namorado nerd Broderick roubando dele informações secretas depois de um encontro. Mas depois ela conserta as coisas seguindo-o àquele ninho com seu cameraman e acaba usando este mesmo câmera para alertar as autoridades. No final, ela está presente em todo o climax e está dirigindo o taxi que leva o monstro pela ponte do Brooklin onde ele fica preso em cabos de suspensão e é finalmente morto pelos militares.

A personagem de Elizabeth Olsen era uma esposa preocupada. Ela põe seu filho em um ônibus para deixá-lo seguro e espera que seu maridio a resgate. Quando ele finalmente aparece, ela corre pelas ruas onde o Godzilla está derrubando prédios com a cauda até que encontra abrigo. De alguma forma ela sobrevive. Então, de alguma forma, reencontra seu marido e seu filho no meio dos destroços. Mais detalhes sobre ela não interessam, assim como a própria personagem.

5- Quando alguém fala em Gojira, foi muito mais legal em 1998

No filme de 1998, o único sobrevivente de um misterioso ataque de monstro na cena inicial é o primeiro a pronunciar o icônico nome, ele está claramente perturbado com o que viu. Talvez seja até a cena mais memorável de todo o filme, e antecipava a audiência para a visão do monstrengo.

Em 2014 Ken Watanabe cospe o nome da criatura sem muita importância, entre uma dúzia de closes dramáticos de suas sobrancelhas franzidas.

O texto foi traduzido do The Wrap

 

 

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