Resenha do site – O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

ohobbitComo transformar um livro curto e infantil em uma trilogia? Basicamente enchendo linguiça. Sim, Peter Jackson é hoje um dos maiores nomes do cinema. O que ele fez na trilogia O Senhor dos Anéis foi (e será por muito tempo) um marco espetacular no cinema.

Transformar O Hobbit em filme era a evolução natural da coisa. E de forma somente um pouquinho menos eficiente, ele conseguiu. O final da saga dos anões e de Bilbo Baggins (Martin Freeman, sempre excelente) para reconquistar a Montanha Solitária é emocionante e forte. Só lhe falta um pouco de agilidade e grandiosidade.

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos começa com o dragão Smaug (Bennedict Cumberbatch, novamente, sempre excelente) destruindo a pequena Cidade do Lago e deixando seus moradores em ruínas. Se nas duas partes anteriores tínhamos carência de um real protagonista, desta vez temos protagonistas em excesso: Thranduil (Lee Pace), Gandalf (Sir Ian McKellen), Thorin (Richard Armitage), Bard (Luke Evans), Legolas (Orlando Bloom), Kili (Aidan Turner), Azog (Manu Bennet), além de Bilbo, são todos candidatos a protagonista. Até mesmo Galadriel (Cate Blanchet) e Elrond (Hugo Weaving) têm seus cinco minutos em cena. É muita gente pra pouco conteúdo, infelizmente. Aliás, gente é o que não falta. Nos cinco exércitos que dão título ao filme, homens, orcs, elfos (numa ‘divina’ coreografia dourada) e anões, milhões de figurantes (reais e digitais) brigam e se matam com martelos, espadas, flechas e o que vier pela frente com um objetivo único: tomar a montanha para si.

Mesmo assim é difícil se perder em meio a tanta gente. Nossos olhos sempre buscam por Bilbo, o pequeno hobbit perdido na batalha, mas em cada cena conseguimos torcer para um personagem. Ao longo das quase duas horas e meia, Peter Jackson encerra a segunda trilogia adaptada de J.R.R. Tolkien amarrando-a diretamente com o início de O Senhor dos Anéis. Claro que é inevitável comparar com as duas trilogias de Star Wars: ambas são “ao contrário” (a segunda vem antes da primeira), ambas se tornaram ícones do cinema e da cultura pop e, nos dois casos, a há uma ligeira queda de qualidade da segunda para a primeira.

Apesar de vários defeitos, no entanto, A Batalha dos Cinco Exércitos encerra e amarra tudo em uma obra extremamente bem realizada. Com bons atores e fazendo milagre para esticar a história, são notáveis alguns pontos de enrolação, mas que não chegam a prejudicar o produto final.

O que fica no ar é que, assim como George Lucas terá em Star Wars uma fonte inesgotável de renda, Jackson tem material semelhante nas mãos. Ainda existem muitas histórias para se contar na Terra Média. Ainda há o livro O Silmarillion que, por si só, dá uns dez filmes. Ideias com certeza não faltam. Resta saber se o público ainda terá paciência. A audiência parece não ter gostado tanto de O Hobbit quanto gostou de O Senhor dos Anéis. A crítica especializada idem. Mas, deixando de lado o mau humor e a rabugice, todos os seis filmes contam uma história empolgante de amor e guerra por poder com personagens humanos (ainda que a maioria não o seja) e de perfeita execução. São afinal, uma boa história contada de uma boa maneira. Um espetáculo visual dos mais impressionantes e um exercício de cinema dos mais admiráveis.

Leia AQUI nossa resenha de A Desolação de Smaug, a segunda parte da trilogia.

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