Resenha do site – Maze Runner: Prova de Fogo

maze runner prova de fogoAno passado a adaptação do primeiro livro da saga Maze Runner estreou no Brasil sem muito barulho. Um filme ágil, eficiente, tenso, mas que, ao mesmo tempo, parecia um “melhores momentos” de várias outras produções. O que não o desmerecia.

Calcado na boa interpretação de (quase todos) seus protagonistas adolescentes, Maze Runner: Correr ou Morrer era um filme de fôlego diferente, urgente, com uma edição rápida que não dava tempo para respirar, divertido e empolgante. Claro que, seguindo a ordem natural do cinema atual (e de seus livros), a sequência ficou garantida pelo sucesso e, mesmo com gosto de mashup, o filme era uma grata surpresa em meio a produções que soavam iguais.

Leia nossa resenha de Maze Runner: Correr ou Morrer

Surpresa também terá o espectador que for conferir a segunda parte da saga no cinema: Maze Runner: Prova de Fogo, que estreia esta semana no Brasil. Mas uma surpresa não tão boa. Se o primeiro filme trazia um sem-número de elementos novos em uma história que se apresentava rápida e cheia de suspense, esta segunda parte não consegue acrescentar absolutamente nada nesta mesma história. Já sabemos que alguns membros do grupo conseguiram escapar do labirinto e se depararam com um deserto de areia e uma “conspiração”. Neste segundo filme, estes jovens serão lançados a este deserto e continuarão sem explicação alguma, se limitando a correr, fugir de balas e de vilões.

Muito incomoda em Prova de Fogo. De seus protagonistas sem rumo, à sua história sem história. Da falta de nexo em algumas cenas (“queremos os jovens com vida, mas vamos sobrevoar o acampamento atirando em tudo que se move”) aos diálogos risíveis. Dos protagonistas adolescentes que parecem ter esquecido o talento no labirinto aos protagonistas adultos em suas interpretações caricatas e cartunescas, cheias de caras e bocas e falas de efeito, dignas de vilões de desenhos animados.

Sim. Infelizmente a sensação que se tem ao final das quase duas horas de projeção é a de que o filme não tinha a menor necessidade de existir. O feitiço que era um trunfo (a história rápida) no primeiro longa, parece ter virado contra o feiticeiro-diretor Wes Ball no segundo. Os atropelos e as correrias não deixam espaço para conteúdo e os acontecimentos vão se enrolando como numa bola de neve que desmancha no final da ladeira. Nem os novos personagens chegam a entregar algum conflito ou a serem relevantes para a história, fazendo com que o filme pareça mais um trailer esticado da terceira (e inevitável) parte.

Quando o filme acaba, pouco resta no público de interesse sobre quem ou o quê é a tal CRUEL, o que aconteceu no mundo e porque aqueles jovens estão sendo caçados. A verdadeira prova de fogo é chegar acordado até o final e pergunta que fica é: Essa é mesmo a sequência daquele filme bacana que vi ano passado?

2 comentários

  1. Falou TUDO, parabens.
    Ainda estou arrasado. A saga Maze Runner li assim que chegou no Brasil anos atras, nos primeiros dias que chegou na livraria, vi a capa do 1º e amei.
    O 1º filme é bacana mesmo com as mudanças. Mas Prova de Fogo: INACEITAVEL.
    Aumentaram recursos financeiros pra quê? Usar nas explosões? Só pra isso?
    PFVR, tanta coisa incrivel no livro, as bolas comedoras de cabeça, os raios mais “matadores”, entre outras coisas, E O FINAL, com os verdugos e raios ao mesmo tempo na chuva, de eles entrarem nas capsulas pra sobreviver. Fiquei pipocando enquanto lia. No filme, fiquei ‘-‘ #taSerto.

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