Melissa relança coleção unissex e reforça a pergunta: Como a moda sem gênero pode mudar o guarda-roupas masculino?

Nos últimos meses cada vez mais ouvimos e lemos sobre a questão da moda sem gênero, ou mais comumente chamada de moda genderless. E, como toda novidade, tem gerado muitas críticas e questionamentos. Já falamos AQUI das saias masculinas (que ainda vão demorar um bom tempo pra se popularizar no Brasil) e até dos cabelos coloridos adotados por homens e mulheres.

Primeiro vale destacar que, acima de qualquer estética, vivemos numa era democrática quanto ao vestir e se comportar, ou seja, cada vez mais você pode aparentar ser o que quiser sem que haja padrões muito claros que imponham uma crítica as suas escolhas.

Quer um exemplo? As tão temidas pochetes são hoje artigo de comoção para jovens que pertencem a um grupo chamado hipsters. Aliás, quantos grupos existem? Uma das últimas contagens que tive acesso mencionava mais de 50 classificações: é muita diversidade para querer encontrar-se um padrão normativo.

Vale lembrar também que a roupa já foi igual para homens e mulheres. No Egito, Grécia, Roma e outros povos da antiguidade clássica e oriental ambos compartilhavam “vestidos” e “saias”. E, até hoje, podemos ver tal costume entre os povos do oriente, como acontece com o kurta árabe (uma espécie de túnica) ou o kilt irlandês (um tipo de saia).

Mas, isso não significa que nos próximos meses você terá que usar roupas iguais às das mulheres. Na verdade, você verá, cada vez mais, jovens adotando essa estética para o seu guarda-roupas, ou seja, essa moda vem como uma resposta aos interesses de uma nova geração, chamada de Geração Z, que se refere aos nascidos entre 1991 e 2010, aproximadamente.

Para esse grupo o mundo é visto de uma forma diferente (como para todas as gerações, claro), mas, no que tange os aspectos relativos à gênero eles são muito mais tolerantes e experimentadores. Sua questão mental é “por que não?” – e, assim, permitem-se ousar e inovar.

Focando nesse mercado várias marcas de moda já lançaram produtos sem gênero.

A Melissa aderiu à tendência Genderless

O Genderless está presente na coleção atual, a Wanna Be Carioca e também na próxima coleção, a Dance Machine, a ser lançada em fevereiro deste ano. Seguem alguns modelos que acompanham essa tendência democrática:

Os modelos que oficialmente são declarados como Genderless pela marca são o Oxford Grunge e a sandália Flox (e conta com numeração até o tamanho 44).

O modelo Grunge é um Oxford com um toque moderno, que vem em cores claras (candid colours) e escuras, em plástico brilhante ou fosco. Promete ser o grande coringa da coleção de inverno, já que se adapta a todos os looks. Já pode ser visto em cada esquina no Rio de Janeiro.

melissa oxford

Flox Unissex já é um sucesso

O modelo Flox já está presente por várias coleções, a novidade é que na linha Genderless, que se chama oficialmente Flox Unissex, a numeração aumentou: agora o modelo é vendido até o tamanho 44 e com cores exclusivas (e neutras). Já está nos pés de famosos e formadores de opinião no mundo da moda.

melissa flox

Um modelo extremamente confortável e que pode ser usado por ambos os sexos é a Beach Slide. Com diversas cores disponíveis, algumas em plástico brilhoso e outras em plástico fosco (o que lhes confere aspecto de couro). Seu solado acolchoado é o toque final para tornar a Beach Slide aquele sapato que você não quer mais tirar do pé. Para coroar a neutralidade do modelo, já está à venda uma versão que, além de ser sem gênero, é sem cor: transparente. Mais democrático impossível!

melissa beach slide

Outro modelo que atende o estilo Genderless com muito conforto é a Cosmic. Essa rasteira possuí um côncavo no solado, o que dá a sensação de que o sapato está “abraçando” o pé quando calçado. Disponível em colorações monocromáticas ou em combinação de cores, sua versatilidade vem conquistando adeptos: pode ser usado desde a praia até para um happy hour informal.

melissa cosmic

Jaden Smith e Louis Vuitton

A aclamada marca francesa Louis Vuitton apresentou em janeiro desse ano seu novo garoto-propaganda, o jovem ator e rapper Jaden Smith (filho do ator Will Smith) que estrelou o lançamento da campanha feminina Verão 2016. Isso mesmo, um homem estrelando a campanha feminina. Smith já declarou várias vezes que não vê distinção de gênero entre roupas e não raro é visto usando saias e vestidos com blazer. Foi uma grande aposta da marca que tem mirado num público mais jovem.

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Voltando para o Brasil, outra marca que reascendeu a discussão da moda genderless foi a recém-lançada campanha Outono-Inverno 2016 da C&A. Com o tema “Tudo Lindo & Misturado” a marca sutilmente introduz o assunto no mercado nacional de massa, mas vai pelo viés de uma moda mais democrática e valorização da liberdade de escolhas, afinal, não existe uma linha de produtos sem gênero, mas as experimentações comerciais começam a surgir.

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Imagens do comercial da campanha “Tudo Lindo & Misturado” da C&A

Em síntese, como a moda sem gênero vai afetar o guarda-roupas masculino? A moda genderless é para quem deseja usá-la, não será massificada para todos os guarda-roupas e seu uso não tem relação com condição sexual, qualquer um pode aderir a ela, a final, é uma moda para seres humanos.

VIA e VIA

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4 comentários sobre “Melissa relança coleção unissex e reforça a pergunta: Como a moda sem gênero pode mudar o guarda-roupas masculino?

  1. Jose Carlos disse:

    Haha, legal, as melissas realmente parecem confortaveis, mas precisam vir com acompanhadas do nome MELISSA? ?? Homem não usa esta marca… porque nao com a marca RIDER. .. Dai até eu compraria, sem dúvidas…. mas melissa … assim não da. Que mancada da GRENDENE. .

      • José Carlos disse:

        Olá Fávio, você não acredita que a falta de divulgação na mídia, mais a marca Melissa afugenta quem teria algum interesse nos modelos? Penso que se houvesse uma divulgação, isso por si já diminuiria o fator discriminatório, e seria mais “normal” ver quem usa pelas ruas…. Acho que existe muito preconceito sobre o que é masculino e feminino. As mulheres se acham donas de certas coisas, e abominam a possibilidade de serem desafiadas. Veja que o salto alto foi “inventado” para ser utilizado por homens, pelo rei Luiz 15, e as mulheres tomaram conta… as calças compridas foi “inventada” para os homens, e as mulheres tomaram conta… estas sandálias, estilo gladiador foi utilizada pelos gladiadores nos tempos de Nero… mas as mulheres tomaram conta… e muito mais, os ternos, gravatas, chapéus…. há pouco tempo atrás quiseram tomar conta até das cuecas… lembra-se das “cuecas femininas” isso elas acham lindo… Realmente, creio que precisamos neutralizar um pouco deste pré-conceito utilizado pelas mulheres. Homens também possuem sentimentos, gostos diferenciados… mas são literalmente excluídos quando se trata que algo um pouco mais despojado. Meramente pelo fator “costume”. Isso precisa ser redesenhado. Lembro-me que quando era criança, não podia beijar meus irmãos, pai e nenhum homem, isso era viadisse… hoje já é comum… é necessário acabar com bobagens impostas pela sociedade “feminista”.Uma empresa como esta, com poder de influência teria condições de começar um trabalho assim. Assim como a Alpargatas Havaianas está fazendo com as sapatilhas, que até muito pouco tempo atrás era somente das meninas… A CROCS fez a lição de casa quando lançou os modelos unisex. POis sabemos que um homem NUNCA usa um produto com marca feminina, mas as mulheres não se importam de comprar uma cueca…. Forte abraço.

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