9 vezes que Pokemon Go fez um mundo melhor

A gente tem falado bastante aqui do jogo que tomou conta dos celulares por aí e depois de certa demora chegou ao Brasil.

Tem gente torcendo o nariz, tem gente viciada. O fato é que por onde se anda você vê pessoas jogando. Isso é ruim? Somos da opinião que cada um enxerga apenas o lado que quer dos fatos. Se você quiser pensar que é apenas um jogo bobo para gente alienada, muito que bem, é isso que você vai achar. Mas tem muitas formas positivas de se ver o jogo.

Leia mais: sete jogos no estilo Pokemon Go que gostaríamos de ter 

Já comentamos AQUI que o jogo é apenas o primeiro passo para a popularização da realidade aumentada, mas isso ainda pode parecer muito longe pra muita gente. Que tal então se pensarmos em reais consequências do jogo de forma positiva?

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1- Hospital infantil usa Pokemon Go para tirar pacientes do leito

Um hospital infantil de Michigan, nos Estados Unidos, está mudando a realidade de seus pacientes ao introduzir na rotina deles uma nova atividade. A equipe do C.S. Mott Children’s Hospital apresentou às crianças o game do momento, o Pokémon Go, e atingiu dois grandes objetivos com a novidade: fez os pequenos saírem de seus leitos e começarem a interagir entre si. As informações são do USA Today.

De acordo com JJ Bouchard, gerente de mídia digital do hospital e especialista em vida de crianças, a iniciativa mudou completamente a dinâmica entre os pacientes. Eles, inclusive têm se ajudado, tirando fotos uns dos outros com os pokémons.

Game mudou a rotina dos pacientes

“É uma forma deivertida de incentivar a mobilidade dos pacientes”, disse Bouchard. “Esse aplicativo está levando pacientes a saírem de seus leitos e se locomoverem por aí”.

Crianças tiram fotos umas das outras

Jennifer Griggs disse que ela e seu filho Braylon, de 11 anos, recentemente baixou o aplicativo e começou a tocar no hospital, onde o menino recebe tratamento para um tumor cerebral inoperável.

“Nós começamos apenas tentando tirá-lo do quarto para fazer uma atividade, porque é deprimente ficar no hospital por muito tempo”, disse ela.

Ainda segundo o gerente de mídia digital da Mott Children’s, há várias Pokespots no hospital, incluindo uma estátua de Big Bird que está marcado como um ginásio Pokemon.

Jogo aumenta a mobilidade dos pacientes

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2- Empresas estão contratando jogadores de Pokemon Go

A popularidade de Pokémon GO acaba de ultrapassar a barreira do entretenimento e atingir o âmbito profissional. Aqui no Brasil, pelo menos duas empresas estão interessadas em contratar jogadores que se consideram “Mestres Pokémon” e tenham outras competências não relacionadas com o game.

A GetNinjas, por exemplo, uma plataforma de serviços, abriu uma vaga de estágio nas áreas de Business Intelligence (BI) e performance digital. Um dos requisitos é ser aficionado por Pokémon GO e ter uma Pokédex recheado de monstrinhos. Além disso, o estudante deve estar cursando Engenharia, Matemática ou Física, além de demonstrar interesse em programação, lógica e linguagem SQL. Aqueles que estiverem interessados podem enviar seus currículos aqui.

Outra empresa que está contratando “jogadores profissionais” de Pokémon GO é a startup StarOfService. Especializada na contratação de prestadores de serviços, a empresa de origem francesa quer encontrar pessoas que estejam dispostas a ensinar outros jogadores a se virarem nesse mundo novo dos monstrinhos da realidade aumentada.

Aqueles que forem contratados terão que acompanhar jogadores inexperientes, ensinando-os sobre os conceitos de Pokémon GO e ajudando-os durante essa jornada. Ensinar como aumentar de nível, chocar ovos, capturar Pokémons e batalhar nos ginásios são apenas algumas das atribuições desses profissionais. Aqueles que estiverem interessados em desempenhar essas atividades podem fazer o cadastro no site da StarOfSerive.

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3- Abrigo convida jogadores de Pokemon Go para passearem com cães abandonados

O abrigo para cães Muncie Animal Shelter, em Indiana (EUA), resolveu entrar na onda do game Pokémon Go, e de uma forma especial. Em sua página no Facebook, a organização convidou os jogadores a caminharem com seus animais enquanto caçam monstrinhos pelas ruas.
“Está tentando chocar um ovo ou quer encontrar Pokémons raros? Venha até o Muncie Animal Shelter para andar com um dos nossos cães enquanto você caminha. Apareça no nosso escritório e diga que você está lá pelos ‘cães Pokémon’”, diz o anúncio na rede social.
Jogadores de Pokémon Go aproveitam para passear com os cães do Muncie Animal Shelter
Jogadores de Pokémon Go aproveitam para passear com os cães do Muncie Animal Shelter
Phil Peckinpaugh, o diretor do abrigo, contou que teve a ideia após descobrir que muitas pessoas pela vizinhança estavam “caçando Pokémons”. Ele entrou em contato com Sam Wiser, que trabalha no escritório do prefeito, e conseguiu aprovação para o anúncio.
Desde que foi postado no Facebook, o anuncio já foi compartilhado quase 30 mil vezes.

O anúncio feito pelo Muncie Animal Shelter

O anúncio feito pelo Muncie Animal Shelter
Jogadores de Pokémon Go aproveitam para passear com os cães do Muncie Animal Shelter:
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4- Pokemon Go transformou a vida de um jovem autista que não saía de casa

Adam Barkworth não saía de casa por que passava mal por causa do barulho; agora passa horas na rua e, segundo sua mãe, interage com outras pessoas

Jogo estimulou o jovem a sair de casa, e Adam passa horas em busca dos animais virtuais do Pokémon GoReprodução/BBC

Jogo estimulou o jovem a sair de casa, e Adam passa horas em busca dos animais virtuais do Pokémon Go.
Um jogo para celular que atraiu a atenção do mundo parece ter causado um grande impacto em pacientes com autismo, distúrbio que afeta a interação social, comunicação e comportamento.

A mistura de realidade e ambiente virtual tem ajudado a quebrar muitas das barreiras sociais que pacientes autistas sentem quando estão em público.

É o caso de Adam, um adolescente britânico de 17 anos que passou os últimos cinco anos em casa, jogando um game de guerra, o Minecraft.

Adam não aguentava ficar na rua: começava a tremer e se sentir mal, com dor de estômago. Isso apenas por estar entre pessoas, com barulho, falando alto, segundo a mãe do jovem, Jan Barkworth.

O jogo do Pokémon Go estimulou o adolescente a sair de casa, e Adam passa horas em busca dos animais virtuais. Segundo a mãe, a novidade vem ajudando Adam a interagir com outras pessoas e reforçando os laços com a família.

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5- Pokemon Go ajudou quem estava à procura de emprego

Designer criou um tour para capturar pokémons por Curitiba (Foto: Reprodução Facebook)
Designer criou um tour para capturar pokémons por Curitiba (Foto: Reprodução Facebook)
A febre “Pokémon Go” que conquistou diversos usuários pelo mundo, se tornou uma oportunidade de emprego para o designer curitibano Rogério Oliveira. De olho na novidade, Oliveira, que está desempregado há três meses, criou um tour e leva crianças para caçarem pokémons por Curitiba.

“Há um mês percebi que o jogo não saia da boca das crianças, elas só falavam sobre isso. Conversando com alguns amigos, percebi que os pais não teriam tempo de levar os filhos para caçar os bichinhos. Como estou desempregado, decidi montar esse tour”, explica o designer.

O tour do “Pokémon Go Curitiba” visitará os parques São Lourenço, Tanguá e Tingui. O passeio, que custa R$ 50 reais por pessoa, tem duração de duas horas e atende cinco crianças de cada vez. As saídas diárias são programadas para as 9h, 13h e 16h.

“Os pais agendam o horário e o restante é comigo. Passo buscar, levo as crianças nos locais onde elas podem capturar pokémons e pokebolas e depois deixo em casa. É uma alternativa para os pais que não têm tempo de levar os filhos para passear”, enfatiza Rogério Oliveira.

Rogério Oliveira criou tour para caça de pokémons (Foto: Arquivo Pessoal/Rogério Oliveira)
Rogério Oliveira criou tour para caça de pokémons (Foto: Arquivo Pessoal/Rogério Oliveira)

6- Jovens estão superando a depressão e a falta de socialização com o jogo

Para jogar “Pokémon Go”, você precisa sair de casa e passear por aí caçando os monstrinhos com o celular. Mas o que parece corriqueiro para algumas pessoas pode ser um desafio enorme para outras. É o caso do estudante universitário Gi Conagher, de Cachoeiro de Itapemirim (ES), que sofre de depressão e ansiedade, mas que, motivado pelo jogo, passou a sair de casa para caçar Pokémon.

“Quando saiu aqui, eu logo quis sair de casa para jogar, mas eu comecei por volta das 9h da noite. Sair de noite estava fora de questão pra mim”, contou Conagher, que estava preocupado com o perigo de um assalto e também com o que iria dizer para os pais. “Mas no dia seguinte, assim que acordei, saí de casa”.

“Eu me interessei desde que anunciaram o jogo, sempre gostei de Pokémon, desde pequeno”, disse o treinador, falando sobre os primeiros momentos com o game. “Os Pokémon que eu achei nem eram tão raros (os fatídicos Zubats), mas foi maravilhoso. Porque eu percebi que eu era capaz de muito mais do que eu pensava, entende?”.

“Por causa da depressão, eu me sentia completamente incapaz de sair na rua. Não tinha ânimo nenhum, me sentia mal se tivesse que sair do quarto. E eu estava ali, andando por vontade própria, por causa do jogo. Me deu mais esperança em mim mesmo!”

Reprodução

Depoimento de Gi Conagher no Facebook já foi compartilhado mais de 2,4 mil vezes

Após passar o dia jogando, Gi resolveu comentar sobre a experiência com “Pokémon Go” no Facebook, rebatendo críticas feitas sobre a “alienação” dos jogadores na rede social. O comentário, postado na noite de 4 de agosto, já foi compartilhado mais de 2,6 mil vezes. Conagher diz que não imaginava toda essa repercussão. “Foi uma surpresa muito boa ver que o jogo tem esse efeito positivo em mais pessoas!”

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7- Pokemon Go estimula os jogadores a conhecer a cidade e frequentar novos lugares, passeios em família, além de promover interação e a possibilidade de conhecer novas pessoas

Na quinta feira após o lançamento do jogo no Brasil o site G1 foi até dois pontos de São Paulo para conferir se o game estava fazendo o sucesso esperado. No Ibirapuera, maior parque da capital paulista, mais de 50 jogadores se concentravam em uma praça próxima à Oca e ao lado do planetário. O motivo? A quantidade de PokéStops. Esses locais garantem itens de graça, mas mais do que isso, eles podem ser equipados com “lures”, iscas que atraem muitos pokémons para todos que estiverem por perto.

Tinha gente que foi sozinha, mas acabou conhecendo vários treinadores; amigos de férias; casal de namorados; professor de inglês que usou a hora do almoço para caminhar e caçar monstrinhos; e até mãe e filha que aproveitaram a mania para passear com os cachorros pelo parque.

E eles têm toda a razão. Além de aproveitar uma belíssima tarde ao ar livre no inverno de SP, a reportagem do G1 conseguiu engrossar seu bestiário com 15 novos pokémons e atingir o nível 5. Aqui é Team Mystic. Ginásio da Ponte Estaiada? Estamos chegando.

Mais de 50 pessoas jogavam 'Pokémon Go' no Parque do Ibirapuera, em SP, na quinta-feira (4) (Foto: Reprodução/G1)Mais de 50 pessoas jogavam ‘Pokémon Go’ no Parque do Ibirapuera, em SP, na quinta-feira (4) (Foto: Reprodução/G1)

Cidade pokémon
Nem a correria da Avenida Paulista espantou os treinadores, que aproveitavam o horário de almoço e o deslocamento até o trabalho para capturar algumas criaturas. Por toda sua extensão – do Paraíso à Consolação – foi fácil ver pequenos amontoados de pessoas com as cabeças baixas olhando o celular e agitando os dedos descontroladamente para cima sobre as telas, na tentativa de acertar mais uma pokébola.

O técnico de suporte William Di Biasi Bogik, de 20 anos, trabalha na região da Paulista e aproveitou umas esquina entre dois PokéStops para atrair mais monstrinhos. Ele conta que os Zubats são os mais comuns por ali – fato testemunhado pela reportagem do G1.

Para o lojista Douglas Ferruci, 22, é engraçado encontrar tantos treinadores pela rua. “Todo mundo mexendo no celular e as pessoas ficam olhando. E às vezes você aponta a câmera na cara de alguém e a pessoa se assusta”. Para ele, a maior graça do jogo é andar em grupo, e por isso já até confirmou presença em um evento organizado no Facebook para caçar novos pokémons.

Já o administrador Hiro Matsunaga, também de 22 anos, gosta de como o jogo o leva a lugares diferentes. “Onde a gente vai, o aplicativo já mostra monumentos e lugares culturais. Hoje mesmo já passei pelo Anhangabaú, pela Frei Caneca e agora estou aqui na Paulista, e já peguei vários itens e pokémons”.

Considerando o risco de assaltos – um jovem perdeu o celular na Paulista na quarta (3) – Matsunaga toma alguns cuidados. “Eu coloquei o celular no silencioso, para não chamar a atenção, e diminuí a luminosidade da tela. Também tento sempre sair só com amigos, nunca sozinho”.

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8- O game estimula o aprendizado e a capacidade de desempenhar várias tarefas ao mesmo tempo

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Os dez principais benefícios que o Pokemon Go pode trazer para o aprendizado são:

  1. Capacidade de foco: ao entender e comparar o poder de cada Pokemon, fazer as capturas, treinamento e evolução de cada um dos seus capturados.

  2. Tomada de decisão: capturo o Pokemon disponível inicialmente logo ali frente ou aguardo, já que um Pickatchu pode estar logo à frente?

  3. Relação causa–consequência: para chocar um ovo Pokemon, você tem que andar os km correspondentes a ele. Ficou parado? Seu Pokemon não vai nascer tão cedo!

  4. Paciência:  a incubadora só guarda um ovo por vez – enquanto aquele ovo não abrir, não é possível colocar outro no lugar.

  5. Esforço e persistência – para evoluir seu Pokemon, é preciso o “doce” daquela espécie. E para aumentar o poder de combate é preciso investir Stardust, que você ganha capturando Pokemons. Sem esforço, você não sai do lugar.

  6. Planejamento: qual a melhor estratégia para atingir níveis acima daquele em que se encontra no momento. Uso meus Stardusts agora ou aguardo um Pokemon que valha o investimento?

  7. Estratégia e organização – quando você coloca um Pokemon em um estádio para defendê-lo, você não pode mais utilizá-lo. Ele ficará indisponível para outros usos durante as batalhas.

  8. Trabalho em equipe – para participar das batalhas, você precisa pertencer a uma equipe: azul, vermelha ou amarela. Ninguém ganha batalhas com benefícios somente para si, mas para toda a equipe. Quando você adiciona Lure em algum Pokestop, todos os que passarem por lá se beneficiam, pois mais Pokemons serão atraídos para o ponto.

  9. Capacidade de lidar com frustração – depois de andar os quilômetros necessários para que um Pokemon possa nascer, você pode perceber que chocou apenas uma Magikarp, considerada fraca, tadinha! ☺

  10. Auto controle – sim, o jogo tem um alto nível de atração e envolvimento. Eis uma excelente ferramenta para ensinar seu filho o auto controle. Parar de jogar nos horários ou depois do tempo combinado é um desafio que vai ajudar em outros momentos da vida, principalmente na vida escolar.

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9- O game promove os exercícios e está tirando gente sedentária do sofá

“Acho que, pela primeira vez, um jogo de celular vai ajudar meu filho a praticar mais atividades ao ar livre”, diz Renato Aragão, empresário. Renato estava esperando o jogo chegar ao Brasil desde o lançamento. “Até os adultos querem participar”.

O benefício para os pequenos é inédito e poderoso. Pelo mundo todo, surgem relatos de crianças que finalmente saíram do sofá e foram a caça dos Pokémons ao ar livre.

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A mecânica do jogo exige muita caminhada. Tanto para achar as criaturas quanto para evoluí-las, ou encontrar outros acessórios escondidos pela cidade.

Um exemplo: além dos Pokémons você pode coletar Ovos. Estes Ovos precisam ser chocados, para enfim nascerem e incrementarem sua coleção. A única maneira de chocá-los: andando. O jogo tem um sistema de monitoramento de passos e é ligado ao GPS do seu celular. Em média é necessário caminhar cinco quilômetros para chocar seu Ovo!

Todo mundo está virando caçador de Pokémons, não importa a idade. Elisângela, analista de marketing de 36 anos, sem filhos, já baixou o aplicativo. “Quando vi já tinha capturado 12 deles durante minha caminhada matinal”, diz Elisângela, que também esperava o aplicativo há semanas. “Estava ansiosa porque via o mundo inteiro nesta brincadeira e o Brasil ainda não estava no mapa”.

O jogo, que faz você caminhar também é um bom exercício mental e de interação social. São esperados o surgimento de “points de caça”, onde jogadores se uniram na caçada no mundo real.

São aproximadamente 150 criaturas para colecionar e o fabricante do jogo – Nintendo – promete lançar mais, aos poucos. São muitos passos até lá, e quem quiser virar um grande treinador de Pokémons com certeza pode dar adeus ao sedentarismo.

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Um pensamento sobre “9 vezes que Pokemon Go fez um mundo melhor

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