“And the Oscars goes to.. La La Land”… só que não. 2017: o ano da maior (e mais inaceitável) gafe do Oscar

Em 2017 a entrega daquela que hoje é a maior premiação do cinema mundial completou sua 89ª edição. A Academia de Cinema de Hollywood, fundada em 1929, entrega desde então anualmente os prêmios mais importantes da sétima arte.

É de se pensar então que eles sabem o que estão fazendo, certo? Bom, até hoje pareciam saber.

No que se tornou a maior gafe da história das cerimônias, o prêmio de melhor filme do último domingo foi entregue ERRADO, ao vivo, para o mundo todo.

Faye Dunnaway e Warren Beaty subiram ao palco, envelope em mãos, para entregar o prêmio mais esperado da noite. Em comemoração aos cinquenta anos do filme Bonnie & Clyde os atores anunciaram os indicados novamente e anunciariam o grande vencedor da noite.

oscar-2017

Depois de 14 indicações e já ter garantido seis prêmios, muitas apostas estavam em La La Land. Beaty então abriu o envelope e soltou o “And the Oscars goes to…”… e suspense. Olha par o envelope, olha para a platéia, olha para Dunaway… ela pega o envelope, olha para ele e lê: La La Land.

Gritos, comoção, produtores, elenco e diretor do longa sobem ao palco e começam os agradecimentos. Um burburinho começa atrás de Jordan Horwitz, produtor que está agradecendo. Algo não está certo… alguém chama Horwitz de lado, lhe diz alguma coisa. E ele corrige o erro apontando para a platéia: “Houve um engano. Moonlight, vocês ganharam melhor filme”. Mais gritos, mais comoção, a cara impagável de Damien Chazelle (diretor de La La Land) e a equipe de Moonlight sobe ao palco para agradecer.

damien-chazelle

O que aconteceu foi que o envelope que Beaty tinha em mãos era o de melhor atriz, e que tinha escrito “Emma Stone, La La Land“. Seu suspense antes de ler não foi para “criar um clima”, mas era uma dúvida genuína. Mesmo assim, os atores veteranos leram.

Imediatamente (mas ainda assim tarde demais) alguém nos bastidores percebeu o erro e o corrigiu, após encontrarem o envelope correto, que foi mostrado por Horwitz para a plateia.

É inacreditável que a maior premiação do cinema cometa um erro tolo e amador destes justamente em sua categoria principal. Não era a primeira vez que a festa estava sendo apresentada nem a primeira vez que a PricewaterhouseCoopers cuidava dos envelopes, então todo mundo ali sabia exatamente o que estava fazendo.

A PwC aliás, já divulgou um comunicado admitindo a culpa pelo erro e confirmando que entregara o envelope errado. Pediu desculpas públicas aos envolvidos. Mas e como fica a moral do Oscar? Como fica para La La Land que teve segundo de vitória e saiu do palco com cara de tacho?

Claro que Horwitz manteve a elegância e entregou o troféu aos reais vencedores, mas convenhamos: esperar mais de três horas para ver uma gafe de tamanho amadorismo é absurdo. Se muita gente já questiona a relevância o Oscar, premiando cada vez mais filmes esquecíveis, desta vez ficou realmente feio. Desrespeito com os filmes, com o público da cerimônia e com os fãs de cinema.

Ano que vem que coloquem Meryl Streep lendo a lista dos indicados que tudo se resolve em 10 minutos sem medo de gafe e sem esse vergonhoso fim de festa que testemunhamos no último domingo. No Ano em que a política venceu a qualidade o que vai entrar pra história não é quem foi ou não vencedor (já que Moonlight é mais um pra lista dos filmes esquecíveis), mas a gafe do ano em que anunciaram o maior prêmio de cinema errado.

 

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