Resenha do site – Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

valerian.jpgImagine que Star WarsPequenos Espiões tiveram um filho que sofre de hiperatividade. Conseguiu? Então você pode ter uma mínima ideia do que é Valerian e a Cidade dos Mil Planetas.

Adaptado da HQ franco-belga Valerian e Laureline,  publicada desde 1967, o novo filme do roteirista e diretor Luc Besson (de longas como O Quinto Elemento, Lucy O Profissional) ultrapassa todas as barreiras do que a imaginação permitia: diversos planetas, civilizações, armas, línguas, seres, galáxias… tudo é elevado à enésima potência numa aventura multicolorida e sim, hiperativa.

Na história, Valerian e Laureline são agentes especiais intergaláticos a serviço do governo da Federação das Galáxias (sim, você vai precisar se acostumar com esse tipo de coisa se quiser ver o filme). Ambos vivem entre tapas e beijos enquanto recuperam artefatos misteriosos em universos e dimensões paralelas. Quando são enviados pelo Comandante da Federação para uma “zona morta” a aventura toma verdadeiro fôlego e mentiras e mistérios intergaláticos serão revelados.

Sim, existem muitos segredos, mistérios e, aqui e ali uma civilização brilhante ou outra estranha. Tudo isso faz parte do universo de Valerian que por vezes soa como uma sequência anabolizada de O Quinto Elemento, longa de Besson que em 2017 completa 20 anos e no qual você vai precisar mergulhar de cabeça se quiser se divertir.

Valerian, o personagem, é uma mistura de James Bond com Indiana Jones que entre um tiro e um pontapé dá uma piscadinha para a mocinha. É  verdade que Dane DeHaan tem a sensualidade de uma cebola e mais parece uma criança de 14 anos (e talvez aí esteja boa parte da graça), mas o ator incorpora como ninguém o ar canastrão de seu personagem, fazendo com que ele seja muito do que faz o longa valer a pena com cantadas de quinta e sorrisinhos atravessados. Cara Delevingne ao seu lado adiciona mais beleza que talento, mas não atrapalha. As participações especiais de Clive Owen, Ethan Hawke e Rihanna só contribuem para a diversão.

O diretor e roteirista já afirmou que o segundo filme já está escrito e que o terceiro com roteiro quase finalizado. Um dos projetos mais ousados de Besson, Valerian custou $180 milhões de dólares e demorou sete anos para ser desenvolvido e outros dois para ser editado. Ainda não se sabe se estes outros dois filmes sairão do papel. Tudo vai depender da resposta do público em geral a esta primeira aventura. Mas o longa tem tudo para ser uma série extremamente divertida e inaugurar um novo universo no cinema.

É bem verdade que o filme se torna um pouco longo, que ali dentro daquelas pouco mais de duas horas existem mundos, povos e conteúdo para pelo menos uns cinco filmes. Mas talvez justamente por esta diversidade que Besson coloca na tela que o encantamento é tão fácil e talvez a ideia seja justamente apresentar estes tantos mundos que serão desenvolvidos em novos filmes. Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é um filme para o público que vai ao cinema assistir Vingadores, que chega em casa e passa horas em frente ao video game, mas que também gosta de uma boa história. Valerian é, no fim das contas, um filme característico de seu tempo: rápido, ágil, impaciente e que faz mil coisas ao mesmo tempo.

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