Sobre Pabllo Vittar, Freddie Mercury, Tetê Espíndola e a intolerância burra na internet

*Recebemos este texto de um leitor que pediu para não ser identificado, mas que não aguenta mais as comparações e reclamações ridículas sobre Pabllo Vittar

Não estou aqui para discutir gostos musicais, mesmo por que eu tenho os meus e você tem os seus. Não estou aqui para discutir quem é bom e quem é ruim, mesmo por que não tenho formação musical para isso. Não estou aqui para defender este ou aquele. Afinal, quem sou eu? Sou apenas um professor com algumas especializações e um mestrado em fase final na área de língua portuguesa, essa mesma: a sua, a qual você deveria compreender e interpretar muito bem, inclusive nas entrelinhas. Estou para tentar alinhar alguns pontos que, creio eu, estão soltos por uma máquina chamada evolução. Vamos ao nosso dedinho de prosa? Aceite somente se você quiser um diálogo, porque monólogo eu já estou farto, se não aceitar: obrigado pela visita e te esperamos em breve para uma nova viagem.

Que bom que você continuou, mas lembre-se: a curiosidade matou o gato.

Somos uma nação alicerçada em muitas conquistas, no entanto, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais. Sim, você lembrou? Que boa memória musical você tem. A grandiosa e saudosa Elis Regina, que ganhou um filme até, acesse a resenha aqui. Saudades da Regina, com suas músicas marcantes, com suas músicas profundas, com sua voz aguda (ops!).

A Regi (somos íntimos), me fez recordar do Ney,  da Tetê (omg wtf!). Você se lembra da Tetê? Eu me lembro muito bem e você devia se lembrar também, afinal, está escrito nas estrelas. E o que dizer do Edson Cordeiro? (ah, você não sabe quem são? Sorry baby!). E aqui eu poderia escrever laudas e laudas sobre a música brasileira, o jeito brasileiro. Mas não vou. Não tenho tempo pra isso (eu faço mestrado, lembra?). O que eu quero é lhe falar algumas verdades bem na sua cara, porque, às vezes, nos falta um chacoalhão que nos faça encarar a realidade (quisera eu ter essa oportunidade nos anos que me são saudosos).

Amiga(o), não quero, em hipótese alguma, declinar o que você deve ou não ouvir. O que eu quero é que você compreenda que não vivemos como nossos pais, não estamos numa era em que Freddie, Russo, Regina ou Ney estão entre os top 10 da rádio que você ouve. Só quero lhe pedir, com as sandálias da humildade, que você aceite a evolução. Que você aceite o funk (aqueles que não colocam as mulheres em situação vexatória), o Luan, o(a) Pabllo, a Si & Si (não sei o nome delas, sempre me lembro do Tolkien, mas creio que não tem relação), a Anitta, a Valesca, a Ludmilla, a Karol e todos os outros que você possa nomear (minha lista acabou).

Não importa do que você gosta, o que importa é que quando você for julgar, você se lembre que não vivemos como nossos pais, que de voz estranha nós já fomos abraçados (taí Tetê que não me deixa mentir), lembre-se de todo um histórico antes de apontar. Se todos foram bons? Quem sou eu pra julgar? Não tenho formação na área musical. O que eu sei é que o que eu gosto você não precisa gostar, basta respeitar (a não ser que você seja meu vizinho, porque aqui a música e pra todo condomínio ouvir).

Por hora, beijos na face, na face, baby (porque o face é pros fracos).

Ass.: A sinceridade (você não quer, mas a qualquer hora ela chegará até você).

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