‘1917’ e outros 5 filmes de “um take só”

O longa do diretor Sam Mendes sobre a Primeira Guerra Mundial vem conquistando prêmios e público mundo afora, é um dos favoritos no Oscar 2020 mesmo antes das indicações oficiais e saiu vencedor do Globo de Ouro na categoria de melhor filme de drama.

O fato de o diretor ter criado um filme de guerra “em um take só” é o grande diferencial de 1917. O filme cria a ilusão de que toda a história é contada em uma cena contínua, gravada de uma vez só. Mas trata-se apenas de uma ilusão.

Existem sim cineastas que criaram filmes de um único take, como mostra ESTA LISTA do IMDB, mas nós vamos citar aqui cinco que podem ou não ter feito isso, mas que ao menos passam para o público a ilusão de que sim, o longa todo foi gravado de uma única vez.

Festim Diabólico (1948)

O suspense com toques homossexuais do diretor Alfred Hitchock só não é realmente em um único take por dificuldades técnicas, já que os equipamentos da época só permitiam a gravação de no máximo 10 minutos de rolo de filme. A saída foi esconder os cortes e fazer com que tudo pareça uma coisa contínua de suspense crescente.

Birdman (2014)

O longa do diretor Alejandro Gonzáles Iñárritu conquistou público e crítica e saiu do Oscar de 2015 com 4 estatuetas, incluindo a de melhor filme. Na história acompanhamos a loucura de um ator que fez sucesso com um personagem no passado e tenta superá-lo.

Leia nossa resenha

A Arca Russa (2002)

Realmente gravado em um único take, A Arca Russa é um exercício inimaginável de cinematografia. Em 96 minutos mais de 2000 atores estão em cena, com três orquestras tocando ao vivo enquanto passeamos pelo palácio de inverno Russo (Hermitage Museu) conhecendo mais de 300 anos de história da Rússia.

A Casa (2010) / A Casa Silenciosa (2012)

Tanto o longa original uruguaio quanto o remake norteamericano afirmam ter sido gravados em um único take para capturar o terror em tempo real de uma mulher em uma casa assombrada supostamente baseado em faros reais. No entanto, se suspeita que ambos os filmes tenham cortes escondidos.

1917 (2019)

(center) George MacKay as Schofield in 1917, co-written and directed by Sam Mendes.

O longa do diretor Sam Mendes esconde seus cortes de forma imperceptível e cria uma história única dentro da Primeira Guerra Mundial. Como os personagens permanecem pouco tempo no mesmo lugar e praticamente tudo acontece a céu aberto foi necessária muita coreografia para que a coisa toda funcionasse. Veja no vídeo abaixo um pouco de como foram as filmagens:

Os indicados ao Oscar serão divulgados nesta segunda-feira com transmissão ao vivo no instagram do Pausa Dramática.

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