Resenha do site: The Old Guard

Não tem como assistir a The Old Guard e não pensar em um filme da Marvel. Por outro lado, não tem como comparar The Old Guard com um filme da Marvel.

Sim, é isso mesmo. A ação envolta em superpoderes remete imediatamente a um dos filmes de herói da franquia. Mas ao mesmo tempo, o filme não poderia ser mais distante de qualquer longa do MCU.

A adaptação da HQ de Greg Rucka que estreou este final de semana na Netflix tem coragem de fazer algo que a casa do Homem de Ferro nunca teve: colocar à frente da batalha como protagonistas duas mulheres (uma delas negra) e um casal de homens gays. Se em mais de 20 anos de MCU isso nunca aconteceu, The Old Guard vem para reparar um erro. Além de, claro, dar mais profundidade a seus 5 personagens principais que a de todos os heróis da Marvel juntos.

Na história, Charlize Theron lidera um grupo de “supersoldados” que são imortais. Ao longo dos séculos eles vêm travando batalhas para salvar povos e (dizem) a humanidade. Quando uma nova supersoldado aparece, eles terão que se unir contra uma mega corporação que quer replicar seu DNA.

O roteiro não é dos mais complicados e, ainda assim, é bem acima da média dos filmes de ação em geral: diverte sem emburrecer e é inteligente sem filosofar demais. Uma coisa entre Velozes e Furiosos (que não requer cérebro pra ser assistido) e Interestelar (que mesmo na 18ª vez que assistir você não entende completamente).

The Old Guard consegue ainda algo que parece impensável no cinema: agradar todos os públicos. Desde o cara hétero fã de pancadaria (e que ovula ao ver duas mulheres lutando), até a mulher que consegue se ver representada como heroína, passando pelos gays, negros e até mesmo o povo mais metido a cult.

Com um elenco de primeira, que além de Theron (vencedora do Oscar por Monster e indicada por Terra Fria e este ano por Bombshell) tem Chiwetel Ejiofor (indicado ao Oscar por 12 Anos de Escravidão), Kiki Layne (de Se a Rua Beale Falasse) e Marwan Kenzari (o Jafar da nova versão de Aladdin), The Old Guard consegue entregar ainda uma das declarações de amor mais lindas dos últimos tempos.

Ação na medida certa, elenco certeiro, bons personagens (é fácil imaginar spinoff de qualquer um deles), potencial de franquia, boa história… The Old Guard é um dos filmes mais bacanas do ano, principalmente em um ano tão estranho no cinema como estamos vivendo. Aliás, quando será que veremos Mulan, Mulher Maravilha 84 e Viúva Negra?

2 comentários em “Resenha do site: The Old Guard

Adicione o seu

  1. no limite do amanhã é abertamente inspira… copiado de All You Need Is Kill… esse só pude pensar em Ajin também… guerreiros imortais usados como cobaias …

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: