Resenha de série: Nasce Uma Rainha

Drag queens recebem alguém para ser transformad@. Na abertura do programa, elas se apresentam. Roupa, cabelo, maquiagem, performance: @ participante se tornará uma linda drag. Ao longo do episódio, a história pessoal deste participante vai sendo contada com depoimentos em estilo documental e as próprias drags também fazem comentários para a câmera. Uma das drags se encarrega da coreografia da apresentação final, a outra da maquiagem ou da roupa. Em um cenário exuberante, o tom emocional fica forte, às vezes rolam algumas lágrimas. No final, @ participante transformd@ faz um lindo show de drag para convidados e familiares.

É bacana né? Pois então, isso é Drag Me As a Queen, um reality show original apresentado por Ikaro Kadoshi, Rita Von Hunty e Penelope Jean no canal E! há 3 anos. São duas temporadas em que o programa é exatamente como descrito acima.

Rita Von Hunty, Ikaro Kadoshi e Penelope Jean em Drag Me As a Queen da E!

Mas este post não era pra falar de Nasce Uma Rainha da Netflix? Pois é. Você percebeu por que comecei falando de Drag Me as a Queen? Se você já assistiu à atração da Netflix entendeu bem por que estou falando de outro programa: porque ele é uma cópia exata do reality da E!.

Se Gloria Groove ficou de fora de Drag Me as a Queen (ficou em quarto lugar na seleção e acabou gravando o tema de abertura), ela não parece ter hesitado em fazer parte da cópia, ao lado de Alexia Twister.

LEIA MAIS: reality transforma mulheres em drag queen e esbanja emoção

Alexia Twister e Gloria Groove em Nasce Uma Rainha da Netflix

No entanto, Nasce Uma Rainha tem diferenças relevantes (mas não o suficiente) com relação a Drag Me as a Queen:

O dinheiro da Netflix: a nova produção claramente tem um orçamento maior.

As apresentadoras: se Ikaro, Penelope e Rita se mostram humanas e sabem que a convidada é sempre a estrela maior do programa, Gloria e Alexia são o oposto: demonstram o tempo todo querer aparecer mais que o convidado. Na atração da Netflix fica claro quem são as estrelas do programa: as apresentadoras.

A emoção: Drag Me as a Queen transborda emoção, facilmente choramos com a convidada e Ikaro nos programas. Já Nasce Uma Rainha soa maniqueísta e raso. Mesmo os depoimentos dos convidados parecem ensaiados.

No fim, fica bastante claro que o formato de Drag Me as a Queen foi mastigado para o público-padrão Netflix: de fácil entendimento, com estrelas pop e prontinho pra viralizar. Por isso mesmo, Nasce Uma Rainha parece só uma cópia mal feita de Drag Me as a Queen.

Veja o trailer de Nasce Uma Rainha:

Assista ao primeiro episódio de Drag Me As a Queen:

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