30 curiosidades para celebrar os 30 anos de ‘Edward Mãos de Tesoura’

No início de dezembro de 1990 estreava nos cinemas americanos um filme que hoje é considerado um clássico moderno.

Edward é um tímido jovem criado por um inventor que o deu lâminas ao invés de dedos. Essa estranha e obscura família se vê em desgraça quando o “pai” de Edward vem a falecer. Vivendo em completa solidão, o excêntrico garoto é acolhido por uma família do bairro, que logo descobre seu dom artístico de fazer esculturas com as próprias “mãos”. Tim Burton, roteirista e diretor do longa, inspirou-se nos contos de fadas para criar uma fábula particular que se relacionasse com sua estranha e fantástica personalidade.

Então que tal relembrar o filme com 30 curiosidades sobre a produção? E se você quiser assistir novamente, ele está disponível no Disney+.

Curiosidades sobre Edward Mãos de Tesoura

1. Considerado como um filme para público restrito, foi lançado comercialmente nos EUA no dia 9 de dezembro de 1990 em apenas dois cinemas. No entanto, seu sucesso inesperado fez com que fosse levado ao grande público (e ao mundo). O resultado: uma bilheteria surpreendente — mais de US$ 86 MILHÕES arrecadados, segundo o iMDB.

2. Ao pensarmos em Edward, Johnny Depp automaticamente surge em nossas mentes. Mas, antes dele, vieram Tom Cruise, Jim Carrey, Robert Downey Jr. e até mesmo o rei do pop, Michael Jackson. Sim, todos esses chegaram a ser cogitados para o papel (e, reza a lenda, o favorito de Burton era mesmo Michael Jackson).

3. Edward é um personagem praticamente mudo. Durante todo o filme, ou seja, 1 hora e 45 minutos, Edward fala apenas 169 palavras.

4. A última atuação no cinema do ator Vincent Price (1911–1993) foi em Edward Mãos de Tesoura. No filme, sua participação se encerra com a morte de seu personagem. Tim Burton muito o admirava — tanto que realizou o curta Vincent (1982), inspirado e narrado pelo próprio ator.

5. Tim Burton já revelou: considera Edward Mãos de Tesoura o seu melhor filme. Foi indicado ao Oscar de melhor maquiagem.

6. As cicatrizes no rosto de Edward vão se modificando em tamanho e profundidade ao longo do filme. A maquiagem levava cerca de duas horas para ficar pronta.

7. Robert Smith, vocalista da banda The Cure, foi convidado por Tim Burton para compor a trilha sonora do filme (e acabou inspirando o cabelo do personagem). Como nunca havia ouvido falar no diretor e estava ocupado gravando o disco Disintegration, acabou recusando a proposta. Danny Elfman, que já havia trabalho com Burton em As Grandes Aventuras de Pee-Wee (1985), aceitou o convite e passou a acompanhar o diretor na produção de outras trilhas sonoras.

8. O bairro onde a história se desenvolve é real. Está localizado nos arredores de Tampa, na Flórida (EUA). Para serem realizadas as filmagens, todas as casas foram pintadas e os moradores, hospedados em um hotel. A vizinhança foi inspirada em Burbank, cidade natal de Tim Burton.

9. Inicialmente, o filme foi idealizado como um musical.

10. O visual de Edward é uma referência direta ao sonâmbulo imortalizado por Robert Wiene em O Gabinete do Dr. Caligari (1920), filme referência do movimento expressionista alemão e clássico do cinema mudo.

11. O longa foi o marco inicial da sequência de produções Burton-Depp: em 1994 veio Ed Wood, seguido por A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999), A Noiva Cadáver (2004), A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005), Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007), Alice no País das Maravilhas (2010) e, a oitava e mais recente parceria, Sombras da Noite (2012).

12. Antes de começar as gravações, Johnny Depp precisou perder 11 kg para o papel. 

13. Sua performance como Edward apareceu na lista dos 100 melhores personagens de filmes, da revista “Première”.

14. O ator chegou a ficar noivo de Winona Ryder, atriz com quem formava par no filme.

15. O relacionamento acabou e ele quis desaparecer com a tatuagem feita para atriz. O que antes era Winona Forever, virou Wino Forever (Para sempre bêbado).

16. Johnny Depp recebeu sua primeira indicação ao Oscar em 2004, por “Piratas do Caribe”. Ele venceu o Globo de Ouro por sua atuação no filme “Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet”.

17. Depp se apresentou no Rock in Rio, em 2015, com sua banda Hollywood Vampires. Em maio de 2016, o ator saiu em sua primeira turnê pela Europa.

18. A fantasia usada nas gravações era mortal, mas não do jeito que você esta pensando. Apesar das mãos de tesoura de Edward representarem um desafio – por exemplo, quando você tenta coçar o nariz – o calor combinado com o material da vestimenta, couro, foram os verdadeiros assassinos. Na cena em que Edward corre de volta para sua casa, Depp realmente entrou em colapso devido às temperaturas extremas. 

19. As mãos de tesoura usadas por Depp no filme eram de plástico. O ator chegou a levar um par das luvas para casa para treinar. Havia ainda outro par, que cortava de verdade, para os planos fechados do filme, quando as tesouras “esculpiam” as árvores.

20. Esse foi um filme muito íntimo para Burton. O diretor fez ligações do filme com alguns elementos de Frankenstein, na cena em que Edward vai de encontro com os moradores locais, e com os seus próprios sentimentos de onde cresceu em Burbank, na Califórnia. Foi neste período de alteridade de sua vida que ele teria começado a desenhar o personagem que veio a se tornar Edward.

21. As icônicas Mãos-de-Tesoura compartilham uma conexão com os filmes “O Exterminador do Futuro” e “Jurassic Park”. Stan Winston foi um criador de efeitos visuais para filmes e televisão, dentre seus trabalhos mais conhecidos temos o T-800 de O Exterminador do Futuro, os dinossauros de Jurassic Park, e seu trabalho em Alien, pelo qual ganhou um Oscar. Foi Winston quem realmente deu à Edward suas mãos de tesoura. Antes de ver o esboço que ele teria feito, Burton havia imaginado apenas um personagem com “peças longas e afiadas de metal que estariam inacabadas”. O diretor do longa ficou muito satisfeito com o resultado, e esta dupla se reencontrou mais tarde em outras duas obras: Batman O Retorno e Peixe Grande.

22. Um dos integrantes de ‘Backstreet Boys’ participou do filme. Mesmo sem ser mencionado nos créditos , Nick Carter da banda Backstreet Boys confirma que ele é o pequeno menino loiro que brinca no “Slip & Slide” no início do filme. 

23. A maior parte dos personagens foi baseado em alguém na vida real. O filme foi escrito em conjunto com Caroline Thompson. Depois que Burton mostrou seu desenho inspirador para o filme, ela escreveu cerca de 70 páginas que, essencialmente, vieram a se tornar o roteiro do filme. Todos os personagens teriam sido baseados em pessoas que Caroline conhecia de um bairro suburbano, obviamente com exceção de Edward. Ela diz que Edward era sua carta de amor para Burton, mas muitos dos atributos do personagem teriam sidos baseados no seu próprio cão.

24. De acordo com Bo Welch, desenhista do filme, os memoráveis arbustos que Edward esculpe foram criados no departamento de arte. Todos os animais tendem a ser fantásticos, Welch diz. Eles foram construídos a partir de armaduras de aço leve, e envoltos em arame antes de serem recheados com um verde artificial. Mas querem saber o que era real? Os cortes de “cabelo” feitos nos cachorros. Na época não existia tecnologia suficiente para fazê-los de forma digital.

25. A cena que as mulheres servem Edward de diversas comidas foi repetida diversas vezes. Ao final, Depp vomitou boa parte.

26. A versão “mãos de tesoura” de Edward é na verdade sua versão incompleta. O inventor pretendia colocar as mãos e deixá-lo completamente humano, mas acaba morrendo antes de conseguir.

27. Quando vemos o castelo ao fundo da cidade a imagem é uma montagem com uma pintura que mostra a colina e o castelo. Mas quando vemos a imagem no reflexo do espelho do carro, é uma miniatura refletida.

28. Fica claro ao longo do filme que Edward na verdade não é humano, mas um robô criado pelo inventor, que se mostra capaz de amar.

29. O final do filme faz referência ao final de Frankenstein, onde a população vai à caça da criatura.

30. Classificado como um “conto de fadas moderno”, o longa é uma crítica à sociedade preocupada com as aparências. Assim como Edward é “feio por fora mas bonito por dentro”, a cidade e as pessoas que moram nela são “bonitas por fora mas feias por dentro”, levantando a questão de que, na sociedade, as aparências importam mais que a essência.

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