Resenha do site: Elvis

Quando pensamos em cinebiografias de astros da música, frequentemente nos deparamos com histórias de superação, de desafios ou de barreiras sociais. O que não é exatamente o caso de Elvis Presley.

O hoje conhecido como rei do rock and roll não teve lá uma carreira muito difícil em seu início. Como homem branco nos Estados Unidos racista de décadas atrás, seu maior desafio foi “rebolar demais”. Seu talento logo foi descoberto e sua imagem catapultada para os holofotes e autofalantes do mundo todo.

A visão da vida e carreira de Elvis Presley que chega esta semana aos cinemas brasileiros pelas mãos do diretor Baz Luhrmann pinta, como não poderia deixar de ser, com cores e sons extravagantes uma história que, embora não tenha enfrentado muitos desafios, não é por isso menos interessante.

Com a característica maneira de Luhrmann contar suas histórias, Elvis acompanha, indo e vindo na linha do tempo, o descobrimento do astro pelas mãos do aqui grande vilão da trama, o Coronel Tom Parker, interpretado por Tom Hanks.

Como era de se esperar de um filme com o selo Baz Luhrmann, Elvis é todo calcado em sons, edição, música e imagem. E, em se tratando da cinebiografia de um astro como Elvis Presley, nada mais adequado. As músicas clássicas se misturam com novas roupagens, as influências negras, as exigências mercadológicas e a manipulação do pupilo pelas mãos do titeriteiro empresário.

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Se o filme tinha tudo para arrebatar a audiência, ele peca (e aqui quem fala é um fã dos excessos de Baz Luhrmann) justamente pelo excesso. Ao se alongar demais, toda a delícia da edição conhecida do diretor em longas excepcionais como Moulin Rouge, Romeu + Julieta ou O Grande Gatsby, se perde quando após a metade do filme ele se torna arrastado e cansativo. Fosse meia hora mais curto, seria uma obra prima.

O destaque, além da direção de mãos firmes, fica por conta das atuações fenomenais de Austin Butler e Tom Hanks como Elvis e o Coronel, respectivamente. Para os fãs do rei do rock, fica a homenagem. Para os fãs do cinema, fica um longa para entrar para a história.

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