#Oscar2016 Resenha do site – A Garota Dinamarquesa

garota dinamarquesaVez ou outra Hollywood acorda para as diferenças e para diferentes histórias que podem contar para o mundo. A história de Lilly Elbe é uma delas.

Personagem real, Lili Elbe nasceu Einar Werger, um pintor dinamarquês de certo renome. Einar, interpretado com perfeição por Eddie Redmayne (vencedor do Oscar ano passado por A Teoria de Tudo), era casado com Gerda (a revelação Alicia Vikander, que este ano teve duas indicações ao Globo de Ouro), que também era pintora. Embora nascido homem, Einar reprimia suas tendências e viveu boa parte de sua vida como homem. Foi algum tempo depois de casado com Gerda que ele conseguiu se assumir e se tornou Lili Elbe.

Estamos falando de 1900-1920. Transexualidade não era algo tão socialmente aceitável como o é hoje (se é que hoje em dia realmente é, dado tantos casos de preconceito). Foi posando para sua esposa que Einar redescobriu suas orientações, ocultadas desde um “incidente” na infância. O filme retrata esta história, de aceitação e coragem, vivida por ambos, tanto Einar quanto Gerda, que esteve ao seu lado o tempo todo.

Quando Lili aparece em público pela primeira vez, existe a desconfiança que ela na verdade seja o pintor, mas, apresentada como uma prima distante, justifica-se a semelhança. Quando Gerda percebe que o marido não a deseja mais, começa o conflito e quando Lili finalmente se estabelece no lugar de Einar, fica a mudança.

Apesar do tema difícil e delicado, A Garota Dinamarquesa é um filme belíssimo e de fácil compreensão. Sem pretensões de ser “filme-arte”, as duas horas de projeção se calcam no impecável trabalho do casal de atores principais e na maquiagem delicada que transforma Redmayne em uma moça de beleza estranha e singular. E perfeitamente crível. Lili em momento algum parece um homem vestido de mulher. Parece (e é) uma mulher.

Com um trabalho de igual perfeição do diretor Tom Hopper, vencedor do Oscar por O Discurso do Rei e diretor de Os Miseráveis, e adaptado do romance A Moça de Copenhague (agora renomeado e relançado com o meso título do filme), de David Ebershoff, A Garota Dinamarquesa acompanha a vida de Einar/Lili e sua luta para conseguir definitivamente se transformar na mulher que ele é por dentro.

Símbolo do movimento transexual, Lili Elbe é um marco na história das operações de mudança de sexo, tendo sido a primeira mulher no mundo a tentar tal feito. Por mais que o tom trágico permeie todo o longa, é o amor de Gerda por Einar e a vontade de viver de Lili que dão o tom da história, pintada em belíssimas cores amareladas e com uma fotografia espetacular onde cada cena parece uma pintura que ganhou vida.

Num momento de transição em Hollywood, de maior respeito às mulheres e às minorias no cinema, é extremamente relevante que um filme como A Garota Dinamarquesa venha à público. Em síntese ele nada mais é que uma história de amor. Um amor que provou transcender convenções, gêneros e orientações sexuais. Uma história lindíssima e emocionante para provar a todos nós que não existem barreiras para o amor.

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