#Oscar 2016 Resenha do site – Steve Jobs

steve-jobsMuito tem se falado sobre as injustiças e esnobadas do Oscar deste ano. A despeito de motivos como racismo e sexismo, se tem um filme que foi realmente injustiçado este ano, este filme foi Steve Jobs.

Depois de um filme em 2013 (Jobs) estrelado por Ashton Kutscher, que não foi exatamente odiado por todos, mas tampouco conseguiu a repercussão esperada, a pergunta era: precisamos mesmo de outra cinebiografia de Steve Jobs tão cedo? A resposta é: não.

Mas assim como um tocador de músicas no seu bolso ou um celular que faz de um tudo, a questão aqui não é suprir uma necessidade. É criar uma necessidade a partir de propagandas de um novo produto. Desta forma, tudo começou: primeiro Danny Boyle, um dos melhores diretores dos últimos tempos, responsável por longas nada menos que espetaculares como Quem Quer Ser Um Milionário?, Em Transe, Trainspotting, Cova Rasa, Por Uma Vida Menos Ordinária e Extermínio. Depois, Aaron Sorkin, um dos melhores roteiristas em adaptação de biografias do cinema, como A Rede SocialO Homem Que Mudou o Jogo. Depois, faltava o personagem principal. Depois da desistência de Leonardo DiCaprio coube a Michael Fassbender a função.

O palco estava montado: Danny Boyle na direção, Aaron Sorkin no roteiro e Michael Fassbender estrelando. Não tinha como dar errado, certo? E não deu.

Steve Jobs, o filme, é uma obra pulsante, nervosa, criativa e torrencial. Assim como seu protagonista. Assim como a interpretação de Fassbender: nada abaixo de espetacular. Se Ashton Kutscher parecia bom, depois deste filme soa apenas como um arremedo de interpretação perto do trabalho descomunal de Fassbender. Não que se esperasse menos do ator. Já indicado ao Oscar por sua atuação em 12 Anos de Escravidão, ele vai do blockbuster (X-Men) ao indie-cult (Shame) com facilidade. Mas como Jobs alcança um outro nível, quase uma reencarnação.

Ao seu lado: Kate Winslet, como a fiel escudeira de Jobs, Johanna Hoffmann. Também há pouco que se falar. Winslet já mostrou a que veio: sete indicações ao Oscar no currículo e uma vitória (O Leitor, em 2008). Sua presença em cena é um embate com Jobs: mais centrada e mais emocional, Johanna bate de frente com o gênio e estabelece verdadeiros duelos na tela.

Com apenas duas indicações ao Oscar deste ano (para seu par de atores principais), Steve Jobs merecia, pelo menos, outras indicações nas categorias de filme, diretor e roteiro. Este último, aliás, foi vencedor do Globo de Ouro na categoria.

Mas não se pode ter tudo. Alguns alegam preconceito em alguns casos. Outros sexismo. Ninguém sabe o porquê de Steve Jobs ter ganhado apenas duas indicações. Mas, sem dúvida alguma, trata-se de um dos melhores filmes do ano. Não é fácil, ficamos sem fôlego em diversos diálogos, mas vai além, muito além de mostrar “o cara que criou o iPhone”. E isso, meus caros leitores, já vale muito mais que uma peruca no Ashton Kutscher.

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