#Oscar2016 – Resenha do site – Mad Max: Estrada da Fúria

mad-maxNós, público de cinema, de filmes bons e ruins, estamos meio que acostumados com uma regra: se um filme é ressuscitado depois de anos (décadas até) com um remake, reboot ou sequência tardia, provavelmente ele não vai ser muito bom. Nem Star Wars escapou desta maldição e viu em A Ameaça Fantasma, lançado 22 anos depois de seu primeiro filme, um desastre absoluto.

Mas nem sempre a regra é rígida, e às vezes há uma exceção. O mesmo Star Wars provou isso este ano com O Despertar da Força, a excelente sequência que veio 10 anos depois do último filme.

Tá, mas o que isso tem a ver com Mad Max: Estrada da Fúria? Você se lembra quando foi lançado o último Mad Max? Já era nascido? Pois então. Foi em 1985 que Mel Gibson e Tina Turner se uniram e, além de entoar em alto e bom som “We don’t need another hero” concluíram a saga. Mas parece que, no fim das contas, eles precisavam sim de outro herói.

Trinta anos depois, chega aos cinemas mundiais Mad Max: Estrada da Fúria. Com exceção dos elementos visuais, algumas referências e o nome do protagonista, não há exatamente uma relação de sequência entre este filme e os anteriores. Max, antes interpretado por Mel Gibson, agora ganha a cara (e os músculos) de Tom Hardy. Homem de poucas palavras, Max precisa fugir de um tirano que pretende controlar sua vida e acaba se unindo à “Imperatriz Furiosa” (Charlize Theron) para lutar contra Immortan Joe.

Passado em um futuro pós-apocalíptico onde água e gasolina são bens valiosíssimos, Estrada da Fúria é tenso e pulsante. Basicamente uma perseguição entre caminhões, carros feitos de sucata, explosões, areia e caos de duas horas. Um filme de poucos diálogos e muito visual que enche os olhos em cenas belíssimas. Vice-campeão de indicações ao Oscar deste ano (com 10 no total), o longa dirigido e roteirizado por George Miller (o mesmo dos três filmes originais) não deixa nada a desejar para seus antecessores, hoje clássicos do cinema.

Um dos azarões e dos mais populares filmes a concorrer na categoria principal este ano, Estrada da Fúria conseguiu indicações em todas as categorias técnicas, mas o fato de não aparecer nas categorias de interpretação e roteiro salientam os pontos fortes do filme: técnicos. E conseguiu o feito de ser o filme australiano com mais indicações ao Oscar até hoje.

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