Resenha do site – X-Men: Apocalipse

X-Men-Apocalipse-Poster-IMAX-MonsterBrain.jpgÉ bem pouco provável que quando Bryan Singer concebeu X-Men há 16 anos ele tenha imaginado onde sua saga poderia chegar.

De lá pra cá foram oito filmes (seis dos mutantes e dois do Wolverine) e uma timeline confusa que vai e volta no tempo, mas que nunca deixou de ser impecável.

Muitas são as considerações e as razões que fazem os X-Men um grupo de heróis fundamental. Suas implicações políticas, suas metáforas e suas crises pessoais vão muito além de todas as outras histórias de super-heróis no cinema.

X-Men: Apocalipse acontece no início dos anos 80. Logo após os eventos (do passado) de Dias de um Futuro Esquecido, longa de 2014. Em uma introdução nada menos de espetacular, vemos a ascensão e queda de En Sabah Nur, uma espécie de deus no antigo Egito. Depois, em poucos segundos, fazemos uma viagem no tempo simplesmente brilhante até chegarmos no período em que o filme se passará, quando este deus é acordado por acidente na cidade do Cairo.

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Contar mais é revelar pormenores desnecessariamente. Vemos aqui, mais do que nos filmes anteriores, a transformação de jovens ainda perdidos em guerreiros fortes. Do ainda indeciso Erik Lehnsherr de Michael Fassbender no que virá a ser o vingativo e rancoroso Magneto de Ian McKellen. Vemos Mística assumir lideranças, vemos Jean Grey descobrir todo seu potencial. E vemos o idealista Professor Xavier não se deixar sucumbir e nunca desistir de ter esperanças.

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O verdadeiro embate é entre os mutantes e este deus que, através dos tempos, absorve poderes diferentes tornando-se praticamente imortal. Magneto será testado. Xavier será testado. Tempestade, Mercúrio, Ciclope e Noturno serão testados. Todos, sem exceção, sofrerão as consequências do poder deste ser que pretende dizimar a humanidade para construir um novo mundo somente com os fortes.

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Ao se calcar tanto no talento de atores de peso como Fassbender, James McAvoy (Xavier) Oscar Isaac (En Sabah Nur) ou Jennifer Lawrence (Mística) quanto nos novatos que interpretam Jean Grey, Ciclope, Tempestade e Noturno quando ainda adolescentes (respectivamente Sophie Turner, Tye Sheridan, Alexandra Shipp e Kodi Smith-McPhee) Bryan Singer equilibra de forma magistral a balança de força entre o novo e o estabelecido. Entre a apresentação e o reconhecimento. E entrega um dos melhores filmes do ano. Este poderia ser o último filme dos mutantes. Tem potencial para fechar com chave de ouro. Mas ao mesmo tempo, deixa pontas soltas o suficiente para a inevitável sequência (o filme dos Novos Mutantes que já foi anunciado).

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Depois de batalhas como Batman Vs Superman (e todo seu superlativismo) e Capitão América: Guerra Civil (que mais parece uma animação com atores de carne e osso – e CGI – e que possui a profundidade de um pires), X-Men: Apocalipse traz o contraponto essencial: personagens humanos, dramas pessoais reais, ameaça poderosa, toques políticos e a constante impressão de que estamos falando de algo muito mais real do que “mutantes”, trazem o filme pra dentro de nós, pro nosso lado. Aqueles mutantes na tela são muito mais humanos que muitas pessoas reais e, na nossa cabeça, vai ficar eternamente a dúvida: será que eles são tão diferentes de nós? Ou será que eles estão falando, justamente, de nós, mas com uma maquiagem diferente?

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Essa é a mágica que X-Men consegue desde suas histórias em quadrinhos e que nunca nenhum outro super-herói conseguiu: nos retratar de forma tão fiel e ao mesmo tempo tão fantasiosa em seus personagens, fazer com que nos identifiquemos não com este ou aquele herói, mas com sua causa e sua luta. Não precisamos de poderes para sermos tratados como diferentes e, com a bênção do Professor Xavier, não precisaremos deles para sermos tradados como iguais.

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3 pensamentos sobre “Resenha do site – X-Men: Apocalipse

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