#Oscar2017 – Resenha do site: ‘La La Land’

poster-lalaland.jpgQuando La La Land: Cantando Estações acaba, é quase possível ver Fred Astaire, Gene Kelly, Judi Garland, Doris Day e Debbie Reynolds aplaudindo de pé com lágrimas nos olhos. Se você nunca ouviu estes nomes ou não sabe quem são estas pessoas, e ainda menos viu algum filme com eles, é bem provável que você vá detestar La La Land.

Agora, se você conhece, admira ou assistiu e gostou ao menos de Cantando na Chuva, meu amigo… você vai sair maravilhado do cinema.

Se alguma pontinha de dúvida restava antes do espectador entrar na sala, mesmo com todos os elogios e prêmios que o filme vem recebendo, ela é dizimada após a abertura de La La Land. Você nunca mais verá um congestionamento com os mesmos olhos. A tela se enche de cor e movimento, numa música contagiante daquelas de deixar os dedinhos batendo em plena sala de projeção. Isso é La La Land: um filme capaz de encantar a todos os sentidos.

Músicas e números musicais nada menos que mágicos embalam uma história de amor que poderia ser bem comum: a moça que quer ser atriz encontra o rapaz que quer ser músico. Até aí nada de mais, mas o que o roteirista e diretor Damian Chazelle faz com esta história é simplesmente uma obra de arte em seu estado mais magnífico.

Faltam elogios para descrever tudo o que o filme é: onírico, sonhador, inocente como poucos hoje em dia, extremamente belo, romântico e, no fundo de tudo isso, fincando um pé no mundo real. Não faltam paisagens artificiais pintadas para provar que vivemos num mundo artificial, num mundo de aparências. Não faltam críticas a quem quer criar o novo sem lembrar do velho e, da mesma forma, a quem insiste no velho sem entender que precisa transformá-lo para virar o novo.

E é isso que o diretor faz: pegando um gênero consagrado no cinema há quase 80 anos e já bem enterrado, Chazelle recria musicais clássicos a seu estilo, com modernidade e qualidade técnica impressionantes, mas sem jamais deixar de lado a elegância e ingenuidade presente em filmes como o já citado Cantando na Chuva ou Sete Noivas para Sete Irmãos, Hello DollyArdida Como Pimenta.

La La Land nos leva em uma história de amor sim, mas onde a realidade (ainda que mostrada em números musicais) está sempre presente. Viver o sonho? Claro, mas às vezes é preciso cair na real.

Como uma de suas canções deixa claro: trata-se de um filme para sonhadores. Para quem mantém um pezinho no mundo da lua e ainda acredita. Um filme leve e belo, uma obra extremamente necessária num momento como o nosso onde imploramos por um pouquinho de romantismo em sua forma mais pura. Um filme que representa coragem de um diretor e roteirista em homenagear um cinema pelo qual ele claramente é apaixonado. Sim, Kelly, Astaire, Reynolds, Day e Garland estão orgulhosos.

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