Primeiras impressões – Girlboss

Ao começar a assistir Girlboss, nova série original do Netflix, você pode até achar que está vendo uma comédia romântica do final dos anos 90: tiradas inteligentes, uma mocinha espirituosa e boca-dura, um mocinho sedutor e simpático, ainda que não um esterótipo de beleza, uma trilha bacana e coadjuvantes engraçadinhos. Sim, estão lá todos os elementos que, como já listamos AQUI, fazem uma boa comédia romântica.

Mas, será que Girlboss é só isso? Bom, não tem como responder sem assistir a todos os 13 episódios já disponíveis em streaming. A história real de Sophia Amoruso, que construiu um pequeno império da moda começando com vendas de roupas no eBay em 2006 e chegou a ter duas lojas físicas antes de decretar falência de sua marca Nasty Gal dez anos depois começa como um conto de fadas moderno.

girlboss

Sophia lembra a Andy Sachs de Anne Hathaway em O Diabo Veste Prada? Muito. Em aparência e atitudes. Como uma “rebelde sem causa” dos tempos modernos, ela acha que a vida adulta irá destruir seus sonhos e não consegue nem quer se encaixar em padrões de receber ordens e ser subordinada. Em pouco tempo (ao menos na série) ela vai de vendedora em uma loja de sapatos a alguém que rouba tapetes e pega pão em uma caçamba de lixo para comer, até acabar o primeiro episódio fazendo sucesso no eBay com uma jaqueta vintage. Tudo no mesmo dia. Sim, é um conto de fadas.

O que acontecerá na vida de Sophia será livremente adaptado na série criada por Kay Cannon adaptada do livro de mesmo nome da personagem real. E, como é História com H maiúsculo, já sabemos onde vai parar. Mas como em muitos casos, aqui é a jornada de importa.

Leia mais: A aparência importa sim!

Divertida, inteligente, rápida e com uma cenografia que mescla novo e velho (e que acaba por nos presentear com o início do movimento hipster em São Francisco), Girlboss é uma ótima pedida com seus episódios curtos de menos de meia hora, seu elenco afiado – destaque para ninguém menos que RuPaul Charles como o vizinho/amigo/terapeuta/ombro amigo de Sophia – e sua cara de romcom que a gente tanto adora.

Claro que o ponto mais alto da série não é necessariamente o sucesso de sua protagonista, mas o retrato de que podemos sim, nos tornar adultos, encarar responsabilidades e crescer sem nos tornarmos pessoas chatas e talvez até um pouquinho fugindo da norma convencional. Por que não? Afinal no meio de tanto “choque de realidade” um pouquinho de fantasia pra nos fazer acreditar que sim, podemos ao menos tentar ir atrás de nossos sonhos, não faz mal algum.

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